Dexter – Avaliação crítica das 8 temporadas

Por Davi Paiva

Dexter - logo

Ser mau está na moda. Usar recursos de um vilão clássico também. Sabemos que a psicopatia não é uma coisa boa e mesmo assim vemos adolescentes querendo “pagar uma de fodões” com camisetas com mensagens como “não me perturbe. Psicopata em tratamento” por aí. O que me faz imaginar o que aconteceria se um serial killer com um padrão de vítimas de usuários dessa camiseta aparecesse…

O que me intrigou a ver essa série era entender como um psicopata conseguia identificar outros assassinos e matá-los sem correr riscos de ser pego. A princípio, não gostei muito do fato da série ser ambientada em Miami por achá-la muito colorida e aberta (tanto que até reclamei disso com amigos nos primeiros episódios). Achei que seria melhor se essa fosse em um cenário mais urbano e popular, como Nova York ou Washington.

Caso você ainda não conheça essa série, ela teve o seu primeiro episódio exibido nos EUA em 01/10/2006 e terminou em 22/09/2013 com 8 temporadas de 12 episódios cada uma. Também possui uma série de livros lançados também no Brasil e é detentora de alguns prêmios. Conta a história de Dexter Morgan (Michael C. Hall), um analista de sangue da polícia de Miami que tem o segredo de ser um psicopata. O que surpreende nessa série é não só ele ter como padrão de vítimas outros assassinos como também o fato de que ele foi treinado pelo próprio pai, que também era policial (em vários momentos da série, Dexter conversa com a sua consciência, interpretada pelo seu pai, o ator James Remar. Os diálogos são muito bons e isso rende um verdadeiro monólogo interior riquíssimo pelas discordâncias de ambos em alguns casos).

Michael C. Hall (ator que apesar da aparência no seriado, é bem versátil. Recomendo que assistam ao filme Gamer para tirarem conclusões)

Michael C. Hall (ator que apesar da aparência no seriado, é bem versátil. Recomendo que assistam ao filme Gamer para tirarem conclusões)

A seguir, um resumo do que há em cada temporada sem spoilers gravíssimos. Espero que gostem das minhas opiniões (estou sempre aberto a comentários) e que caso não conheçam a série, que fiquem com vontade:

1ª temporada

Resumo: Dexter lida com um assassino apelidado pela mídia de Ice Truck Killer (ou assassino do caminhão de gelo). Sua marca registrada é matar as pessoas sem deixar uma gota de sangue sequer no corpo das vítimas e ainda parece conhecer o protagonista, o que rende um jogo de gato e rato.

O que achei: é uma temporada para conhecer a série. Então tudo que está lá, perdura pelas temporadas seguintes. O que não quer dizer que ela seja ruim. Muito pelo contrário. E a relação do assassino com o Dexter é a cereja do bolo.

 

2ª temporada

Resumo: o local onde Dexter joga os cadáveres é descoberto. A imprensa e polícia de Miami começam uma caçada pelo Bay Harbor Butcher (Açougueiro de Bay Harbor, que é o nome que dão ao Dexter como assassino). Para piorar, a busca é coordenada pelo agente do FBI Frank Lundy (Keith Carradine) e Dexter se vê às avessas com uma companheira de uma clínica de recuperação para viciados, Lila West (interpretada pela gatíssima Jaime Murray).

O que achei: essa é a minha temporada preferida. O medo de Dexter ser descoberto, a aparição de uma pessoa inteligente como Lundy e uma pessoa que é tão doida quanto ele que vai desvendando-o tornam essa temporada um espetáculo.

Lila (Jaime Murray)

Lila (Jaime Murray)

3ª temporada

Resumo: Dexter agora acredita que não precisa mais seguir a doutrina de seu pai (que chama de O Código) e sente a falta de um amigo com quem possa compartilhar o seu segredo. E acredita que possa instruir outra pessoa a ser como ele.

O que achei: realmente o vácuo da compreensão de Lila foi grande e Dexter mostrou que mesmo sendo um adulto, treinado e experiente, comete erros. Outro dilema que também esteve presente foi a relação dele com a namorada, Rita (Julie Benz) e a questão “psicopatas podem ter uma vida normal?”.

Rita (Julie Benz)

Rita (Julie Benz)

            4ª temporada

            Resumo: para muitos, essa é a melhor temporada principalmente pelo final. Nela, Dexter lida com o serial killer Trinity. Um sujeito que aparentemente consegue ter uma vida normal como marido, pai de família e um assassino que nem a polícia acredita na sua existência.

            O que achei: com o devido respeito ao gosto público, ainda sou mais fã da segunda temporada mesmo com o final marcante da quarta. Tenho a teoria que os dilemas de Dexter como marido e pai de família não caíram no agrado (nem sempre fãs gostam de mudanças) e deram um jeito de desfazer tudo de uma forma bombástica. Fora que o mimo de Dexter em querer ele mesmo executar o assassino o levou ao drama que ocorre no final e nos primeiros episódios da quinta temporada (há uma cena em que Trinity tenta se matar e Dexter o impede. Se ele tivesse deixado acontecer, as coisas seriam bem diferentes).

