Samurai X – O filme

Por Davi Paiva

 

Quem me conhece, sabe que considero três animes como os maiores da história: Cavaleiros do Zodíaco, Dragon Ball Z e Yuyu Hakusho. Abaixo destes três “titãs”, está Samurai X.

Muitas vezes procuro refletir sobre os fatores que levaram estes três a fazer tanto sucesso. E o que vejo é que eles tinham muitas lutas com efeitos devastadores. Marcou a época ver isto. Contudo a meu ver, a saga de Kenshin foi além disto: mostrou em termos explícitos por que cada personagem lutava. Muita gente por aí filosofa sobre o caráter motivacional que o Goku nos traz. A vantagem da obra de Nobuhiro Watsuki é que você não precisa se esforçar muito. E diferente de muito anime de ninja espalhafatoso, a história fluía bem.

E como era de se esperar no mundo capitalista em que vivemos o filme com atores reais foi produzido pela Warner Bros. Eu o vi tanto com olhar crítico quanto com olhar de fã. Acreditava que seria ou algo extremamente ruim como foi o filme do Dragon Ball ou algo que eu sempre falo que é um filme que dá pau a pique com o livro, como em O Conde de Monte Cristo ou O Senhor dos Anéis. Agora digo o que achei dele:

Samurai X - o filme

Samurai X – o filme

Roteiro: o filme engloba as edições 1 a 8 do mangá na edição brasileira e dá uma pequena mescla de como Kenshin ganhou a sua cicatriz. Portanto cortaram muitos capítulos do mangá e fizeram alterações que surpreendem o público, como Jin-E ser um contratado do Takeda Kanryuu, Aoshi não estar no filme e outros. Confesso que se não fosse pelo fato de eu ser fã do mangá e saber que o filme veio de uma história adaptada, eu o acharia bem ruim.

Atuações: eu considerei as atuações boas. Nenhum pareceu fugir muito de seus personagens.

Trilha sonora: boa, mas um pouco repetitiva no que se refere às aparições do Takeda.

Cenas de ação: foi uma boa sacada mudarem o Kenshin de mestre no uso da espada para um lutador que soubesse se virar também com as mãos vazias. Sem contar que os efeitos de velocidade que deram a ele traduziram muito bem em linguagem cinematográfica a velocidade do estilo Hiten Mitsurugi Ryuu. Até mesmo algumas técnicas do protagonista são exibidas. Só não considero as cenas de ações perfeitas pelo fato do Hajime Saitou não ser o usuário freqüente da sua técnica de perfuração Gatotsu e por Sanosuke não arrebentar tudo com sua Zanbatou.

Figurino: quando você começa assistindo ao filme você vê o Kenshin com uma roupa diferente da original e mais pra frente, Kaoru lhe dá umas vestes que disse serem de seu pai. Quando você vê o protagonista com o quimono magenta, dá até vontade de dizer “aí sim”. Entretanto foi legal passarem a ideia dele ser um andarilho de vestes surradas. Tudo bem que alguns personagens como Hannya e Shikijou fugiram completamente do que conhecemos e outros ficaram no meio termo, como Sanosuke que não teve o ideograma em suas costas mais trabalhado e o cabelo do Saitou faltava umas pontas soltas… mas deu pra perdoar.

Cenário: tanto a guerra no início quanto a invasão da mansão e a luta contra Jin-E tiveram cenários tal qual o do mangá. A única coisa que não consigo entender é por que não fizeram a luta contra o Sanosuke no campo aberto tal qual na versão original?

Estas foram as impressões que tirei ao assistir ao filme. Em suma não é algo vergonhoso de se ver como a cara de bolacha do ator que faz o Kira no filme do Death Note e nem chega a ser a coisa magnífica que vi no filme O Conde de Monte Cristo na versão de 2002. Todavia é algo que vale a curiosidade.

Pra quem não viu o filme, vale a pena procurar. E pra quem quiser ler o mangá, aproveitem que a editora JBC está relançando-o.

Bom filme, pessoal!

Anúncios