Livro: Crônicas dos Kane

Por Davi Paiva

 

Oi, pessoal. Tudo bem?

Às vezes um autor vende o livro pela sua qualidade literária. O seu estilo de escrever nos atrai ainda que um trabalho seja melhor que o outro. E o que me levou a ler a série Crônicas dos Kane de Rick Riordan (Ed. Intrínseca) é algo bem óbvio: o fato de eu ser um leitor da saga de Percy Jackson.

O autor, Richard Russell ''Rick'' Riordan, Jr.

O autor, Richard Russell ”Rick” Riordan, Jr (sempre ele!).

A aquisição dos livros foi em doses bem homeopáticas: lembro que os dois primeiros eu adquiri em trocas no centro da cidade e o terceiro foi o único que comprei em uma livraria. Todavia só fiz a leitura depois de ver que todos saíram e ter todos em mãos. Assim não precisei esperar pelas continuações nem depender de um tempo livre para comprar.

Para quem não conhece, a série Crônicas dos Kane conta a história dos irmãos Carter e Sadie, dois jovens que só se veem duas vezes por ano (o garoto é criado pelo pai, um egiptólogo que viaja muito pelo mundo enquanto a garota é criada pelos avós maternos em Londres) e graças a uma experiência mágica do pai eles vão embarcar em uma jornada pelo mundo da mitologia egípcia em cenário atual envolvendo magos, deuses e babuínos jogadores de basquete (??).

Os três livros das Crônicas dos Kane: A Pirâmide Vermelha, O Trono de Fogo e A Sombra da Serpente

Os três livros das Crônicas dos Kane: A Pirâmide Vermelha, O Trono de Fogo e A Sombra da Serpente

Vamos a um raio X dos livros:

            Livro 1 – A Pirâmide Vermelha

            Ano de publicação: 2010.

            Resumo: no primeiro volume conhecemos os personagens principais e seus aliados. Também é revelado como funcionam os seus poderes e quem será o verdadeiro inimigo.

            Avaliação: é um primeiro livro bem típico de literatura infanto juvenil e uma fórmula de Harry Potter e Percy Jackson: faça o personagem conhecer o mundo e consequentemente os leitores também conhecerão, além de apresentar um inimigo e outro ainda maior. Pode chamar de clichê, mas dá certo.

 

            Livro 2 – O Trono de Fogo

            Ano de publicação: 2011.

            Resumo: os irmãos Kane agora procuram não só comandar o 29º nomo e o aprendizado dos novos magos como também têm que lidar com a missão deles, além de outras missões pessoais (como a de Carter em busca de sua amiga/namorada que conheceu no primeiro livro, Zia Rashid).

            Avaliação: creio que nesse livro Riordan mostra que é exatamente um escritor que escreve “livros para vender (não gosto muito desse termo. Pois todo livro é feito para vender e a compra é opcional. Ninguém aponta armas para os compradores na livraria)” e sim que ele procura agradar a gregos e troianos (engraçado falar isso de um livro que apresenta mitologia egípcia) colocando em um só livro o essencial para um livro infanto juvenil para garotos (com uma aventura e um guerreiro escolhido) e também para garotas (ser o foco de um triângulo amoroso de dois personagens considerados atraentes pela garota. Estou sentindo um cheiro meio… crespuscular nessa história, se é que me entendem).

 

            Livro 3 – A Sombra da Serpente

            Ano de publicação: 2013.

            Resumo: no último livro, os irmãos Kane e seus aliados lutam para impedir o fim do mundo, além de ajudarem um deus antigo a se reerguer definitivamente.

            Avaliação: uma coisa tenho que admitir: R. Riordan sabe criar uma batalha final épica. Idas e vindas pelo Duat além de um monte de um monte de situações em que os personagens passam torna o final muito interessante. Não dá para dizer “eu esperava mais” porque tudo está ali.

 

Especial – O Filho de Sobek

Observação: não possui impresso.

Resumo: nele temos o encontro de Carter Kane com Percy Jackson (preciso dizer mais???).