 

5ª temporada

            Resumo: assassinos são pessoas solitárias… ou não? Nessa temporada, Dexter lida com um grupo que seqüestra, tortura, estupra e mata mulheres.

            O que achei: para muitos, nem um exército de serial killers apaga o clímax do final da quarta temporada. A meu ver a participação da personagem Lumen (Julia Stiles) e a ideia de um grupo de molestadores foram diferenciais. Eu confesso que gostei do drama que rendeu saber quem eram todos eles e como matá-los.

Lumen (Julia Stiles)

Lumen (Julia Stiles)

6ª temporada

            Resumo: nessa temporada temos a entrada de um assassino inspirado na bíblia e várias reflexões a respeito da fé.

            O que achei: para alguns, o vilão podia ser interpretado por um ator melhor e para outros, os debates poderiam ser menos repetitivos. O que eu posso dizer é que gosto de obras (livros, filmes, seriados, etc.) em que não só eu possa ver um trabalho como refletir sobre o seu conteúdo. Foi uma das temporadas mais inteligentes em termos de argumentos.

 

            7ª temporada

            Resumo: aqui há dois problemas. O primeiro é que Dexter lida com um integrante da máfia russa que sua irmã Debra (Jennifer Carpenter) simpaticamente o chama de “Exterminador”. E o segundo é o fato dela descobrir o grande segredo de seu irmão.

            O que achei: comparando com outras séries, creio que sétima temporada é como terceiro filme: há 90% de chance de sair ruim. E no caso de Dexter o que a torna ruim não é o russo, o desandar do relacionamento do detetive Quinn (Desmond Harrington) ou o segredo revelado. O grande “fail” do seriado foi a entrada da personagem Hannah McKay (Yvonne Strahovski). Poxa… ela é assassina e o Dexter não a mata. O pai dela tenta extorqui-la e o Dexter enfia a faca nas tripas do sujeito? Como assim???

Quinn e Debra (Desmond Harrington e Jennifer Carpenter)

Quinn e Debra (Desmond Harrington e Jennifer Carpenter)

            8ª temporada

            Resumo: na tão esperada e anunciada oitava temporada, temos o desfecho de como Harry criou o código e um novo assassino, o Neurocirurgião.

            O que achei: fraca. Aqui os produtores tentaram reproduzir um pouco do sucesso da terceira dando um novo discípulo para Dexter e o que é mais engraçado, matar um vilão e mais tarde descobrir que o modus operandi dele era também de outra pessoa. O fim da série em minha opinião, deixa muito a desejar.

***

            Não serei um daqueles fãs chatos que diz “ah eu já sabia” para tudo agora que a série acabou. Realmente ela me surpreendeu em muitos aspectos e a parte que eu menos gostei foi a que mais me ajudou a refletir. Em muitas temporadas, Dexter conhece as pessoas e encontra um pouco de si nelas ao ponto de admitir “ele(a) é igual a mim”. Daí fica a questão: será que todos nós, principalmente pessoas que vivem nesse Brasil de séc. XXI, temos um desejo psicopata de nos livrarmos daqueles que odiamos ou de pessoas que acreditamos que fazem o mal para os outros?

Obrigado pela leitura.

Anúncios

Game of Thrones – Avaliação Crítica da 3ª Temporada

Por Davi Paiva

 

Oi, pessoal. Tudo bem? Espero que sim.

Por muito tempo esta semana eu fiquei pensando como começar um artigo sobre a terceira temporada de Game of Thrones. Sou obrigado a repetir o que eu disse sobre o seriado The Waking Dead: não tenho nada contra quem leia os livros. Eu mesmo só não leio porque não gosto de obras incompletas, além de ter uma jornada árdua como estudante/estagiário/escritor/membro de uma família que me impede de ter tempo e capital para investir nas obras. E uma vez que vivemos em um país livre para eu escolher se leio os livros ou assisto aos seriados, onde vejo tons de voz e atuações dos atores, fico com a segunda opção.

Game of Thrones: a versão com menos magia e mais violência e pornografia de O Senhor dos Anéis..?

Game of Thrones: a versão com menos magia e mais violência e pornografia de O Senhor dos Anéis..?

Roteiro: não teve nada dentro do esperado, salvo o lendário nono episódio “The Rains of Castemare”. Game of Thrones é um seriado que nos faz pensar sobre os quesitos de sobrevivência que algumas pessoas precisam se sujeitar para viver: mentiras, traições, alianças formadas ou destruídas.

Atuações e personagens: como são muitos, alguns eu não sei se entraram nesta temporada ou na anterior, como os irmãos que ajudam o Bram. Mas as inclusões desta temporada foram legais, como Daario Naaharis (para alegria do público feminino), Olenna Tyrell ou Shireen Baratheon. Uma coisa que creio é que os atores de seriados estão tão bons quanto os de filmes.

