Livro: Fábulas do Tempo e da Eternidade

Por Davi Paiva

 

Confesso que achei um pouco triste o dia em que conheci a autora e a obra. Era uma sexta-feira, 13 de dezembro de 2013 quando a Tarja Editorial fez uma liquidação de seus livros depois de declarar o fechamento de suas portas.

Como escritor nacional, sei o quanto é difícil encontrar uma editora brasileira que dê oportunidades a autores nacionais e fui para lá na esperança de comprar livros de antologias steampunk e/ou cyberpunk. Contudo ao ver aquele pequeno livro, fiquei um pouco atraído. E qual foi a minha surpresa ao saber que a autora Cristina Lasaitis estava no local e se dispôs a tirar minhas dúvidas e após a compra, me deu o privilégio de autografar o meu exemplar e ainda tirar uma foto comigo. Simplesmente demais! E depois tem gente por aí que não concorda em aparecer em eventos do próprio livro. Novamente o meu lado escritor dá um pitaco para dizer que todos nós temos uma vida pessoal corrida. Por outro lado aparecer em eventos, dar palestras e ir a feiras de autógrafos é algo que o escritor precisa fazer sempre que tiver condições. Isso não só o ajuda em seu lado comercial como cria vínculos de autor e apreciador de seu trabalho. Não é mesmo?

A autora, Cristina Lasaitis

A autora, Cristina Lasaitis

O livro Fábulas do Tempo e da Eternidade (Cristina Lasaitis, 2008, Tarja Editorial) é uma coletânea de 12 contos sobre ficção científica bem hard. Fala de experiências com realidade virtual, física, viagens temporais, misticismo, anjos caídos e elementos de informática como biochips e inteligência artificiais de um modo que não condiz com o formato do livro. É como se ao abrir um pequeno volume liberamos um jorro de informações que estavam lá presas por correntes.

Comecei a leitura em janeiro de 2014 e escrevo esse artigo no mesmo dia em que a terminei. Abaixo vocês podem ver uma entrevista que faço com a autora. Desde já, digo que é um grande privilégio como autor de um blog simples poder ter atenção de uma autora e que ela conceda alguns minutos para responder a uma entrevista.

            EAM: vamos começar sobre a sua formação como escritora: quais obras leu que a ajudaram a escrever tão bem, quais cursos ou oficinas você fez e quem foram seus grandes professores para chegar até aqui.

Cristina: Em primeiro lugar, obrigada pelo “escrever tão bem”. O esforço que desempenhei e os bons conselhos que recebi na última década, quando decidi me voltar à literatura, contribuíram muito, certamente, mas acredito que a educação que recebi a vida toda foi importante para me formatar e me dar conteúdo como escritora. Não sou uma leitora voraz de ficção desde pequena, mas desde aquela época estudava bastante, me interessava por ciências, tive a oportunidade de cursar boas escolas e hoje percebo que ter essa base fez toda a diferença – embora só isso não fosse o suficiente. Quando resolvi que queria escrever um romance, há dez anos atrás, percebi o quanto era difícil colocar uma história no papel; eu era muito inexperiente e me sabotava com meus erros. Percebi que precisava me tornar uma escritora para conseguir contar a história que queria. Comecei pelo começo: passei a estudar literatura, ler muito e sobre tudo, fui fazer oficinas, comecei a treinar minhas habilidades narrativas com contos. Esse é o começo que recomendo a todas as pessoas que sonham em ser escritores de ficção. Não digo que tive “grandes professores”, mas sempre é útil ler, ouvir e prestar atenção no que tem a dizer os escritores muito mais experientes e premiados que você.

 

            EAM: como surgiu a ideia de produzir o livro? Ele é uma coletânea de seus trabalhos em outras antologias ou já era um projeto que você tinha em mente e que os editores (Richard Diegues e Gianpaolo Celli) resolveram investir?

