Livro: A Marca de Atena

Por Davi Paiva

Eis que finalmente os acampamentos se reúnem!

É chegada a hora em que os dois semideuses considerados os mais fortes de cada lar vão unir forças na luta contra o mal!

E cara… que capa f***!!!

É com esses pensamentos que o fã começa a ler o terceiro livro da série Os Heróis do Olimpo, A Marca de Atena (2013, Intrínseca, de Rick Riordan). Nele, o grande herói Percy Jackson, filho de Poseidon, encontra Jason Grace, filho de Júpiter. Esse encontro marca a união dos dois acampamentos (Meio-Sangue, dos semideuses gregos e Júpiter, dos semideuses romanos) na luta contra Gaia e seus gigantes e a viagem que eles fazem até Roma.

Capa (modafóca) do livro A Casa de Hades

Capa (modafóca) do livro A Casa de Hades

O que posso dizer desse livro: pela parte inicial da profecia dizer que SETE meio-sangues responderão ao chamado, dava para esperar quem iria viajar. Tudo bem que dependendo da situação, o autor poderia criar uma esquadra liderada pela Argo II, contudo creio que a grande batalha como TODO MUNDO está reservada para o final assim como ele fez com Percy Jackson e Os Olimpianos. O que posso dizer é que gostei da jogada dele para impedir que qualquer acampamento os deixassem e ainda desse algo a fazer para os grupos grego e romano.

Creio que ter dois personagens de liderança (Percy e Jason) também foi tão trabalhoso quanto mostrar um cenário novo. O pessoal que mora em Nova York deve gostar muito do livro por causa disso. Só que quando vê a mudança de cenário, devem se sentir lendo algo da mesma forma como qualquer pessoa que não é de lá: são apresentados a um lugar novo, com casas, paisagens e climas diferentes. O que é muito legal nos livros, já que eles nos fazem viajar sem sair do espaço físico em que nos encontramos.

E mais uma vez a estrela de Riordan que não aceita que os leitores de Percy Jackson estão crescendo e ainda quer vender para o público infanto juvenil brilha. E quando a Annabeth encontra Aracne, o que poderia ser alguma coisa bem legal de se criar vira só uma embromação, embora o final seja o prelúdio de algo que deixa os leitores ansiosos para o próximo livro.

O autor, Richard Russell ''Rick'' Riordan, Jr.

O autor, Richard Russell ”Rick” Riordan, Jr.

Obrigado pela leitura , pessoal!

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Portões Violados

Por Rafael “Lionheart” N. S.

Orzhov
de Assombrar X Extorquir
Ambas as habilidades da guilda Orzhov mostram bem o seu poder. Embora eu acredite que a nova habilidade (Extorquir) trabalhe melhor os ideais da guilda.

Dimir
de Transmutação X Cifrar
Ambas são habilidades muito boas para a guilda que não existe. Porém como os Dimir sempre foi uma guilda (cuja a ideia pelo menos) para não ser pega (com boas habilidades de evasão), cifrar é uma habilidade muito compatível com a guilda.

Boros
Radiação X Batalhão
Radiação sempre foi uma boa habilidade para os boros, mas para um grimório de exercito, a habilidade essa nova habilidade mostra um grande potencial para a guilda Boros.

gruul
de Sede de Sangue X Impulso Sanguinário
Ambas são ótimas habilidades. A antiga habilidade dependia de causar dano primeiro, porém era um aumento menor e permanente. Já a nova habilidade, permite um aumento de força elevado pegando os oponente de surpresa. A unica desvantagem dessa nova habilidade, é o fato de boas criaturas sendo descartadas.

simic
de Exerto X Evoluir
Ambas as habilidades trabalham com marcadores, porém enquanto a antiga ia enfraquecendo suas criaturas, a nova permite que elas cresçam (evoluam). Apesar que para isso é sempre necessário, criaturas cada vez maiores.

Busca Implacável 2 – Liam Neeson Brucutu mode: on

Por @fernando_loiola

Ola, meus queridos 1d6 leitores, depois de muito tempo (muito tempo mesmo) consegui terminar minha resenha para Busca Implacável 2. Atenção, esse artigo contém Spoilers, se você assistiu o primeiro filme continue até ser avisado, se você não assistiu Busca implacável 2 para quando for avisado ou siga por sua própria conta. Avisos feitos, vamos ao que interessa.

Busca Implacável (taken no original) é um filme de 2008 que teve ótima repercussão e deu nova visibilidade para Liam Neeson que interpreta o personagem principal Bryam que é uma espécie de ex agente do governo, um verdadeiro herói da pátria que conseguiu com isso arruinar seu casamento e passar boa parte da infância da filha afastada. Para poder recuperar o tempo perdido ele se afasta do serviço e tenta se reaproximar da filha adolescente.

Apesar da resistência da mãe e das obvias dificuldades de lhe dar com uma filha adolescente, ele vai seguindo sua vida até a filha receber uma viajem de presente, um tour pela Europa, a vida de todos muda quando ela é sequestrada em Paris, ele se vê em uma perseguição aos responsáveis que pretendem vende lá como prostituta. São 72 horas de uma angustiante procura incansável pela sua filha e a organização que a levou.