E sobre as atuações, não tenho nada a reclamar. Dos mais novos aos veteranos, a coisa está cada vez melhor (melhor cena para mim: Daenerys e seu “dracarys” ou Tyrion Lannister ameaçando o sobrinho no próprio casamento).

Trilha sonora: por ser uma série de era medieval, não dá para esperar nada além das cantigas medievais e trilhas de ópera como fundo. Todavia, até nisto o “The Rains of Castemare” prevalece.

Cenas de ação:The Rains of Castemare”. PRECISO MESMO FALAR MAIS ALGUMA COISA??? Ok… Dracarys!!!

Falando sério agora, pessoal. O que acho que tornou este episódio chocante foi justamente que a chacina começou por uma gestante com facadas na barriga (!!!). Os fãs piraram. E quando digo piraram, eu digo piraram MESMO!!! Nem a Maise Williams (vulga Arya Stark) deixou escapar!!!

É claro que houve muitas cenas boas: o “dracarys” o Kingslayer perdendo a mão, o ataque dos Imaculados, etc. Mas “The Rains of Castemare” sacudiu as redes sociais.

Cenários: como sempre, bem variados entre a região onde Daenerys está ganhando cada vez mais poder, o norte e a cidade.

 

Por último, só posso acrescentar que Game of Thrones tem se destacado cada vez mais por não ter favoritismos, pela crueldade (vide as torturas sofridas por Theon Greyjoy) e pela sagacidade dos personagens. Eu torço para que os livros terminem logo e que os seriados continuem sendo bem produzidos.

Obrigado a todos(as).

Arrow – Avaliação crítica do fim da 1ª Temporada

Por Davi Paiva

Oi pessoal, tudo bem? Espero que sim.

Lá vou novamente dando pitacos em coisas que não sejam livros, mas é que a série me chamou tanto a atenção que não pude resistir. Espero que gostem.

ATENÇÃO PÚBLICO FEMININO: ele usa um uniforme e esta é só uma foto. Não adianta assistir ao seriado achando que ele combate o crime sem camisa...

ATENÇÃO, PÚBLICO FEMININO: ele usa um uniforme e esta é só uma foto. Não adianta assistir ao seriado achando que ele combate o crime sem camisa…

Uma das coisas que mais converso com meus amigos é que nas histórias atuais (jogos, seriados, desenhos americanos ou mangá/anime) está cada vez mais raro encontrar aquele personagem que veste uma camiseta branca, uma calça jeans azul e é amigável com todos. A moda é você ser fodão, ter um poder do mal ou ser uma pessoa que destrata os outros.

Na série Arrow temos algo que não ocorre desde Smallville: vemos uma pessoa determinada a fazer justiça e ajudar uma cidade mesmo que isto coloque a sua vida em perigo.

Uma breve sinopse: Oliver Queen é um rapaz bilionário que vive como um típico playboy até sobreviver a um naufrágio onde seu pai e a irmã de sua namorada morrem. Ele vai parar em uma ilha onde vive por 5 anos e depois é resgatado. De volta à sua cidade, Star City, Oliver adota uma identidade secreta e combate o crime e a corrupção. No decorrer da série são dados mais detalhes sobre o naufrágio, como ele viveu por 5 anos (e como aprendeu a lutar) e porque combater o crime.

Recentemente a primeira temporada dela acabou composta por 23 episódios. Agora vamos a uma ficha do que achei:

Roteiro: filmes e séries estão adaptando cada vez mais seus personagens ao mundo moderno. O Batman teve que aprender Ninjutsu, o Homem Aranha fez a sua roupa com malha esportiva, etc. Então não bastava enfiar um cara em uma ilha por 5 anos e esperar que ele saísse de lá como um grande guerreiro. Gostei da forma como ele aprendeu a lutar mais ainda a necessidade dele em praticar (olha eu quase dando spoiler…). Claro que muitas pessoas podem reclamar que ele é bom também com informática (não tão bom quanto uma aliada que ganha no decorrer da série, porém ainda é bom) sem mais nem menos, mas a essência do que é a história ofusca este pequeno detalhe: infiltração, combate e uso do arco.

A série também ganhou ares modernos e não muito exagerados. Diferente do Arqueiro Verde de Smallville, o ator Stephen Amell dá ao Oliver uma expressão mais dura e sua aparência contribui para que ele possa ser considerado mais intimidador. Além disto, ele não conta com várias bestas tal qual o parceiro de Clark Kent. Com ele é um arco muito bem usado.

Só um pequeno detalhe: o Oliver ter aprendido a lutar é uma coisa e a Helena também, já que são ricos e podem pagar instrutores… mas quem ensinou o Roy???