Avaliação: ao ler o volume 1, o tio de Carter e Sadie diz que Nova York é o lugar de outros deuses assim como no volume 2 Carter alega ter visto um “cavalo voador” perto do Empire State e no volume 3, Sadie vai a um baile e conhece Drew, a ex-líder do chalé de Afrodite no Acampamento Meio-Sangue. Ou seja: Riordan queria deixar claro que as histórias dos Kane e de Percy se passavam no mesmo mundo. E considerando que eles vivem na mesma cidade… uma hora um encontro era inevitável. O que gostei é que tal ato teve um ligeira briga e desconfiança de ambas as partes. No fim Carter deixa uma magia na mão de Percy e diz:

“— Apenas diga meu nome — eu disse a ele, — e eu vou ouvi-lo. Eu vou saber onde você esta, e vou encontrá-lo. Mas só vai funcionar uma vez, então tome cuidado”

Creio que muitos fãs esperam por tal encontro no último livro da série Os Heróis do Olimpo, certo?

Então só nos resta aguardar…

 

Avaliação total: mais “chosen one”, impossível.

Carter e Sadie têm descendência de ambos os pais em famílias de magos antigas e poderosas e a história deles é bem semelhante à da mitologia egípcia. Logo não é a toa que eles adquirem um incrível poder que abdicam no primeiro livro. Mas sejamos francos: bem que eles fazem uso nos demais livros quando precisam…

Como eu disse, é uma obra que surpreende tanto pelo tamanho (3 volumes) quanto por criar ambientes de identificação entre meninos e meninas, assim como o entrelace que dá com a saga de Percy Jackson. Segundo o que ouço por aí tal encontro acontecerá no último livro de Heróis do Olimpo… só que não vou botar a mão no fogo. Quem leu o meu artigo sobre O Herói Perdido sabe o quanto fiquei surpreso ao ver que a saga de Percy Jackson não havia acabado.

 

Obrigado a todos(as).

Livro: A Marca de Atena

Por Davi Paiva

Eis que finalmente os acampamentos se reúnem!

É chegada a hora em que os dois semideuses considerados os mais fortes de cada lar vão unir forças na luta contra o mal!

E cara… que capa f***!!!

É com esses pensamentos que o fã começa a ler o terceiro livro da série Os Heróis do Olimpo, A Marca de Atena (2013, Intrínseca, de Rick Riordan). Nele, o grande herói Percy Jackson, filho de Poseidon, encontra Jason Grace, filho de Júpiter. Esse encontro marca a união dos dois acampamentos (Meio-Sangue, dos semideuses gregos e Júpiter, dos semideuses romanos) na luta contra Gaia e seus gigantes e a viagem que eles fazem até Roma.

Capa (modafóca) do livro A Casa de Hades

Capa (modafóca) do livro A Casa de Hades

O que posso dizer desse livro: pela parte inicial da profecia dizer que SETE meio-sangues responderão ao chamado, dava para esperar quem iria viajar. Tudo bem que dependendo da situação, o autor poderia criar uma esquadra liderada pela Argo II, contudo creio que a grande batalha como TODO MUNDO está reservada para o final assim como ele fez com Percy Jackson e Os Olimpianos. O que posso dizer é que gostei da jogada dele para impedir que qualquer acampamento os deixassem e ainda desse algo a fazer para os grupos grego e romano.

Creio que ter dois personagens de liderança (Percy e Jason) também foi tão trabalhoso quanto mostrar um cenário novo. O pessoal que mora em Nova York deve gostar muito do livro por causa disso. Só que quando vê a mudança de cenário, devem se sentir lendo algo da mesma forma como qualquer pessoa que não é de lá: são apresentados a um lugar novo, com casas, paisagens e climas diferentes. O que é muito legal nos livros, já que eles nos fazem viajar sem sair do espaço físico em que nos encontramos.

E mais uma vez a estrela de Riordan que não aceita que os leitores de Percy Jackson estão crescendo e ainda quer vender para o público infanto juvenil brilha. E quando a Annabeth encontra Aracne, o que poderia ser alguma coisa bem legal de se criar vira só uma embromação, embora o final seja o prelúdio de algo que deixa os leitores ansiosos para o próximo livro.

O autor, Richard Russell ''Rick'' Riordan, Jr.

O autor, Richard Russell ”Rick” Riordan, Jr.

Obrigado pela leitura , pessoal!

Livro: O Filho de Netuno

Por Davi Paiva

“— Percy Jackson no outro acampamento. E, assim como eu, provavelmente não se lembra da própria identidade”

É com essas palavras que acaba o primeiro livro da série Os Heróis do Olimpo e nem preciso dizer como fica a expectativa do leitor para ler o segundo volume, certo?