Cristina: Eu tinha começado a treinar minha escrita com contos – alguns que publiquei em um blog criado pelo Richard Diegues, numa espécie de vitrine literária/ oficina de escrita. Um ano depois eu percebi que podia juntar os melhores textos, escrever mais alguns e compor uma coletânea. Foi assim que surgiu o Fábulas do Tempo e da Eternidade. Foi praticamente o primeiro livro de autoria exclusiva lançado pela Tarja em 2008 (juntamente com o Kara & Kman da Nazarethe Fonseca), e ganhou uma segunda edição mais bonita em 2010.

Edição de 2010 do livro Fábulas do Tempo e da Eternidade

Edição de 2010 do livro Fábulas do Tempo e da Eternidade

            EAM: conte-nos um pouco sobre a produção do livro: quanto tempo levou? Você tinha muitos auxiliares pesquisando coisas sobre física quântica ou civilizações incas? Quais foram as reações dos leitores beta [leitores que leem o livro antes dele ser publicado. Às vezes apontam erros ortográficos e/ou de pontuação e falhas na narrativa]? E os editores?

Cristina: A produção dos contos levou cerca de um ano; as postagens no blog eram mensais e eu me obrigava a produzir ao menos um conto por mês. Confesso que eu era mais livre quando entendia ainda menos de física quântica e outras matérias “hard”, sobre as quais escrevia sem muitos pudores… Se fosse hoje eu não teria produzido alguns daqueles contos, ou eles seriam bem diferentes. Alguns contos tinham sido publicados previamente num blog, e a opinião dos leitores me ajudou a aprimorá-los para o livro. Ainda assim, antes da publicação, substituí dois contos de última hora – uma decisão que tomei por conta do “efeito-gaveta” (percepção que você cria da obra depois de um período de distanciamento). O conto que fecha o livro, Meia-Noite, foi concluído na madrugada do dia combinado para que eu enviasse a versão final.

 

            EAM: como foi a reação de parentes e amigos quando lançou? Houve crítica positiva e/ou negativa? Outras pessoas que nem conhecia entravam em contato com você para dizer o que achavam?

Cristina: Fiquei feliz porque o lançamento contou com a presença de mais gente do que eu esperava. A repercussão do livro ficou maior quando foi resenhado na revista Carta Capital pelo Antonio Luiz M.C. Costa, a partir de então comecei a receber contatos do Brasil inteiro; gente que queria comprar o livro, pedir autógrafo, trocar figurinhas… E foi muito interessante ouvir a opinião dos leitores, saber quais eram as histórias que eles mais gostavam, quais menos gostavam, quais delas gostariam de ver transformadas em romance… Também passei a exercitar com bastante atenção o ouvido para as críticas, pois em muitos casos elas são feitas com razão.

 

            EAM: um livro solo é um sonho de qualquer contista. Como se sentiu e como se sente até hoje? O que mudou de lá para cá?

Cristina: De certo modo foi um divisor de águas na minha vida, pois antes disso eu me entendia como escritora amadora, e desde então eu passei a me considerar – e a me cobrar uma postura de – profissional. Não apenas o livro que publiquei, mas todo o universo literário e artístico que o acompanha foi decisivo na minha vida, pois ela mudou totalmente: fiz a transição completa da carreira de pesquisadora biomédica para a dedicação exclusiva na área editorial. Não enriqueci, não fiquei famosa nem popular, nem sequer saí da casa dos pais… Mas me sinto feliz e otimista trabalhando com literatura.

 

EAM: você ainda colhe frutos desse trabalho?

Cristina: Embora eu não tenha publicado outros livros nesse tempo, o Fábulas ainda desperta interesse nos leitores e me abre algumas portas no mundo editorial, seja como escritora ou revisora/preparadora.

 

Cristina me dando o privilégio de um autógrafo...

Cristina me dando o privilégio de um autógrafo…

            EAM: dos contos publicados nessa antologia, o que mais gostei foi o quinto, Assassinando o Tempo. Toda a física nele me pareceu realista e todo o sufoco que a protagonista passou para construir o aparelho ficou bem calcado na realidade. E você, qual dos doze foi o que mais gostou de ver escrito e por qual motivo?

Cristina: Eu sou a pessoa mais suspeita do mundo para avaliar, eu gosto de todos. Mas tem alguns contos que permanecem muito vivos na minha cabeça, pois há o projeto de transformá-los em romance.