Atuações: como eu disse antes, o protagonista faz um bom trabalho e o resto do elenco não fica atrás. Você pode rir com as trapalhadas de fala da personagem Felicity Smoak, ficar surpreso com a determinação e o jeito “cavaleiro errante” do Detetive Quentin ou torcer pra que a Laurel (interpretada pela Katie “Ruby” Cassidy) encontre o seu par ideal. Diferente da série The Walking Dead ou Dexter, onde respectivamente eu torcia pelas mortes da Andrea e da LaGuerta, não achei nenhum personagem ruim ao ponto de eu torcer pra ele sair.

A atriz Katie Cassidy. Quem disse que ela estava gata em Supernatural, não a viu neste seriado

A atriz Katie Cassidy. Quem disse que ela estava gata em Supernatural, não a viu neste seriado

Trilha sonora: não teve algo digno de nota. Oliver adota o disfarce de dono de boate então quando não se ouve um som mais eletrônico, são coisas mais instrumentais de típicas trilhas sonoras. Mas até aí, normal. Nem toda série neste quesito precisar ser a Supernatural.

Fotografia e cenários: contribuiu para o ar de espião de Oliver. Star City é apresentada como um lugar de pouca iluminação natural e sem muitas cores vivas, o que torna até mesmo o verde de seu uniforme algo mais sombrio.

Cenas de ação: muito boas! Sem a adição dos efeitos especiais de Smallville, o uso do arco parece mais convincente e as lutas são bem adequadas ao porte físico dos personagens. Gostei mesmo!

É claro que é covardia comparar o Arqueiro Verde de Smallville ao Arqueiro da série Arrow (que é sempre chamado de Hood, ou capuz em português), porém uma coisa que eu penso é que quando se tem uma obra boa, a próxima deve ser melhor. Gostei muito do Arqueiro que atuava como parceiro do Superman, só que esta é uma série que terminou em 2011. Quem viu teve a oportunidade de ver os erros e corrigir pra manter os acertos e no final, produzir uma série muito boa.

Gostaram? Então não deixem de assistir ao seriado. Fiz algumas pesquisas e até o momento não há previsão se a segunda temporada começa em junho, julho ou outubro. Todavia é certeza que ela volta já que a produtora assinou o contrato.

Obrigado pela leitura!

Arrow. Como diria o cantor David Bowie "nós podemos ser heróis apenas por um dia"

Arrow. Como diria o cantor David Bowie “nós podemos ser heróis apenas por um dia”

The Big Bang Theory – Avaliação Crítica da 6ª Temporada

Por Davi Paiva

ATENÇÃO: SPOILERS!

Olá, pessoal. Tudo bem? Espero que sim.

Quem diria que o movimento nerd chegaria tão longe ao ponto de ser considerado um movimento. Não é mesmo? Eu não sei por que raios uma pessoa quer ser nerd. Nerds apanham, são alvos de chacotas, só são populares nas épocas das provas, etc. Hoje as garotas dizem que gostam de nerds, temos sites e podcasts (sendo o mais popular o Nerdcast) e até coisas tendenciais ao ponto de um cara dizer “como você pode ser um nerd se não leu O Guia do Mochileiro das Galáxias?”.

Eu não vou dizer que eu não seja um nerd como também não digo que eu não sou. Gosto de estudar, de ter conhecimento, de argumentar, debater, aprender e ler bastante. Se deixo de ver uma determinada coisa tenho os meus motivos: não comecei a assistir Fringe por não ter me interessado, não assisti ao filme O Hobbit por falta de dinheiro, não leio As Crônicas de Fogo e Gelo porque já leio muitos livros em série, não jogo Assassins Creed por não ter play 3 (e nem querer me matar pra comprar um), etc. Logo, gosto do movimento nerd só que não sou um seguidor fiel.

E entre uma das coisas que gosto neste movimento, está este seriado.

Elenco da série

Elenco da série

Eu o conheci por intermédio de um amigo quando a segunda temporada estava em produção e achei bem engraçado. Desde então, passei a acompanhar. Pra quem não conhece, é uma série sobre dois físicos, Leonard e Sheldon, que moram em um apartamento e tem como companhia dois amigos, Raj e Howard. A vida deles muda já no primeiro episódio com a chegada da nova vizinha, Penny. Mais personagens são introduzidos na história como Bernadette (futura namorada e esposa de Howard), Amy (futura namorada de Sheldon), Lucy (que não sei se vai pra sétima temporada, mas entrou como par romântico de Raj) e outros que aparecem esporadicamente.

O que posso dizer desta sexta temporada? Vamos por partes:

Roteiro: bom como sempre. Gosto dos fins de temporada de TBBT. O fim da primeira foi o primeiro encontro de Leonard e Penny; o fim da segunda foi com os quatro no pólo norte (sendo que antes disto, Penny deixou claro ao público que gostava de Leonard); no fim da terceira o desastroso relacionamento de Penny e Leonard foi eclipsiado pela entrada de Amy; a quarta temporada teve como destaque o relacionamento de Leonard com a irmã de Raj e a “ficada” de Penny com Raj; a quinta pela odisseia de Howard rumo ao espaço depois de casar e agora na sexta temos algo similar ao fim da segunda, que foi somente Leonard indo para uma expedição. Mas do início que foi a vida de Howard no espaço, passando pelo retorno e readaptação e as mudanças no relacionamento de Penny e Leonard (que admitiram que amam um ao outro) passando pela hilária tentativa de Amy de mudar o Sheldon (ainda bem que ele não muda), me diverti bastante.