O Filho de Netuno (2012, Intrínseca, de Rick Riordan) é o segundo volume dessa série. Nele temos a história de Percy Jackson em rumo ao Acampamento Júpiter na esperança de salvar mundo na luta contra o despertar de Gaia e o surgimento de novos inimigos, os gigantes.

O Filho de Netuno

O Filho de Netuno

Indo para o novo acampamento, Percy logo é apresentado aos novos personagens. A pretora Reyna, o oráculo Octavian e os integrantes da Quinta Coorte (não confundam com “corte”. Coorte era o nome dado para unidades militares romanas) Frank Zhang e Hazel Levesque, que mais para frente tornam-se aliados do personagem principal em uma viagem ao Alasca.

O que digo sobre o novo acampamento: da mesma forma como Hogwarts tinha o seu bairro próximo, Hogsmeade, creio que Riordan deve ter pensado “por que não incluí um lugar para os meio-sangues viverem na vida adulta?” e teve a sacada de criar os vilarejos onde os semideuses podem cursar faculdades, viver e criar famílias. Outra grande ideia que também foi descrita no livro é que por Roma ser um império que estava acostumado a erguer ou desfazer construções da noite para o dia, eles aceitam a possibilidade de se mudar a qualquer momento e reconstruir tudo em poucos dias. Isso não foi necessário no livro até o momento, mas também foi legal.

Infelizmente uma coisa que deixou muito a desejar (em teoria, por eu ser fã de histórias que se passem no Império Romano, como o filme Gladiador ou o seriado Spartacus) é que o acampamento não é tão durão assim quanto Jason o descreveu no fim do livro anterior, O Herói Perdido. Tudo bem que a Batalha pela Bandeira é bem mais complicada (um time tem que invadir o castelo do outro, que detém a bandeira!!!), contudo acredito que por ser um livro infanto juvenil, o autor teve que tirar a escravidão, as lutas mortais nas arenas e todo o lado podre e violento do império. Espero um dia escrever um lugar que “quem não prova o seu valor… não sobrevive”, como disse o filho de Júpiter no primeiro livro.

O autor, Richard Russell ''Rick'' Riordan, Jr.

O autor, Richard Russell ”Rick” Riordan, Jr.

O que dizer sobre o livro: a meta de apresentar os dois acampamentos trocando os seus dois “líderes” foi genial. Riordan consegue trazer o leitor para uma versão do acampamento Meio Sangue mais “romanizada” e resolve grandes mistérios como o passado de Hazel, a identidade do pai de Frank bem como os seus poderes e até mesmo conta a verdade sobre o site Amazon. Com (ri muito ao descobrir). Todavia a única queixa que tenho desse livro é o que mencionei a respeito da infantilidade com que o Império é descrito.

Obrigado a todos pela leitura.

Livro: O Herói Perdido

Por Davi Paiva

 

“Sete meio-sangues responderão ao chamado,

Em tempestade ou fogo, o mundo terá acabado.

Um juramento a manter com um alento final,

E inimigos com armas às Portas da Morte afinal.”

 

Esta é a primeira profecia da nova Oráculo no final do livro O Último Olimpiano, da série Percy Jackson e Os Olimpianos. Na obra, Percy até fica preocupado quando o seu mestre diz que a profecia que fala dele levou mais de 70 anos para acontecer. Daí ele pode ficar tranquilo que esta nova pode demorar muito mais. E com esta linha de pensamento a saga acaba. Você fecha o seu livro, o guarda em sua estante e vai viver a sua vida tal qual eu fiz quando li a saga assinada por Rick Riordan.