 

            EAM: ainda sobre o quinto conto, certa vez li em um artigo da Revista Língua Portuguesa que alguns autores escreveram sobre coisas que mais para frente se tornaram realidade. Como se sentiria se soubesse que daqui a 50 anos ou mais o aparelho construído por Claudia Mansilha seja construído?

Cristina: Já dei um chute certeiro uma vez e fiquei muito surpresa, pois era uma ideia despretensiosa. O primeiro conto que publiquei, O Homem Atômico, tratava de um programa nuclear brasileiro do governo Geisel – uma ideia totalmente fictícia para mim. Quando escrevi simplesmente pensei que, dos nossos generais da ditadura, o Geisel foi o que mais gostava das obras faraônicas; logo, nada mais natural que ele fosse o padrinho de um programa nuclear brasileiro, caso houvesse um. Qual foi minha surpresa quando, meses atrás, abri o Estadão e me deparei com a notícia de que o Geisel realmente pensou em desenvolver um programa nuclear!

Quanto ao Correio do Não Tempo da Cláudia Mansilha, imagino que é um chute bastante fictício, dada a gambiarra teórica formulada para o conto. Eu mesma não acredito que o futuro já esteja “escrito”. Mas… quem sabe haja uma forma de acessarmos o conteúdo do passado? O Philip K. Dick tem uma teoria muito interessante sobre como o universo poderia arquivar informações do passado (e parece que ele realmente acreditava nisso, segundo consta em suas biografias), quem sabe ele esteja certo e um dia consigamos acessá-las?

 

            EAM: outra coisa que gostei muito em seus textos é que eles são interligados. O aparelho de Assassinando o Tempo é usado como meio de comunicação em Os Parênteses da Eternidade, que mencionam os biochips usado pela protagonista de Meia-Noite assim como o trabalho dos personagens de Nascidos das Profundezas seja mencionado em Os Irmãos Siameses. Como surgiu essa ideia?

Cristina: Parabéns por ter notado, ninguém havia comentado isso antes. Algumas histórias se passam claramente em um mesmo universo (Além do Invisível e Meia-Noite, Nascidos das Profundezas e Irmãos Siameses, Assassinando o Tempo e Os Parênteses da Eternidade), mas há “objetos partilhados” e “passagens secretas” entre universos pouco aparentados. Coloquei alguns links que conectam os contos, e alguns são bastante sutis. Essa foi a forma que encontrei de dar coesão à obra enquanto coletânea de contos.

 

            EAM: eu considero esse livro como uma literatura hard de ficção, o que quer dizer que ele é um trabalho bem calcado bem complexo e equiparável ao de autores como Philip K. Dick ou Adouls Huxley. Acha que sendo autora nacional as pessoas podem dizer “não é preciso compará-la a nomes estrangeiros” ou dizer que você escreve no mesmo nível desses grandes mestres é não só um elogio como também uma forma de indicar o seu trabalho (se uma pessoa gosta do trabalho de Dick, poderá ler o seu e ter uma enorme chance de se divertir)?

Cristina: Eu agradeço a comparação e acho que preciso ainda fazer muita ginástica para ser digna de nota perto desses nomes… O Fábulas do Tempo e da Eternidade é um livro de literatura fantástica que puxa mais para a ficção científica, portanto creio que leitores que gostam de autores como Asimov, Clarke e William Gibson são o principal público-alvo. No entanto, o livro também tem um pouco de fantasia, e achei interessante que essas foram as histórias mais apreciadas por uma boa parte do público.

 

            EAM: a cena de sexo entre os personagens Asthariel e Cassandra em Caçadores de Anjos foi excelente. Foi uma boa forma descrever um método para um anjo perder a sua centelha e não ficou uma coisa explícita de se ler como um texto de Anaïs Inn. Lembro que certa vez emprestei o meu exemplar de O Chefão para uma amiga que mesmo sendo adulta e eclética, ficou impressionada com a descrição do autor nas cenas de sexo. Alguma pessoa reclamou seja por razões religiosas ou por tratar de um assunto que as pessoas ainda impõem tabus como sexo em uma antologia de contos de ficção científica?