Uma coisa que eu não gostei: a entrada da Lucy ficou meio sem nexo. Do nada o Raj perde a timidez? Ainda bem que ela sumiu e tomara que ela não volte mais. Mais um pouco e a série fica igual a Eu, A Patroa e As Crianças, já que todo mundo tinha um par.

Atuações: Sheldon é foda e é o que há. Não sei se isto foi da personagem ou dos roteiristas, mas isto é até algo que o Rafael Lionheart se queixa, que é a mudança de personalidade da Amy que de nerd extrema ela passou a uma mulher louca pra transar com o Sheldon, que é engraçado por ser assexuado. O que eu tinha que falar sobre a “Lucy-lixo” eu falei no parágrafo anterior.

Trilha sonora: não tivemos nenhuma cena como o o Raj cantando Red Hot ou o Howard fazendo Beatbox. Uma pena.

Bom, seja como for a série pode ir pra sétima temporada (digo “pode” porque nunca sei quando os caras podem cancelar algo sem mais nem menos) que eu ainda vou acompanhá-la com prazer. Diferente de outras séries que quero voltar a assistir apenas para fins críticos como Dr. House (não assisti a oitava temporada) ou Supernatural (também não vi a oitava). As surpresas desta temporada de TBBT como a vida de casado do Howard ou a entrada da Lucy fazem parte das mudanças, por outro lado nem toda mudança fica boa. Não assisto Two and Half Men só que acho estranho um cara como o Charlie Sheen sair e colocarem outro personagem no lugar pra ainda manter o “Two”.

O que espero da sétima temporada? Penny e Leonard casarem tudo bem… mas Raj ter perdido sua timidez de uma hora pra outra é algo tão inacreditável que só falta o Sheldon ter relacionamento físico com a Amy. Aí é demais!

Bom, é só isso. Espero que tenham gostado.

Abraços e obrigado pela leitura!

The Walking Dead – Avaliação Crítica

Por Davi Paiva

 

ATENÇÃO: SPOILERS!

Olá, pessoal. Tudo bem? Espero que sim.

Sei que quem cuida mais desta parte de seriados é o Fernando Loiola, só que como ele anda ocupado e eu fiquei aguado de comentar sobre o final do seriado, tive que pegar emprestado o cargo dele. Mas prometo que devolvo (risos).

Como todos sabem, a poucos dias terminou a terceira temporada do seriado The Walking Dead. E sem mais delongas, aqui vai a minha opinião (nota: nada contra mas em minha vida de estudante/estagiário/escritor/membro de uma família, não arrumo tempo e nem tenho interesse no momento em ler os livros ou a HQ. Nada contra quem o faça, só que gosto de atuação dos atores, trilha sonora e outras coisas que as outras mídias não oferecem. Se não gostam e/ou não respeitam a minha opinião, podem parar por aqui. Ok?):

Roteiro: esta temporada foi marcada pelo grande índice de pessoas mortas que foi muito maior que o de zumbis. Isto já era algo previsto pelo episódio na segunda temporada em que Rick e seus amigos mataram a sangue frio um outro grupo em um bar. O Mundo de TWD é assim mesmo: ou você mata e morre ou morre e mata, como disse o Governador.

Outra coisa que chamou a atenção na terceira temporada foi que eles não terminaram fugindo de lugar nenhum. Na primeira tiveram que fugir do CDC. Na segunda saíram da fazenda. Vê-los com um lugar fixo mais pareceu fim de seriado (calma, galera! Ainda não acabou!!!).

Atuações e personagens: cá entre nós, a Michonne roubou toda a cena do seriado. A atriz que a interpreta (Dani Gurira) fez um trabalho muito bom com uma expressão típica do que é um mundo de um apocalipse zumbi: um lugar onde você tem que ser sério, não ser simpático com todo mundo e agir sempre com dureza e frieza. Outro também que foi muito bom foi o Darryl (Norman Reedus) que pra quem assistiu com áudio original, notou que ele faz uma atuação boa de uma voz meio rouca sem parecer que sofreu câncer na garganta como o Christian “Batman” Bale. Pra não falar da cena épica dele com o Merle, que fez muita gente ficar em choque.

E é claro que não podemos falar de personagens de destaque sem falar do Governador (David Morrisey). O ator era bom e o visual dele era maneiro. Só que os roteiristas pecaram em duas coisas: primeiro na cena clássica que rendeu muita piada na internet…

Como assim, governador? Como assim???

Como assim, governador? Como assim???