Kim prestes a ser sequestrada

É um filme muito bem feito e cuidadoso, com roteiros de Luc Besson e Robert Mark Kamen e dirigido por Pierre Morel. Claustrofóbico em alguns momentos, e te instiga a descobrir como diabos ele vai concluir a missão de resgatar sua filha. Liam Neeson está bastante crível no papel, ele se machuca, ele fica cansado. Não é um agente Bourne ou um Ethan Hunt da vida, é mais humano e consequentemente mais frio pela vida que levou.

Em resumo, é uma surpresa bem vinda em uma época que muito pouca coisa não é refilmagem ou adaptação, e dessas nem todas são agradáveis.

“Você conhece essa garota?”

O sucesso levou a Busca Implacável 2, (Spoilers alert 2) que mantém a mesma qualidade e produção do primeiro, dessa vez com direção de Olivier Megaton. Nessa sequencia os familiares dos sequestradores que foram mortos por Bryan no primeiro filme juram vingança contra o “assassino frio e cruel que matou seus filhos” a partir dessa premissa simples (que não chega a ser clichê e nem original) a trama vai se desenvolvendo, dessa vez o cenário é Istambul, onde Bryan foi fazer um serviço de segurança extremamente bem pago, e recebe a visita da filha e da ex esposa (o surgimento delas na trama foi bem colocado e não me pareceu forçado, ponto para o roteiro).

Correria em Istambul

Kim (Maggie Grace) acha que pode reaproximar seus pais e então tudo começa a ir pelos ares quando Bryam e Lenore (Famke Janssen) são capturados, Kim consegue escapar e graças a uma ajudinha de seu pai providencia uma fuga para eles. O filme continua tenso com Lenore presa e Bryam e Kim destruindo tudo para chegar à embaixada.

Aqui temos uma virada e dessa vez, Bryam precisa resgatar Lenore, usando o melhor das técnicas de Sherlock Holmes, com uma perseguição tensa, mas previsível. Em certo momento um pouco de lição de moral, mas sem muitas firulas para poder terminar como se deve.

Até o momento da virada o filme vai seguindo com um bom ritmo, mas na minha opinião, a coisa começa a ficar mais previsível até o final, inclusive com certos clichês e até frases feitas. O problema de se fazer uma continuação aqui é que o roteiro acaba caindo em muitos aspectos que lembram muito o primeiro filme, e mesmo sem imitar, essa sensação de estar vendo mais do mesmo quebra um pouco a imersão e com isso, o ritmo do filme. Não é um filme ruim, mas você não vai sentir a mesma tensão sufocante do primeiro. Serve como um bom filme de ação, e até como continuação, mas é só, você já sabe do que os personagens são capazes, eles não trazem nada de novo, o filme termina na sua proposta, sem trazer nada de novo. Simples assim.

As lutas são muito bem coreografadas

Bom é isso, essa é a minha opinião fecal, quem tiver alguma opinião diferente coloque nos comentários.

Bons sonhos!!

por Davi Paiva

Quem me conhece sabe que colecionei HQs americanas dos 10 aos 17 anos e quando a Série Premium (quadrinhos americanos em formato maior pelo preço de salgadíssimos R$ 9,90 na época) começaram a ser publicados, migrei para os mangás. Colecionei Dragon Ball, Samurai X, Sakura Card Captors e acompanhava o que podia em impressos ou em animes adquiridos ou emprestados pela galera. Ainda tenho estes mangás e outros títulos além de alguns DVDs de determinados animes. Mas não tenho mais saco pra acompanhar nada.

Não digo que HQ americana é melhor que mangá nem o contrário. As HQs antes eram feitas para um público do qual fiz parte (embora algumas publicações como Watchmen, V de Vingança e outras graphic novels fossem direcionadas ao público mais adulto) e hoje são para o público do qual faço parte hoje: homens que cresceram lendo histórias em quadrinhos. Acho muito raro ver um garoto que vai à banca todo mês e fale ao jornaleiro “tio, chegou o novo gibi do Batman?”. Não creio que existam mais pessoas como eu fui. Todos nós crescemos e quando digo “todos nós”, me refiro aos roteiristas, desenhistas, marqueteiros e leitores. Por isso não vemos mais trombadinhas assaltando bancos sendo detidos por qualquer Super Fulano ou Homem-Qualquer-Animal e pagamos o dono da banca com os trocados do bolso. Hoje usamos cartão de crédito.

Já que meti bronca nas HQs, nada mais natural do que eu também criticar os mangás e animes: infelizmente com o advento da internet e do gravador de DVD, ninguém mais assiste o desenho da TV (também em parte por causa da censura, que obriga personagens a “fumar pirulitos”, se é que me entendem…) e tem que correr atrás dos animes nas lojas (se não tiver computador em casa) ou em sites. E se você fala que assiste determinado anime para alguém, ouve sempre a mesma coisa: “leia o mangá que é melhor ainda”. Sem contar que o mercado japonês quer ser muito dominante, produzindo animações ao mesmo tempo que o mangá não foi concluído. E aí o que surge quando ambos se equiparam? A segunda coisa mais odiada no mundo: fillers! Episódios com histórias que não fazem parte da história original criadas apenas para te segurar na frente do PC porque se você é fã, vai acompanhar até o episódio 9.999 de cabo a rabo. Pra não falar da baixaria em palavrões, mulheres com seios do tamanho de uma Genki Dama e todo aquele esteriótipo de japa punk.