Até que um dia você sai com uma amiga como eu fiz e aguardando um pedido no Habib’s, lê o catálogo de lançamentos oferecido por uma livraria quando encontra os dados de uma nova obra chamada O Herói Perdido e encontra a seguinte mensagem:

“A continuação de Percy Jackson e Os Olimpianos (…)”

E aí você fica surpreso, fala com a sua amiga a respeito da saga Percy Jackson, manda SMS para dois amigos e alguns dias depois, vai correndo comprar o livro…

O Herói Perdido (2011, Intrínseca)

O Herói Perdido (2011, Intrínseca)

O Herói Perdido foi escrito em 2010 e lançado no Brasil um ano depois e é o primeiro livro da nova fase Heróis do Olimpo, que por sua vez é a continuação da saga de Percy Jackson e Os Olimpianos. A história se passa exatamente 1 ano após os incidentes narrados em O Último Olimpiano e já começa com novos personagens: Jason, um garoto estudante de uma escola comum está indo para uma excursão em um ônibus acompanhado de sua namorada Piper e do seu melhor amigo Leo. Só tem um problema: ele não se lembra quem é, por que está de mãos dadas com uma garota enquanto ambos dormiam no fundo do ônibus nem por que um garoto o trata de modo tão amigável.

Mais para frente os detalhes são revelados e muitas coisas surpreendem o leitor: saber quem são os pais dos três, seus poderes e o ponto mais alto é saber do novo acampamento do qual veio o personagem principal: o Acampamento Júpiter.

Minha opinião: Rick Riordan podia ter esperado uns anos para publicar este livro. Seria algo gostoso vivermos nossas vidas e alguns anos depois, olhar Percy e seus amigos com olhos saudosistas. Não sei se ele produziu o livro por pressão editorial ou por vontade pessoal, mas o que posso dizer é que ele inovou contando a história por diferentes pontos de vista. Alguns capítulos são narrados por Jason, outros por Piper e um restante por Leo. E claro que um fã depois de um tempo fica ansioso lendo a obra esperando que o seu personagem preferido volte a narrá-la para os fatos girarem ao seu redor. Contudo tal forma de escrevê-la não a torna ruim. Um outro ponto que considero muito interessante é o entrelaçar da realidade americana (no livro ocorrem ações na casa do escritor americano Jack London) e com os livros anteriores (como o dragão Festus, presente em Arquivos Secretos do Semideus).

O autor, Richard Russell ''Rick'' Riordan, Jr.

O autor, Richard Russell ”Rick” Riordan, Jr.

Indicado para: quem gostou de Percy Jackson e Os Olimpianos, goste de mitologia grega e romana, além de literatura infanto-juvenil.

Obrigado a todos(as).

Livros: Percy Jackson e Os Olimpianos

Por Davi Paiva

 

Tanto como leitor assíduo quanto como escritor ou vivente da época, creio que tenho o direito de expressar a minha opinião que a saga de livros Harry Potter mudou muitas concepções que tínhamos de livros infanto juvenis. Eu não lembro de ter visto anteriormente uma história que englobasse o cenário fantástico no nosso mundo real. Saber que ali na Inglaterra havia uma estação de metrô com uma passagem oculta que levava um jovem sem destaque no nosso mundo para outro onde ele era altamente reconhecido era algo magnífico. Com os três primeiros livros publicados em 2000 e o quarto no ano seguinte, dali em diante aguardamos a cada dois anos um livro novo.

Infelizmente (ou felizmente para alguns), a saga acabou em 2007 e muitos se perguntavam “e agora que nos acostumamos a ler livros em série, qual será o seu sucessor?” e como certa vez eu disse em minha página do Recanto das Letras:

O que me entristece não são as histórias que se acabam nem as pessoas que já se foram. É que não apareceu nenhuma história e nenhuma pessoa que as substituíssem”.

Já havia algumas séries em livros de relativos sucessos no Brasil e no exterior. Só que nenhuma delas conseguiu ser tão próxima de sucesso pelo livro ou pelo filme. Para alguns, a saga Crepúsculo foi o mais próximo que chegaram. Contudo fãs discordam visto que a obra de Stephenie Meyer é mais direcionada ao público feminino do que a obra de J.K. Rowling.

Onde estava a solução? Em um homem: Rick Riordan.

Segundo depoimento presente no livro O Diário do Semideus, Riordan era professor em São Francisco e tinha uma vida normal até o seu filho Haley ser diagnosticado com TDAH, que é o transtorno de déficit de atenção. Para entreter o garoto ele contava histórias de mitologia grega até que um dia Haley pediu a ele que criasse a sua. E para que o filho pudesse se identificar, fez um garoto com o mesmo problema e também com 11 anos (idade de Haley na época) que parecia não ter um lugar no mundo, mas que tinha um destino especial reservado a ele.

Rick Riordan e seu filho, Haley

Rick Riordan e seu filho, Haley

E assim nasceu Percy Jackson.