… e depois foi que o tornaram um vilão muito apelão! Ele enfrenta a Michonne e só perde um olho. Depois o Merle arma uma armadilha perfeita para matá-lo e só não deu certo porque um sujeito entrou na frente do tiro de um rifle de longo alcance e a bala não pega nele (episódio 15, 3ª temporada). E no final o que o cara faz depois de ser obrigado a bater em tirada? Foge! Será que era um vilão tão indestrutível que os roteiristas viram que ele não ia ser morto por ninguém e tiveram que dar um jeito dele sair?

Trilha sonora: tudo bem que TWD não é o seriado Supernatural em termos de trilha sonora. Porém temos que reconhecer que quando toca uma música, não sai de um todo ruim. Seja na cena em que a Beth canta Hold On do Tom Waits (que pra mim, ficou tão boa quanto a original) ou cena troll do Merle (da qual eu ri muito).

Cenas de ação: simplesmente fodásticas! Merle VS Michonne, Michonne VS Governador, as cenas de lutas no presídio e tiroteio pra tudo quanto é lado. Animal!

Cenário: os locais ficaram mais reduzidos. Quando não era no presídio, era em Woodburry. Até aí tudo bem. A segunda temporada foi quase toda na fazenda. Só que aqui eu aproveito para falar de outra falha no roteiro: eles entraram no presídio, mataram zumbis, depois tiveram que matar mais zumbis quando um dos presos resolveu dar um golpe e retomar o lugar, em seguida o Rick matou outros zumbis… e quando o Governador invadiu o lugar eles ainda tinham zumbis pra armadilha? Sem contar que no final da temporada algumas pessoas de Woodburry se mudaram pra lá. Como assim???

 

Outra coisa que eu gostaria de acrescentar é que TWD tem sido uma série que acompanho com prazer e fins críticos (diferente de Supernatural depois da quinta temporada ou House que depois de um certo tempo), pois ajuda a refletir um pouco sobre as atitudes humanas: o Governador estava certo em querer que as pessoas não tivessem medo de zumbis ou em proteger a sua cidade matando os outros e tomando suas armas? O Rick realmente tem sido um líder sensato? Ter um filho mesmo em um cenário como este cada vez pior (tanto o mundo do seriado quanto o nosso, a meu ver) não é algo muito arriscado? É muito bom quando algo que apreciamos serve também pra pensar um pouco.

 

Chega logo, mês de outubro!!!

Chega logo, mês de outubro!!!

Espero que tenham gostado.

Abraços.

Final Fantasy – 1, 2, 3

Bom, já que esse blog é para falar do que gostamos, nada mais justo do que eu falar da serie Final Fantasy.

Neste post, vamos falar sobre os FFs do nitendinho.

FINAL FANTASY

Reza a lenda, que nesta epoca a Square estava sofrendo dificuldades financeiras. Então, gastando todo seu recurso criaram um jogo usando todo o potencial dos 8bits do nitendo. Isso (pra epoca) mais um enredo muito bem elaborado foram as ultimas esperanças da empresa de se reerguer. Dai o nome “Final Fantasy”, a ultima fantasia da Square de voltar a ativa.

E conseguiram. Final Fantasy foi um sucesso maior do que o esperado.

Quatro guerreiros (sem personalidade, vindos de sabe-se la onde) chegam para restaurar os quatro cristais elementais.

Após uma pequena missão, a de resgatar a princesa das mãos do antigo espadachim do reino, o grupo anda pelo mundo ajundando quem pode, e tentando encontrar os cristais. A trama se torna mais e mais interessante e aprofundada a cada novo lugar, mostrando que até mesmo(e principalmente) a primeira missão estava interligada a tudo que esta acontecendo no mundo.

Ao iniciar o jogo, você pode escolher o nome para cada um dos personagens. Existem três classes guerreiras (Fighter, Black Belt, Thief) e três magicas (Black Mage, White Mage e Red Mage). Que podem ser evoluidas numa determinada parte do jogo.

O sistema era composto por quatro modos de gameplay: mapa mundi, onde você viaja pelos continentes e oceanos do jogo; cidades ou dungeons, onde você poderia conversar com pessoas e encontrar itens em baús; batalha, cenário onde você combate com monstros e seus inimigos; e tela de menu, onde você poderia acessar o estado de cada personagem e seus itens por exemplo.

As batalhas costumam ser aleatorias, no sistema LBS (Lateral Battles System) onde você pode encarar até nove inimigos ao mesmo tempo.

FICHA TECNICA:

Lançamento Original : 18 dezembro de 1987

Plataforma             : Famicom(Nitendinho)

FINAL FANTASY II

Após o sucesso de Final Fantasy, a Square lança Final Fantasy II. Apesar do nome, o jogo não é uma continuidade do anterior.

Este jogo, vem com um sistema completamente diferenciado de evolução, sem experiencia. Os personagem evouluem de acordo com o uso das armas e/ou habilidades, e golpes que levam.

Outra inovação, é que neste jogo, aparece um personagem que ficara marcado para sempre na história da serie, o personagem CID, normalmente ligado de alguma forma as Airships. Além dos classicos chocobos.