E no meio deste fogo cruzado, lá estava eu pensando em voltar aos bons tempos em que pagava R$ 2,50 pra comprar uma HQ do Homem Aranha e lê-la no caminho de casa, desviando de pessoas nas ruas, poças e até das águas que saíam dos canos das calhas de inúmeras casas. O mundo é efêmero e eu sabia que não podia mais pagar tal valor pra ler nada. Mas sentia falta daquele gosto de ler alguma coisa em quadrinhos, independente se era americana ou japonesa.

Quando li as primeiras páginas do primeiro volume de Mär Heaven, confesso que rachei o bico. Pra quem não sabe, o mangá conta a história de Ginta Toramizu, um garoto de 14 anos filho de uma escritora de livros infantis e de um pai desaparecido que sempre o falava para acreditar que existia um mundo mágico e que se ele sonhasse com este mundo, ele um dia iria pra lá. Ginta é um garoto sem aptidões físicas para esportes e é alvo de chacotas dos seus amigos que sabem que ele vive no mundo da lua com este mundo mágico (eu já disse isto antes, mas não custa repetir: já repararam como toda história de personagem masculino adolescente envolve um nerd? Incrível…) e a única pessoa que o apóia é sua amiga Koyuki. Tudo ia normal na vida do garoto até um fantasma de um palhaço aparecer em sua sala de aula e dizer que o portal para o Mär Heaven foi aberto e que somente uma pessoa poderá passar. Ginta aceita e viaja para um mundo mágico de pedras falantes, lobisomens vegetarianos (?!) e o mais importante: os ARMs, acessórios como colares e anéis ou armas que magicamente adquirem outras formas com poderes incríveis.

A história tem 15 edições publicadas no Brasil pelo preço de R$ 10,90 e foi publicada entre agosto de 2010 e (se me lembro bem) abril de 2012 pela editora JBC. A demora se deu devido ao atraso (a meu ver, incompetência) da editora brasileira em obter a licença da editora japonesa e piorou ainda mais depois do Tsunami de 2011.

A meu ver, considero este mangá “o último que valeu a pena acompanhar” porque o mundo dos mangás e animes está nesta overdose que descrevi no terceiro parágrafo deste artigo. E não dá pra acompanhar mais nada sem pagar mais de R$ 10 nas bancas correndo o risco de paralisação aqui no Japão ou baixar pela internet o mangá ou o anime.

Pra quem quiser dar uma lida, procurei o site Mär Heaven Project, mas não tive sucesso. Eu baixei os mangás de lá quando houve a paralisação e creio que lá tinha ter os animes também. Eu particularmente não tive interesse em ver a animação depois que li o impresso.

E para encerrar, uma ilustração do grupo com o vilão à esquerda:

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                Por que acho que vale a pena ler: é uma história de muito mais lógica do que shinigamis que sangram mais que o elenco de Kill Bill e ninguém lá tem um monstrinho dentro de si. Todos tiveram uma chance de brilhar e evoluir. Sem contar que o final é comovente e inspirador.

Grau de recomendação: médio-alto (há uma mudança brusca de ritmo na história quando começa um torneio organizado pelos vilões que pega de surpresa os leitores que esperavam um “Caverna do Dragão” versão japonesa. Mas ainda assim vale a pena).

Boa leitura!

Livros – Ciclo a Herança: Eragon, Eldest, Brisingr e Herança

por Davi Paiva

 

                “Era uma vez um mundo mágico de humano, elfos, anões e outra raça chamada Urgals que lembra muito os orcs, que foi criada só pra dizer que o autor era um pouco criativo. Este mundo era policiado por um grupo de cavaleiros que além de bons espadachins e usuários de magia, eram os únicos no mundo a usar dragões como montaria. A da mesma forma que os Jedi em Star Wars, esses guerreiros fodásticos de habilidades únicas foram mortos por um deles que mais tarde se tornou rei. Restou aos rebeldes contar com a cagada do século de que um jovem fazendeiro por acaso se tornou um destes cavaleiros e agora eles procuram derrubar o império deste traidor”

 

                De uma forma sucinta e cômica, o Ciclo a Herança poderia ser resumido assim. Esta saga composta pelos livros Eragon (2003), Eldest (2006), Brisingr (2008) e Herança (2012) publicados pela editora Rocco conta a história de Eragon, um rapaz de 15 anos criado com o primo pelo tio em uma fazenda localizada em um vilarejo simples. Um dia ao caçar na floresta o alimento do inverno ele encontra uma pedra que magicamente apareceu perto dele. Ele a leva pra casa e mais tarde ela revela ser um ovo de dragão, de onde sai a fêmea Saphira. Daí em diante a sua vida muda drasticamente, uma vez que ele é obrigado a fugir de seu vilarejo, se unir às forças rebeldes e aprender esgrima, magia, e cavalgar dragões sem deixar de enfrentar muitos inimigos.

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Os quatro livros da saga em sua ordem de publicação (da esquerda para a direita, de cima para baixo)

 

                O livro é escrito por Christopher Paolini, um autor americano que contou com a ajuda dos pais também escritores para realizar esta obra inspirada no mundo de Tolkien (e quem não se inspira nele?) usando norueguês medieval para o idioma élfico e outras expressões para as outras raças.