Cristina: Que legal saber que você gostou. Hoje estamos vivendo um “boom” dos livros de fantasia, especialmente os direcionados para o público “young adult” – as fantasias juvenis – que tem como característica a “censura livre”, ou seja, romantismo adolescente e erotismo só em doses muito moderadas, pra não dizer homeopáticas. Livros nessa linha têm grande chance de entrar nos editais do governo, que são o grande filão do mercado editorial brasileiro: é por isso que as editoras estão procurando avidamente por material que se encaixe nesse modelo de literatura juvenil. Eventualmente penso em escrever algo que se enquadre nesse gênero, mas não pretendo fazer concessões para enredos que pedem uma abordagem agressiva e erótica, como é o caso dos Caçadores de Anjos. Cabe a cada autor dar à sua história as pinceladas que ela solicita e ao leitor, se informar sobre a obra que pretende consumir.

 

            EAM: muito obrigado pela sua participação. Gostaria de deixar alguma dica e/ou conselho para quem estiver lendo essa entrevista e queira um dia publicar um livro solo de contos?

Cristina: O primeiro conselho é que leia de tudo e estude muito, pois dessas coisas não há como se arrepender. E se estiver realmente decidido a ser escritor de ficção, arregace as mangas e treine bastante, persista, produza, discipline-se e procure sempre se manter informado sobre o mercado editorial.

Agradeço muito pela sua leitura e pela oportunidade da entrevista 🙂

... e ainda saiu em uma foto comigo! Uma pessoa sensacional!!!

… e ainda saiu em uma foto comigo! Uma pessoa sensacional!!!

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Ghost in the Shell: ou, realidade, descendência, mudança e o que há de melhor no Sci-Fi

Por Fernando Loiola

 

Há muito tempo quando fiquei sabendo que existia uma animação chamada Ghost in the Shell eu sabia que iria querer assisti-la, isso por que a colocavam na mesma categoria de Akira. Agora, mais de 15 anos depois, finalmente superei todos os contratempos e preguiças ligadas a minha intenção de ver a obra de Masamune Shirow e vi Ghost in the Shell, e digo, ainda bem, pois agora tenho maturidade pra contemplar toda a magnífica obra cyberpunk que ela é.

O cyberpunk é um gênero literário que vêm dos loucos anos 80 e fala de futuros pessimistas, tecnologia avançada no imaginário da época, Megacorporações que se misturam com governos, sujeira e miséria urbana. Seus precursores foram Neuromancer, obra de William Gibson. Mas algumas das obras mais emblemáticas pertencem a Philip K. Dick, como Minority Report, Vingador do Futuro e o que muitos chamam de obra máxima do gênero, Blade Runner. No RPG, o gênero tem títulos poderosos como o próprio Cyberpunk 2020 e o Shadowrun, além do manual obrigatório para rpgistas independente do sistema, GURPS Cyberpunk. Entre os filmes, vale destacar o “foderoso” Robocop de Paul Verhoeven, e o blockbuster Matrix que de original não tem nada, e chupa violentamente suas ideias e referências das obras citadas acima.

Todas essas histórias trazem críticas sociais e questionamentos filosóficos sobre a realidade, existência e a vida.  Logo, carregam o cerne de uma boa ficção científica. E Ghost in the Shell tem tudo isso e ainda mais.

Na obra cyberpunk de Shirow, é impressionante como os seres humanos (ou parecidos) são retratados

Na obra cyberpunk de Shirow, é impressionante como os seres humanos (ou parecidos) são retratados