Dessa vez, apesar de você poder escolher o nome dos personagens, cada um tem uma personalidade mais definida.

Outro ponto do jogo, é a implantação de “palavras-chaves”, que o jogador tem que decorar e depois usa-las em determinados pontos do jogo para conseguir finalizar as missões.

Após terem seus pais mortos e sua sua vila destruida pelo imperio de Palamecia, os quatros jovens fogem mas são pegos pelos soldados. Após serem derrotados, eles acordam no reino de Algair, porém um deles está desaparecido.

O grupo então parte pelo mundo numa luta contra o imperio e na busca pelo companheiro desaparecido.

FICHA TECNICA:

Lançamento Original : 17 dezembro de 1988

Plataforma             : Famicom(Nitendinho)

FINAL FANTASY III

Um dos Final Fantasy mais conceituados no oriente. Essa versão conta com o sistem de Jobs avançando no qual é possivel mudar de classe durante o jogo quase a vontade.

Fora isso ele iniciou outra marca sempre presente como os Summons(invocações) e os Moogles.

Durante uma brincadeiras, quatro orfãos caem numa caverna, e acabam encontrando o cristal do vento, e recebendo habilidades dele. Junto com esse poder, eles recebem a responsabilidade de viajar pelo mundo e reestabelecer o equilibrio entre o bem e o mal.

E acabam por descobrir que existem muito mais do que eles achavam, e que o mundo é muito, mas muito maior do que imginavam.

FICHA TECNICA:

Lançamento Original : 27 abril de 1990

Plataforma             : Famicom(Nitendinho)

Livro: Série Deltora Quest

Por Davi Paiva

Quando arrumei meu primeiro emprego com carteira assinada em 2008, comecei a saciar uma fome de livros que me perseguiu a vida toda. E ter uma livraria ao lado do local que eu trabalhava facilitava ainda mais as coisas. E foi lá que conheci a série Deltora Quest, da escritora australiana Emily Rodda ilustrada por Marc Macbride.

 

Primeiro volume da série Deltora Quest

Primeiro volume da série Deltora Quest

 

Esta série possui 15 livros, sendo 8 na primeira fase, 3 na segunda (livros de bordas vermelhas) e 4 na terceira (borda roxa), mas não são muito extensos. Os da primeira fase mal alcançam 110 páginas e os da segunda chegam a uma média de 120 páginas enquanto na terceira, temos aproximadamente, 160 páginas.

A série conta a história do reino de Deltora, formado pela união de várias tribos bárbaras que cederam uma joia cada uma para compor o cinturão de Deltora forjado e usado pelo primeiro rei, Adin. São a ametista, rubi, topázio, opala, lápis-lazúli, esmeralda e o diamante. Infelizmente seu descendente de várias gerações rei Endon e sua esposa Sharn por questões políticas deixaram o cinturão de lado e sofreram um golpe de estado, tendo o reino tomado pelo Senhor das Sombras (nome legal para um vilão, não acham?). E enquanto estes se refugiaram, o filho do melhor amigo do rei e protagonista da série, Lief, procura reunir as pedras espalhadas pelo reino. Para tanto, este jovem de 16 anos contará com a ajuda de Barda, um ex-guarda do palácio que vivia como morador de rua e Jasmine, uma habitante de uma região selvagem chamada Florestas do Silêncio (o primeiro lugar visitado pelos heróis). Para atiçar a vontade dos leitores e não dar tudo de mão beijada, não vou contar o que se passa na segunda nem na terceira fase da história. Mas digo que vale a pena.

 

A autora, Emily Rodda

A autora, Emily Rodda

 

Minha opinião: segundo boatos, a autora criou a série depois de ver os filhos jogando videogame. Logo não é a toa que cada livro é uma “fase” levando a um objetivo maior. Os personagens vão ganhando aliados e ficando mais precavidos e estratégicos em suas empreitadas. Apesar de ser uma história em um mundo mágico de criaturas criadas pela autora (que esbanja criatividade na tarefa), somente Lief conta com ajuda sobrenatural das pedras em determinados momentos já que algumas delas seguem regras para funcionarem. E falando no protagonista, uma coisa que acho legal nele é que ele é um personagem muito humano: não é um guerreiro excepcional, não conquista o público por beleza ou carisma e nem chega a ficar mais forte a ponto de enfrentar sozinho algum monstro que teria que contar com a ajuda dos amigos. Destaque também para as charadas, puzzles e enigmas que eles têm que resolver (alguns dá vontade de resolver sem ler).

A série ainda possui uma adaptação em anime elogiada pela autora (infelizmente não a vi para opinar) que segundo informações, possui coisas que não ocorrem nos livros. Emily Rodda já recusou a ideia de ter a sua obra adaptada para o cinema, pois alega que muitas informações importantes seriam cortadas ou alteradas na adaptação (viu Rick Riordan? Foi isto que fez o filme do Ladrão de Raios ser uma porcaria!!!) e também um mangá publicado.