                Minha opinião sobre a série: conforme minha brincadeira no primeiro parágrafo deste texto, o livro fala exatamente disto: um grupo de guerreiros já extintos do qual Eragon se torna um deles. Ele vai passando pelas etapas da saga do herói de Campbell de modo mais lento que o Aang de Avatar (se não entendeu do que estou falando, leia aqui) e apresentando ao leitor o mundo de Alagaësia bem como as raças e suas ideologias (tenho um amigo que adorou ver os elfos meio ateístas debatendo com os anões religiosos) e como era de se esperar, o desenlace da paixão de Eragon por Arya, uma elfa de grande participação nas forças rebeldes (pra variar, todo humano se apaixona por elfas…). Paolini conta a história ora de modo fluente ora de modo tão detalhado que faz o leitor achar que está lendo um livro do Eça de Queirós fazendo-o deixar os livros de lado para fazer outra coisa (confesso que achei Eldest um livro chato até a grande mudança em Eragon). Outras duas coisas que achei que o autor exagerou foi em descrever os elfos como seres tão incríveis quanto o primo de Eragon (personagem preferido do Rafael Lionheart). O final da série me surpreendeu em dois aspectos: primeiro que a luta entre Eragon e Galbatorix eu esperava que fosse assim como a de Harry Potter VS Voldemort (no livro) uma coisa grandiosa: algo de uma batalha nos céus, envolvendo rajadas de fogo, magia, espadas e manobras aéreas. O segundo aspecto foi da relação Eragon e Arya (não conto!).

                O primeiro livro ainda contou com um filme de 2006 que foi ruim pra dedéu (tudo bem que todo livro é muito melhor que o filme, mas ali exageraram!) que ainda bem que não teve continuação. Seria difícil ver aquele protagonista com expressão de “Malhação” novamente.

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Eragon o filme (2006): quem disse que um filme com alguns atores famosos e alguns efeitos especiais medianos é sinal de qualidade?

 

                Grau de indicação: médio-alto (um dia crio critérios para este grau de indicação) para leitura de entretenimento e ideológico bem como muito indicado para escritores iniciantes em cenários mundo da fantasia.

                Boa leitura!

Livro: O Pequeno Príncipe

por Davi Paiva

                Quando fui chamado para colaborar com o blog, uma das partes a qual fiquei responsável era de falar sobre livros. Quem me conhece, sabe que leio muito e ao mesmo tempo, não li o necessário para ser uma pessoa de opinião forte na área.

                Uma das ideias que debati com os criadores do Espada, Arco e Machado foi a de que é muito fácil encontrar blogs nerds que falem de Harry Potter, Percy Jackson e derivados. Nada contra estas obras muito pelo contrário, já que sou um grande fã delas. Porém um princípio behaviorista é que o meio em que você vive faz de você o que você for. Portanto um ambiente cercado de livros faz você pegar gosto por leitura (o que infelizmente não ocorre em muitos lares brasileiros).

                Meu plano era começar esta coluna com uma série de livros infantis e depois ir “crescendo” para os livros infanto-juvenis, adultos e os mais “cabeças” até eu ver que eu teria que ler todos os livros infantis já lançados e ter que ficar sempre me atualizando enquanto aumentava a faixa etária. Algo humanamente impossível de se fazer.

                Então decidi começar com o que tenho e ir sempre postando o que achar interessante de nota: seja ele um livro que entretenha ou que enriqueça o caráter do leitor… que faça ambos ou que não faça nenhum dos dois (também tenho direito a uma opinião). E como sempre digo, este livro é um livro que li aos nove anos e pretendo reler aos noventa.

***

 

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O Pequeno Príncipe

                O Pequeno Príncipe foi escrito e ilustrado em 1943 por Antonie de Saint-Exupéry (1900-1944?) e apesar de ser um livro infantil, apresenta uma linguagem profundamente sentimental. Conta a história de um homem que desistiu de seus sonhos de ser um desenhista para ser um aviador (assim como muitos de nós desistimos de nossos sonhos quando crescemos) e por acaso, se encontra no meio do deserto tentando consertar uma pane em seu avião quando encontra um garoto que lhe pede para desenhar um carneiro (em um mundo de hoje onde crianças sabem ligar computadores, querem tablets e videogames como Playstation 3, Xbox 360 ou Nintendo Wii, não dá pra imaginar um pedido destes). Daí em diante o jovem príncipe conta diversas histórias que ocorreram com ele na sua vida no asteróide B 612 e da saída até a chegada na Terra entre outras coisas.

                Nota: durante a Segunda Guerra, Saint-Exupéry foi piloto responsável por diversas missões sendo a última a de fotografar a região de Grenoble e Annercy quando o seu avião nunca mais voltou e seu meio de transporte bem como o seu corpo nunca foram encontrados.

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O autor e ilustrador Antonie de Saint-Exupéry

                Além de ter mais de 80 milhões de exemplares publicados no mundo, O Pequeno Príncipe também teve adaptações para cinema, teatro e desenho animado, além de um museu no Japão e ser incluído na grade curricular das escolas de Portugal. No Brasil, há um site sobre a obra com diversas notícias. Vale a pena conferir.