Como também sou fã de mitologia, fiquei um pouco encabulado ao imaginar um filho de Poseidon como protagonista, visto que as histórias antigas narram feitos incríveis para os semideuses filhos de Zeus, como Perseu e Hércules. Contudo arrisquei a leitura de O Ladrão de Raios e devo confessar que fiquei fascinado.

Para ficar mais fácil, vamos fazer um raio X de todos os livros da fase Percy Jackson e Os Olimpianos de uma forma que eu possa dar a minha opinião livro por livro e depois um resumo da obra como um todo.

 

Livro um: Percy Jackson e O Ladrão de Raios

Ano de lançamento no Brasil: 2008.

Sinopse: Percy Jackson é um garoto de 11 anos que vive em Nova York com em um colégio para crianças problemáticas. Ele nunca conheceu o seu pai e sua mãe vive com um padrasto com o qual ele não se dá bem. Sua vida muda quando ele é atacado por uma criatura mitológica durante uma excursão e de lá, Percy parte para o Acampamento Meio Sangue, lar de semideuses gregos onde ele saberá mais sobre o seu pai e sua missão de salvar o mundo.

O que achei: como sou estudioso da saga do herói de Joseph Campbell e leitor de Harry Potter, vi muitas coisas tanto conceituais quanto em termos de criação de história. Um protagonista que não conhece muito bem o mundo no qual é inserido ajuda o leitor a entender melhor a história e ter uma amiga inteligente como Annabeth (tal qual Hermione) e um colega engraçado como Grover (tal qual Rony) ajuda o leitor a entender a história. E tal qual a obra britânica, já vemos quem serão o “Malfoy” e o “Voldemort” da história.

 

Livro dois: Percy Jackson e O Mar de Monstros

            Ano de lançamento no Brasil: 2009.

            Sinopse: a árvore que mantém a magia protetora ao redor do Acampamento Meio Sangue é envenenada e cabe a Percy e seus amigos (incluindo um novo colega, Tyson) encontrarem o Velocino de Ouro que possa salvar o pinheiro.

            O que achei: neste volume Riordan trabalhou mais a aceitação de diferenças entre pessoas. Percy cuida de Tyson e depois que descobre algumas coisas sobre ele, passa a desgostar do sujeito. Na história são reveladas mais coisas entre os dois que culminam em um final carismático.

 

Livro três: Percy Jackson e A Maldição do Titã

            Ano de lançamento no Brasil: 2009.

            Sinopse: Grover perde ajuda a Percy e seus amigos na busca por dois novos semideuses. Infelizmente Annabeth é seqüestrada na luta decorrente e cabe a Percy com novos aliados ir em busca de sua amiga e ainda enfrentar os planos de seus inimigos. Inclusive um que foi libertado de um cárcere bem conhecido na mitologia grega.

            O que achei: um dos motivos pelos quais o Rafael Lionheart menos gosta deste volume é pelo seqüestro de Annabeth, o que a tira de boa parte da história. Entretanto a meu ver, vale a pena ver como a relação entre os dois se fortalece. Destaque para a entrada do meu personagem preferido: Nico Di Angelo.

 

Livro quatro: Percy Jackson e A Batalha do Labirinto

            Ano de lançamento no Brasil: 2010

            Sinopse: Percy e Annabeth descobrem uma passagem do Labirinto de Dédalo dentro do Acampamento. Missão: encontrar o criador e dar um jeito de selar a entrada para que os inimigos não invadam o local.

            O que achei: é um dos meus preferidos. Ação, comédia, romance, heróis tendo que se decidir em que lado vão ficar (Nico e Quintus) foi um prato cheio neste livro.

 

Livro final: Percy Jackson e O Último Olimpiano

            Ano de lançamento no Brasil: 2010.

            Sinopse: a guerra de semideuses e monstros toma Nova York. Percy e muitos outros ficam com a missão de proteger a cidade.

            O que achei: acho este livro a maior “porradaria” da história em termos de literatura infanto juvenil. Não que a Batalha de Hogwarts não tenha sido grande também. Mas esta tem como cenário um lugar real, o que torna a história mais palpável.

 

Livro extra: Os Arquivos do Semideus

            Ano de lançamento no Brasil: 2010.