Grau de indicação: médio alto. É divertido ver como as coisas começam. Mas confesso que fui ficando meio cansado no decorrer dela por volta do volume 5 ou 6 da primeira fase. Mas a autora é boa e não deixa a peteca cair finalizando o volume 8 de forma que caiu o meu queixo. Dali em diante você devora a segunda e a terceira fase para ver o quão magnífico ela vai encerrar as fases. E mais uma vez digo: vale a pena.

Para mais informações, vejam o site da série.

Boa leitura!

Livro – Série Os Karas

por Davi Paiva

Que atire a primeira pedra aquele que se considera nerd ou um simpatizante do “movimento nerdístico” e não saiba de cor e salteado a ordem de publicação dos livros do Harry Potter, O Senhor dos Anéis, Crônicas de Fogo e Gelo e outros. Nada contra estas séries muito pelo contrário. Mas se tem uma coisa que aprendi nos últimos anos é que publico adolescente é um consumidor ávido. E um bom marketing faz estes livros venderem milhões tanto quanto faz o brasileiro esquecer que se quisermos ver um livro em série de personagens com os quais possamos nos identificar que tenha aventura, romance, mistério e até um pouco de humor não precisamos pagar tão caro. Tenho todos os livros da Série Os Karas adquiridas em sebos e garanto: com até R$ 30 você que está lendo pode obtê-la também.

O criador e suas criaturas: Pedro Bandeira e a série Os Karas

 

Se você não sabe quem é Pedro Bandeira aqui vai um breve resumo baseado em pesquisa e a minha experiência de vida como leitor: ele nasceu em 9 de março de 1942 e é escritor de livros infanto-juvenis. Até o momento tem 44 livros publicados além de participação em um dos meus livros preferidos que é o Projeto Veredas, que é uma série de contos publicados por autores brasileiros com a temática “As Setes Faces [tema]”. O primeiro que adquiri foi As Sete Faces do Herói. A meu ver a participação do Bandeira é muito inspiradora, pois mostra que ele conseguiu ser flexível em diversas temáticas. Bandeira também é ganhador de alguns prêmios como o da Associação Paulista de Críticos de Arte de 1986, Câmara Brasileira do Livro e o que eu almejo ganhar um dia: o Prêmio Jabuti (qualé? Um homem não pode sonhar???).

Sei que para os grandes fãs deste autor é chato eu pegar uma série de 5 livros pra comentar e aceito cada tijolada que me derem. Mas como eu disse antes em meu artigo sobre O Pequeno Príncipe, vou ler o máximo que eu puder e sempre compartilhar com vocês. Portanto, vamos lá.

***

            A Série Os Karas (é com K mesmo. A explicação está no último livro da série) é composta pelos livros A Droga da Obediência, Pântano de Sangue, Anjo da Morte, Droga do Amor e Droga de Americana! (é com ponto de exclamação mesmo. É uma indagação de um dos personagens). Conta a história do grupo de adolescentes Os Karas que no primeiro volume é formado por Miguel, o líder do grupo; Crânio, um garoto que como diz o apelido é a “mente por trás de tudo”; Calu, o ator e mestre dos disfarces e Magri, a única garota e também uma ótima ginasta. No fim do primeiro volume, eles aprovam a entrada de Chumbinho, o mais novo e também o mais corajoso do grupo. Com este grupo, eles enfrentam ameaças de grandes vilões como o Doutor Q.I., traficantes, neonazistas e terroristas.

Nota: durante um tempo circulou um boato que Bandeira estava querendo escrever um sexto livro. Há boatos de ser tanto um livro sobre computadores tanto quanto um “livro zero”, mostrando como o grupo se uniu. Como na internet lançam de tudo, vejam aqui o próprio autor dizendo o que acha da obra e do sexto volume.

Opinião: todos os livros são bem escritos. Bandeira tem um jeito doce de ver o mundo e como os jovens poderiam fazer dele um lugar melhor. Um jeito que infelizmente se perde cada vez mais entre o narguile, funk, bebida, cigarro e patricinhas com bonés de aba reta. Lembro de ter ficado bem assustado com o livro Pântano de Sangue assim como não esqueço quando adquiri o Anjo da Morte em um dia às 16h e terminei de ler às 21h do mesmo dia. Por mais que falem bem de A Droga da Obediência, meu preferido é o Droga de Americana!.

Por que recomendo esta série: além de ser uma saga consagrada pelos seus números de exemplares vendidos e o autor ser uma pessoa de peso na literatura infanto-juvenil nacional, ela mostra que é possível uma série de poucas páginas escrita por um autor brasileiro ser publicada no país e ficar marcada como clássico infanto-juvenil (ou você consegue imaginar a mulherada daqui a 30 anos falando bem de Crepúsculo?).

Grau de recomendação: médio-alto e alto para A Droga de Americana! (eletrizante!). Seus momentos de ensinamentos e entretenimento variam muito.

Boa leitura!