                Por que considero este livro excelente: primeiro porque ele remete a uma coisa que muitos de nós fizemos quando crescemos: perdemos a inocência – se é que muitos já tiveram um dia – e passamos a ver o mundo de outras formas. Os sonhos viraram ambições, os desejos viraram ganância e os pedidos mais simples deram lugar às coisas mais modernas e avançadas. Segundo pela profundidade de seus personagens e os propósitos de cada um. E terceiro, mas não menos importante: o carisma que este livro possui que o fez atingir recordes que hoje são alcançados facilmente pela força do marketing e da maquinação da “fórmula de sucesso de vendas”: escreva palavrões, fale de sexo, crie mulheres em paixões proibidas ou garotos sem atrativos como o centro das atenções e transforme personagens monstruosos em pôneis ou crie um protagonista que se acha o melhor do mundo com poderes malignos. Depois registre e leve a uma editora.

                Grau de recomendação: altíssima, tanto para se entreter quanto para aprender um pouco mais sobre a vida.

                Boa leitura, pessoal!

Avatar – As Lendas de Aang, Korra e a visão de Campbell

Por Davi Paiva

 

                Não é de hoje que a Nickelodeon produz bom desenhos. Doug e Os Anjinhos estão aí pra provar. Mas cá entre nós: o que torna Avatar um desenho tão digno de nota? A meu ver, há dois fatores que o fizeram ser um desenho de 61 episódios na primeira fase (Aang), 12 na segunda (Korra) e um filme com atores reais. Primeiro foi o rebuliço causado pela turma “do contra” que viu uma produção americana tratando de coisas do mundo oriental e uma animação de traços simples e às vezes, usando superdeformeds ou expressões exageradas. Uma opinião 100% pessoal confesso em dizer que acredito que Avatar pode ser considerado um anime mesmo sendo produzido nos EUA – antes que chiem comigo, em muitas conversas reparei que muitos fãs de animes/mangás não chamam Ragnarok ou Chonchu de “mangás coreanos” ou chiam tanto com estes. Então me poupem tá?

 

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                Já o segundo motivo é a meu ver o mais divertido de ser analisado para nós, que gostamos de uma boa história e às vezes queimamos fosfato tentando criar uma: como Aang segue os princípios da saga do herói de Joseph Campbell.

                Pra quem não sabe quem foi Campbell (1904-1987), ele foi um estudioso americano cujas ideias serviram para o ramo da filosofia, psicologia e conceitos de análise literária (eu mesmo já usei os seus conceitos nas aulas da faculdade que frequento e me dei bem), além de servir de inspiração para um tal de George Lucas produzir uma das melhores séries de filmes que já ouvimos falar… qual é o nome dela mesmo?

 

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“O herói é alguém que deu a própria vida por algo maior que ele mesmo”

 

                Pois bem. Campbell dizia que todo herói, ainda que de épocas diferentes, guardavam a mesma linha de construção, ainda que os autores poderiam colocá-las de modos diferentes ou excluírem poucas (não mais que a maioria. É impossível). A Saga do Herói descrita no livro O Herói de Mil Faces (Cultrix/Pensamento, 2007) é descrita em 3 pontos principais:

                1 – Iniciação

                2 – Partida

                3 – Retorno

                Agora aplicando estes conceitos usando Aang como referência (se quiser se divertir, pegue o seu personagem preferido de livro, desenho, jogo ou filme), temos:

                1 – Iniciação

1.1      – O chamado: o herói vive em seu cotidiano e recebe o chamado para participar da aventura

Como sabemos, Aang teve dois chamados: o primeiro no Templo do Ar quando soube que era o Avatar e o segundo quando foi despertado no Iceberg. Como podemos ver, antes destes momentos a vida dele era comum (por mais incomum que seja ficar congelado em um iceberg, exceto para o Capitão América).

1.2      – Recusa do chamado: o herói por seus próprios motivos, pode recusar participação

Aang não queria ser o Avatar. Isto é notado quando ele descobriu no Templo do Ar e quando despertado.

1.3      – Ajuda do sobrenatural: o herói recebe um guia espiritual que o ajuda em etapas sobrenaturais

Em diversos momentos, Aang tem contato com as suas vidas passadas sendo Roku a maior delas e uma força extra de criaturas como Hei Bai, Koh e outros.

1.4      – A passagem do primeiro limiar: o herói vence seu primeiro teste

Dado como morto duas vezes, Aang vence tantos conflitos sociais como internos como aceitação de seu destino como Avatar quanto os inimigos como Zuko e Azula.

1.5      – A “barriga da baleia”: o herói é engolido pelo desconhecido. Pode ser considerado morto ou corre risco de morrer naquele local

“Barriga da baleia” foi uma expressão usada por Campbell para dizer que o herói era consumido por algo, tornando-se inacessível por um tempo indeterminado. Se pararmos pra pensar, Aang passa por isto no final do livro Fogo, antes da luta épica contra Ozai.

 

2           – Partida

2.1      – Caminho de provas: o herói vai enfrentando diversos desafios.

Desde dois filhos de Ozai até o treinamento de 3 elementos e uma crise de insônia (?!), Aang enfrenta diversos oponentes.

2.2      – União com a Deusa: o herói une-se à alma do mundo ou é reconhecido por seus entes, unindo-se a eles.

Quando Aang revelou ao mundo que estava vivo no livro Água e quando finalmente domina o estado Avatar (ou quando Korra fala com ele), Aang atinge o ápice de sua união com os seus mundos (lembrando que a função do Avatar é garantir o equilibro entre o mundo espiritual e o real).

2.3      – Redenção com o pai: usando os poderes oferecidos pela deusa, o herói enfrenta o pai.