            Sinopse: nele há ilustrações dos personagens, entrevistas e contos que se passam entre o quarto e o quinto livro.

            O que achei: que a editora poderia ter publicado o livro antes! Nem todos os fãs leem esta obra antes do quinto livro. E algumas coisas aqui são legais de se saber.

 

Os cinco livros da série Percy Jackson e Os Olimpianos (e também o especial)

Os cinco livros da série Percy Jackson e Os Olimpianos (e também o especial)

Avaliação como um todo: Percy Jackson é um legítimo sucessor de Harry Potter sem tirar nem por. Apresenta os conceitos da saga do herói de Campbell e as fórmulas de sucesso dos livros britânicos (amigas inteligentes, amigos engraçados, rivais, inimigos poderosos, fantasia em cenário moderno e o conceito que o Fernando Loiola mais odeia nas histórias infanto juvenis: o conceito do Escolhido/Chosen one) em parceria com algo mais antigo que as histórias de bruxos: as histórias dos deuses gregos.

 

Indicado para quem: gostou de Harry Potter, aprecie mitologia ou histórias do gênero fantasia em cenário real ou curtam histórias de garotos se tornando verdadeiros heróis.

 

Obrigado a todos(as).

 

P.S.: sobre os filmes dos livros, O Ladrão de Raios em 2010 e O Mar de Monstros em 2013, eu confesso que só não vi o segundo por achar o primeiro ruim pra c*****! E não ligo para aqueles que dizem “ah, mas agora está melhor” porque eu acho que o colocar atores quase adultos e um ator negro “para preencher cota (sou negro antes que alguém reclame, ok?)” foi um tiro no pé! Sem contar que a adaptação ficou ruim. Mudaram a história, a forma dos poderes e toda a dinâmica foi pro brejo #ProntoFalei

Percy Jackson e O Ladrão de Raios (2010). Como se não bastasse o filme do Eragon ser ruim...

Percy Jackson e O Ladrão de Raios (2010). Como se não bastasse o filme do Eragon ser ruim…

Livro: Caninos Brancos (Jack London)

Por Davi Paiva

Quem leu O Herói Perdido de Rick Riordan e conhece Jack London deve ter achado graça quando Riordan alega que London era filho de Hermes. O autor de Caninos Brancos na verdade se chamava John Griffith e assim como seu pai fictício (será?), ele andou pelo mundo da maneira que pôde: foi trombadinha, jornaleiro, vendedor de sorvetes, trabalhou num boliche, numa fábrica de conservas, foi pirata, policial, marinheiro, contista e vencedor de um concurso onde sua primeira premiação foram 25 dólares, vagabundo, participou da corrida do ouro no Canadá, jornalista… além de ter passado pela Coréia, Japão, Sibéria, México, Caribe e África do Sul.

John Griffith Chaney (Jack London - 1876 -1916)

John Griffith Chaney (Jack London – 1876 -1916)

Por que falo tudo isto e ainda fico devendo? Porque sempre falam por aí que criaturas são reflexos de seus criadores. E em Caninos Brancos (White Fang), de 1910, temos a história de um mestiço entre uma loba e um cão, que não é considerado selvagem o bastante pra ser considerado por um inteiro um membro da raça da mãe nem domesticado o suficiente pra ser tão bem visto quanto o pai poderia. E com isto, ele aprende a viver no Wild (região da América do Norte, no Círculo Ártico, e vizinhanças, norte do Canadá e no Alasca), foi puxador de trenó, cão de briga e cão “domesticado”, trocando de donos índios viciados em bebidas até doentes que agrediam-no para torná-lo feroz. O livro é contado por um narrador em terceira pessoa, relatando a visão de Caninos Brancos dos fatos.

Caninos Brancos (capa)

Caninos Brancos (capa)

Minha opinião: é magnífico ver como London nos faz ver o mundo com olhos de um lobo, sem contar a surpresa de você ter como protagonista de uma história um cão (ok, mestiço de loba e cão). E é interessante ver como ele se adapta aos meios em que se encontra inserido

Grau de indicação: alta, tanto para se entreter quanto aprender sobre conhecer, se adaptar, procurar um lugar e pertencer ao mesmo.

Boa leitura, pessoal!!!

P.S.: só não falei nada daquele filme que passava direto no Cinema em Casa porque nunca o assisti. Desculpem, galera!