A história se passa em um futuro onde implantes cibernéticos e são viáveis e comuns, toda essa tecnologia pouco tem feito pelo avanço do desenvolvimento “humano” as cidades são superpopulosas e sujas, as pessoas se importam mais com seus gadgets do que com as pessoas do outro lado da rua, seus cibercerebros fazem link automaticamente com a rede e com outros usuários ou mesmo veículos. Dentro desse contexto vamos fazer a seguinte reflexão: ter lembranças tão vividas e intensas não as tornam reais? A interpretação de dados não é o mesmo que o nosso próprio cérebro faz com os impulsos elétricos quando percebe o mundo ao nosso redor? E se alguém pudesse manipular suas próprias memórias, anseios, medos? Imagina alguém com tal capacidade acessando secretamente as suas memórias e mudando a SUA VIDA! Com esse mote primário conhecemos a Major Motoko Kusanagi. Uma ciborgue de altíssimo nível que trabalha para o Setor 9 em Tóquio. Então o ciberterrorista mundialmente conhecido denominado “mestre das marionetes” que invade as memórias de outras pessoas, manipulando-as, e usando-as para cometer seus crimes e escutar Metallica (desculpem, não resisti). A partir daí, a trama se desenvolve para conspirações governamentais, o que é a vida, liberdade e descendência, esse último com um foco especial. Não vou entregar mais nada do roteiro para não estragar para quem ainda não assistiu, mas vale citar uma virada interessante e um final inesperado e opressivo, como deve ser o cyberpunk, não é exatamente um final feliz apesar de tudo.

Major Motoko Kusanagi

Major Motoko Kusanagi

É uma obra magnífica, não tem ação desenfreada e desmedida, além de carregar todos os conceitos citados acima. Vale tanto para quem é fã do gênero como para  quem quer conhecer. Fica a dica.

Bons sonhos!!

Livro: O Caçador de Andróides

Por Davi Paiva

Oi, pessoal. Tudo bem? Espero que sim.
Hoje eu vou falar da obra de Philip K. Dick, escritor americano que muitos conhecem pelas adaptações de suas obras para o cinema, como Minority Report, O Vingador do Futuro (duas vezes em 1990 e 2012), O Homem Duplo e esta em particular, O Caçador de Andróides.

Philip Kindred Dick (1928 -1982)

Philip Kindred Dick (1928 -1982)

Este livro cujo título original é “Do Androids Dream of Electric Sheep?” foi escrito em 1968 e conta a história da Terra em 2021, onde depois da última guerra mundial o planeta está caótico e hoje em dia as grandes corporações vendem produtos que simulem vida, como animais robóticos ou até mesmo… pessoas.

O problema é que quando tais pessoas se rebelam por algum “defeito”, os caçadores de recompensa aparecem. Rick Deckard é um deles. Às vezes suas missões são arriscadas, pois ele tem que ter certeza que não matou um ser humano em meio a sua jornada, refletirá sobre muitas coisas. Faz muito tempo que li este livro, mas uma das minhas passagens preferidas tem até a página circulada e diz o seguinte:

“Era evidente que a empatia só existia na comunidade humana, enquanto um certo grau de inteligência podia ser encontrado em todos os filos e ordens, inclusive nos aracnídeos. Pelo menos a faculdade empática devia exigir um instinto de de grupo inalterado: para um organismo solitário como uma aranha, não teria utilidade; na verdade, tenderia a abortar a capacidade de sobrevivência da aranha. Ela se tornaria consciente do desejo de viver sentido pela sua presa. E assom como todos os predadores, até mesmo os mamíferos mais desenvolvidos como os felinos, passariam fome”

Legal, não é mesmo? Não é a toa que segundo informações, Dick foi o primeiro escritor de ficção a inserir (excelentes) dissertações em sua obra.

Meu exemplar de O Caçador de Andóides (ed. Rocco)

Meu exemplar de O Caçador de Andóides (ed. Rocco)

E como havia mencionado antes, este livro foi adaptado pro cinema em 1982 por “Sir” Ridley Scott, que já dirigiu grandes obras como Alien e Gladiador. Um filme que também gosto muito e indico.

Filme Blade Runner (1982), de Ridley Scott

Filme Blade Runner (1982), de Ridley Scott

Livro indicado para: quem gosta de ficção científica das “hards”, bem como opiniões e dissertações sobre como pode ser o futuro.

Filme indicado para: quem não se importar com efeitos especiais antigos e ainda assim saber apreciar o gênero noir. Lembrando da regra de ouro: um filme nunca pode ser comparado ao livro (risos).

Boa leitura, pessoal!