Isto se aplica muito bem para Édipo Rei (lembrando que Campbell era um grande mitólogo) no sentido do pai. Mas basta lembrarem-se daqueles momentos em que o herói ascende ao nível 99 e dá uma surra no pai/vilão. Todos sabem do que estou falando, certo?

2.4      – A benção final: o herói ganha o prêmio máximo, almejado por todos.

De um romance ao fim de uma guerra, vemos que Aang obteve tudo que queria.

3           – Retorno

3.1      – Superação da recusa do retorno e senhor de dois mundos: o herói pode recusar voltar à sua vida normal, pois depois de tudo que ele passou ele agora não é o mesmo. Mas uma vez que aceite, ele torna-se um ser de dois mundos: o de seu cotidiano e aquele no qual é herói.

Essa recusa não ocorre com Aang uma vez que o mundo onde ele vive é o mesmo onde ele é herói. Por outro lado, Aang e Korra não são os mesmos no fim de suas sagas, dado os ganhos que tiveram.

 

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Não posso afirmar que os criadores de Avatar se inspiraram em Campbell para criar esta grande animação, mas o próprio mitólogo dizia que a sociedade se baseava em princípios de semelhantes arquétipos (vide Carl Jung) para contar as mesmas histórias. Mas podemos dizer que a criação de Michael Dante DiMartino e Bryan Konietzko conseguiu fazer o que muito anime tá devendo: uma história boa, que enrola pouco (ou quase nada), sem baixaria, mulheres metidas a gostosas que beiram aos exageros (Asami 1, Matsumoto (Bleach) 0), embromações, instrutiva, carismática, emocionante e que não nos faz recorrer ao mangá baixado pela internet.

 

Obrigado pela leitura, pessoal!

 

                PS: quem quiser, preencham o “quadro” com as informações da Korra.

 

Fringe volta para sua 5º e ultima temporada

Por, @fernando_loiola

 

                Fringe me conquistou desde os primeiros 20 minutos do gigantesco piloto de 1 hora e 20 minutos intitulado simplesmente de “Piloto” com uma trama envolvente, cativante e instigante. Lançado em 2008 foi um forte candidato a “sucessor de Lost” no inicio por ter sido criada por J.J. Abrams (o mesmo de Lost) e ter muitos mistérios e deixar o espectador com aquela cara de “o que foi isso???”. Uma boa recepção no inicio, mas isso foi mudando conforme o tempo, e a série passou por algumas dificuldades e quase foi cancelada na 4º temporada, com os produtores chegando a produzir dois episódios para o final, um com o final definitivo e outro para continuar. Depois de algum período indefinido a FOX fechou uma 5º temporada de 13 episódios conforme noticiado no Jovem Nerd.

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Olívia acordando da “viajem” induzida por Walter.

 

                As Histórias

 

                Tentando aliviar um pouco nos Spoilers, Fringe conta as histórias de uma recém formada equipe especial do FBI para investigar eventos bizarros do que eles chamam de ciência de fronteira (uma das possíveis traduções para Fringe) que estariam ligados ao “padrão”.  Com essa premissa conhecemos Olivia Dunham(Anna Torv) que para salvar o parceiro e amante John Scott(Mark valley) de um desses incidentes vai até o Iraque trazer de volta Peter Bishop(Joshua Jackson) o único que pode dar a ela acesso a um cientista brilhante porém com uma particularidade, está insano e preso em um hospital psiquiátrico a 17 anos por um incêndio que matou uma de suas assistentes, Walter Bishop(John Noble). A partir daí as coisas só vão ficando mais complicadas e envolventes.

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A equipe reunida

 

                Nessa primeira temporada vemos a conturbada relação de Walter e Peter (sim, isso mesmo, eles são pai e filho), as inquietantes experiências do “padrão” e outros tantos experimentos bizarros e brilhantes, até sermos apresentados ao ZFT (Zerstörung durch Fortschritte der Technologie do alemão “Destruição pelos avanços na tecnologia”) e terminamos a primeira temporada com uma sequencia de cenas que é de explodir a cabeça.

                A segunda temporada continua com a mesma pegada envolvente da anterior, com muitos conceitos novos e interessantes, os universos paralelos agora está totalmente integrada a “mitologia” de Fringe, e por muitos momentos deixam a nossa cabeça maluca. Alias a primeira e a segunda temporada são enlouquecedoras e na minha opinião as mais bem construídas e “redondinhas”.

                Como não poderia ser diferente em Fringe, o final da segunda temporada é angustiante, principalmente por ter que esperar alguns meses pelo retorno da série, e a terceira temporada traz um plot novo com “personagens novos” (entenda isso como quiser he he he). Seu final é igualmente angustiante, alias, vale ressaltar aqui que geralmente algum episódio da temporada se passa em uma “linha de tempo e espaço” diferente, isto é, pode ser um episódio no passado, no futuro ou em uma realidade alternativa diferente, e é isso que acontece no final da terceira temporada, que termina com muitas duvidas.

                A quarta temporada traz mais duvidas do que soluções, e como nada é perfeito, é onde a série fica mais fraca, menos coesa e com algumas coisas jogadas, ao mesmo tempo que traz de volta velhos conhecidos e conceitos. Pessoalmente não digo que seja ruim, por que não é, mas se comparar com as temporadas anteriores ela é realmente mais confusa ou talvez cerebral, difícil definir.

                Com o risco de cancelamento a reta final foi uma loucura subindo um pouco mais a qualidade para algo mais próximo do que estávamos acostumados, destaque para o episódio 4×19 “Letters of Transit” que DO NADA me mostra uma opção de futuro completamente diferente, algo que até pra quem está acostumado chegou a chocar! E com a garantia de mais 13 episódios para terminar a série, ficamos com aquele nó na garganta, um episódio bem corrido e que mantém o clima, e até deixa aquele espaço para final feliz, até que nos últimos instantes…

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Setembro, o observador

 

Os Personagens

 

A trama vem e vai com muitos personagens interessantes, mas dentre todos eles os observadores são os mais misteriosos, pouquíssimo se sabe sobre eles até a reta final da quarta temporada, mas eles aparecem em TODOS os episódios da série, mas na maioria das vezes estão apenas passando, com chapéu, um terno preto e uma mala, sempre carecas e praticamente sem expressões faciais (mas adoram pimentão) lembram todos os relatos sobre os “homens de preto” e sempre estão observando eventos importantes (daí o nome observadores), o que sugere que todos os eventos investigados em Fringe são importantes de alguma forma.

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                Setembro pegando uma bala com a mão.

 

                Um observador em particular, chamado de Setembro, sempre observa os personagens e as vezes chega a ajudar, ele é responsável por muitos acontecimentos em Fringe, mas seu verdadeiro propósito e o que a nova temporada oferece ainda é um pouco complicado.

 

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                Walter e Astrid no laboratório em mais um dia normal.

 

                Um outro ponto válido é a interação entre Walter e Astrid que é delicioso de assistir, todas as singularidades de Walter somadas as reações de Astrid fazem um pouco do alivio cômico da série e aos poucos uma relação de amizade e carinho que vai ficando cada vez maior, é quase maternal e paternal ao mesmo tempo, pois as vezes Walter é como um pai, e as vezes Astrid é que protege e cuida de Walter. Destaque para a atuação do sensacional John Noble que dá vida a Walter Bishop com sua interpretação soberba.

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Olivia e Peter em alguma enrascada

 

                Olivia e Peter dão dinamismo a série, cada do seu próprio jeito, ao longo da série muita coisa acontece e isso fortalece a relação de ambos com Walter, que afinal de contas é quem liga os dois. Tem muitos outros personagens na série que são recorrentes em uma ou outra realidade de Fringe como o superior de Olivia, Philip Broyles e a misteriosa Nina Sharp no comando da poderosa empresa Massive Dynamic, mas falar de todos revelaria muitos Spoilers, mas um deles deve ser mencionado, Willian Bell.

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Bell e Bishop

 

                Interpretado por Leonard Nimoy, eterno Sr. Spock da série clássica de Star Trek. Willian Bell é o fundador da poderosa Massive Dynamic e antigo amigo de Walter e sei parceiro de laboratório, é uma figura misteriosa e aparece muito pouco na série, na prática, é uma participação especial em vários episódios da série. Por muitos episódios os interesses, objetivos e a lealdade de Willian Bell parecem obscuros e questionáveis. Não sei a relação de Leonard Nimoy na série para essa pouca frequência nos episódios, mas isso colabora para o misticismo do personagem.

 

                Transilience Thought Unifier Model-11

 

                Na ultima sexta feira 28 de Setembro Fringe voltou para sua ultima temporada e começamos exatamente de onde acaba o episódio “Letters of Transit” em um futuro completamente desconhecido e dramático para nós tudo no episódio gira em torno de um artefato que da o nome ao episódio, que em uma tradução significa “Unificador de Pensamentos modelo – 11”. Não é um episódio típico de Fringe (se é que isto é possível). Muitos conceitos e ideias novas, a divisão Fringe não é mais o que costumava ser, os personagens agora estão no underground do cenário e nitidamente em desvantagem. É difícil falar desse episódio sem colocar muitos Spoilers, mas podemos perceber que entre o final da temporada passada e o começo dessa (que tecnicamente começou em Letters of Transit) passou quase 4 anos e os personagens tiveram alguns arranca-rabo no meio desse percurso, nesse novo futuro temos personagens novos e antigos, mas envelhecidos (lembrando que estamos em 2036) e o inimigo, ao contrario de boa parte da série está exposto. O que eu espero dessa temporada não é nada mais do que o fim de uma boa série que rendeu boas horas de diversão e outras tantas de teorias, é até melhor que o final esteja garantido, assim não vira uma Supernatural da vida que era uma série muito boa mas que hoje é caça-níquel (para mim deveria ter terminado na 3º temporada e já está na 8º).

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                Para quem ficou interessado recomendo correr atrás, quem já acompanha pode clicar aqui para ver a promo do 2º episodio dessa quinta temporada, intitulado de “In Absentia”.

                Bons sonhos!!

Retorno a Ravnica voltou com tudo.

Por, Rafael “Lionheart” N. S.

 

Na festa de pré-lançamento, o evento teve suas reservas esgotadas com tempo recorde, e apesar de um grande numero de vagas espalhados pelo Brasil (uma estimativa de 9000 vagas) faltou lugar para quem quisesse participar da festa de pré-lançamento.

 

Inicialmente Ravnica retornou e nesta primeira fase trouxe de volta cinco guildas, com novas habilidades.

 

Azorius – de Prever para Deter

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Apesar de prever (do meu ponto de vista) ser uma habilidade muito boa, Deter tem mais a ver com a cara da guilda. Uma forma de manter a lei em Ravnica “trabalhando duro para que nada aconteça”

 

Izzet – de Replicar para Sobrecarregar

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Replicar deixou lado para Sobrecarregar, essa nova habilidade é muito útil para pegar exércitos (tanto minar oponentes como fortalecer suas criaturas), apesar de que ficou mais fraco em questão de minar diretamente o oponente ou fortalecer o efeito em questão.

 

Rakdos – de Determinação para Liberar

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Enquanto os antigos Rakdos preferiam não ter cartas na mão para ativar suas habilidades, os novos já entram com mais sede de pancadaria. Infelizmente até agora apenas poucas tem uma habilidade que age em conjunto com liberar.

 

Golgari – de Escavação para Necrofagia

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De reanimação de mortos para devorar seus mortos e se fortalecer. Os golgari aparentemente ficaram mais fracos, mas ainda são uma das guildas mais fortes de Ravnica.

 

Selesnya – de Convocar para Povoar

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Ao invés de chamar aliados, desta vez Selesnya prefere invocá-los mesmo, povoando ajuda a proliferar as fichas que é um dos fortes desta guilda.

Cisne Negro – Surpreendente

Por, @fernando_loiola

 

Quando ouvi falar a primeira vez em Cisne Negro isso lá na virada de 2010 para 2011 no site Ambrosia não tive o menor interesse, deixei de lado a obra de Darren Aranofsky com 5 indicações ao Oscar de 2011 e 4 indicações ao Globo de Ouro do mesmo ano, junto com a nossa Princesa Amidala, Natalie Portman que faturou melhor atriz e melhor atriz – drama nos prêmios citados acima. Só fui me interessar quando li uma matéria no excelente Mundo Tentacular foi que me senti atraído.

 

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O Cisne Branco

 

Oras e por que isso? Simples, o Mundo Tentacular é um ótimo blog com temática de terror/horror + RPG e outras noticias interessantes, o maior foco do blog é a obra de HP Lovecraft, indico fortemente esse blog para qualquer interessado nesses temas é muito bom. Então um filme com a linda Natalie Portman no Mundo Tentacular deve ser interessante, fui atrás, assisti, e posso dizer que foi muito pertinente o post desse filme no blog.

 

O filme trata de obseção, loucura, desejo e ambição. Com um clima pesado e às vezes claustrofóbico. A fotografia (também indicada ao Oscar) e o figurino estão muito bons e as interpretações estão ótimas. Tecnicamente não vejo criticas nesse filme.

 

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O Cisne Negro

 

Nele conhecemos Nina Sayers (Natalie Portman), uma bailarina inocente, tímida, frigida e introspectiva, mas extremamente talentosa que vê a oportunidade de representar o papel principal do Lago dos Cisnes, o problema é que esse papel requer duas personalidades, o cisne branco que é basicamente sua própria personalidade, e também o cisne negro, que é sua antítese. Incentivada pela mãe, que é uma bailarina aposentada ela começa a se dedicar intensamente quando surge Lily (Mila Kunis) tão talentosa quanto Nina mas sem sua limitações sociais, uma estranha amizade tem inicio, com Nina e Lily duelando pelo papel.

 

Com essa sinopse talvez seja estranho entender como esse filme pode ter uma impressão tão boa em um blog de HP Lovecraft, acontece que Nina vai descendo cada vez mais em uma escadaria psicodélica e insana. Conforme o filme se desenrola a obseção dela alimentada pela obseção e superproteção da mãe vão destruindo sua mente conforme o próprio cisne negro vai surgindo e esmagando o cisne branco na sua personalidade.

 

A construção do roteiro é tão boa que depois da metade do filme você passa a questionar a realidade de alguns elementos, caminhado para uma tensão excruciante que termina tragicamente. A condução do filme é tão boa que às vezes entramos na paranoia da personagem e ficamos impressionados com as ações e consequências, a imersão é ótima.

 

Eu recomendo esse filme tanto pela história quanto pelo tema, a ideia da loucura e da paranoia muito difícil de ser conduzida a contento como aconteceu em Cisne Negro. Outro fator importante para que eu tenha gostado tanto desse filme, é a questão da doença social apresentada no filme. A loucura representada pelo cisne negro já estava lá, escondido pela timidez, pela frustração, pela frigidez, pela superproteção da mãe, peça ambição reprimida. Todos esses fatores são importantes para o desenvolvimento da loucura da personagem, essa pressão por todos os lados somadas a vontade de mudar e a vergonha das próprias fraquezas são muito comuns em nossa sociedade de forma que algumas pessoas podem se sentir mais ligadas a personagem por ter frustrações e traumas semelhantes (isso não significa que as pessoas vão desenvolver distúrbios psicológicos semelhantes ao filme, afinal cada pessoa lida com esses problemas de uma forma diferente).

 

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Poster do filme

 

De qualquer forma, é um ótimo exercício de reflexão sobre a própria sociedade que nos exige e nos descarta com a mesma facilidade, e quem não estiver interessado nessas questões pode saborear a angustiante perda de estabilidade mental da personagem rumo a loucura. Recomendo.

Abraços e bons sonhos!!