Filme: O Hobbit – A Desolação de Smaug (avaliação crítica)

Por Davi Paiva

 

O que se esperar do segundo filme de uma trilogia norte americana?

Que ele seja melhor que o primeiro!

E se ele for baseado em um livro?

Que seja melhor que o primeiro e que seja fiel ao livro!

Cartaz do filme O Hobbit - A Desolação de Smaug

Cartaz do filme O Hobbit – A Desolação de Smaug

Sejamos francos. Essa minha linha de raciocínio não está errada. E é mais ou menos com ela que o povo foi aos cinemas assistir ao segundo filme baseada na trilogia de J.R.R. Tolkien, O Hobbit – A Desolação de Smaug (2013).

Não vou mentir: não li o livro embora conheça a sua história graças a uma graphic novel emprestada pelo outro autor deste blog, o Fernando “Oneiros”. Mas já tinha uma grande expectativa por ele graças a amigos que comentavam muito bem dele em redes sociais (mais tarde quando fui assistir ao filme Frozen, aprendi a não confiar tanto em certas opiniões…) e não me arrependi de ter ido sozinho ao Mooca Plaza Shopping assistir ao filme do jeito que mais gosto: legendado e não sendo em 3D.

O que posso dizer? Vamos ao meu velho jeito de comentar:

Roteiro: como sempre falo, criar uma história zero não é fácil. Em conversa com o Fernando ele alega que há uma gafe de que o Gandalf em O Senhor dos Anéis – A Sociedade do Anel não sabia que Sauron havia retornado. E agora nesse filme, ele descobre. Logo… como ele pôde não saber? Será que ele terá uma amnésia no próximo filme (Lá e De Volta Outra Vez, previsto para o fim de 2014)? Além disso, o ponto em que discordamos é do ligeiro affair entre o anão Kili e a elfa Tauriel. Eu achei legal e o meu amigo não (o que rendeu uma hilária disputa de queda de braço para ver quem estava certo…).

No resto, posso dizer que esses roteiros estão cada vez mais voltados para ação e que tudo que ali ocorre é mais voltado para cativar e impressionar o público. Nada contra: fiquei impressionado mesmo…

 

Atuações: não gosto do Orlando “Legolas” Bloom e vê-lo voltando a atuar em um papel como esse é algo que deixa a desejar (podiam ter escolhido um ator melhor). Todavia a “sorte” desse ator é que ele sempre é eclipsado por outros melhores (é só assistir aos filmes Troia e Piratas do Caribe que entenderão do que estou falando…) e todos salvam a produção.

 

A atriz Evangeline Lilly, que interpreta a elfa Tauriel (inclusão de personagem não existente no livro que a meu ver, deu certo)

A atriz Evangeline Lilly, que interpreta a elfa Tauriel (inclusão de personagem não existente no livro que a meu ver, deu certo)

Cenas de ação: Legolas radical (não gosto dele atuando. Lutando é outra conversa…)! Anão em barril com atropelar! Smaug apelão! E muitos orcs matando ou sendo mortos! Nesse quesito, O Hobbit – A Desolação de Smaug merece o título de “o segundo filme é sempre bom!”

 

Trilha sonora: é uma típica orquestra ou um pouco cantiga medieval. Tudo o que é esperado de um filme norte americano sobre um mundo fantasia. O que não quer dizer que seja ruim.

 

Figurino: também não tive do que reclamar. Tudo ali pareceu dentro do cabível para um cenário de Tolkien e com qualidade.

 

Cenário: também foi bem criado e variado: campos abertos, florestas, cidades e a montanha com as suas riquezas.

 

Agora aqui abro um espaço para avaliar o personagem mais rico da ficção (por enquanto! Tenho planos de escrever um mais rico ainda…). O dragão Smaug.

Benedict Cumberbatch na produção de Smaug. Que versatilidade!!!

Benedict Cumberbatch na produção de Smaug. Que versatilidade!!!

Eu já sabia que ele havia sido dublado e interpretado graças aos sistemas de sensores pelo ator Benedict Cumberbatch, que cada vez mais se destaca pela sua versatilidade. E como eu disse antes, assistindo ao filme legendado pude apreciar melhor o tom de voz empregado.

O dragão Smaug. Mítico!!!

O dragão Smaug. Mítico!!!

Por mais que o meu primo que é dono do blog Detonerds (quem quiser conhecer, clique aqui. O garoto é novo. Vamos dar uma força a ele) não tenha gostado, dou apoio ao meu amigo Fernando que alega que aquele foi o melhor dragão já criado no cinema. E isso não ter a ver somente com tecnologia: a presença, as falas e as atitudes de Smaug fizeram dele um monstro temido pela sua inteligência e capacidade de se impor.

Concluindo: assim como em Homem Aranha 2, A Hora do Rush 2 e O Retorno da Múmia, O Hobbit – A Desolação de Smaug é um filme que eu apreciei bastante e espero que o terceiro filme seja bom (ao contrário do que a continuação de qualquer um dos que citei…). Acredito que será, pois é uma produção que a New Line Cinema tem investido pesado em elenco e em efeitos.

Vou ficar a postos para assistir ao terceiro filme. E espero que vocês que estejam lendo voltem para ver a minha resenha de Lá e De Volta Outra Vez.

 

Obrigado a todos(as).

Filme: O Hobbit – Uma Jornada Inesperada (avaliação crítica)

Por Davi Paiva

 

Como escritor, considero complicado criar uma “história zero”, que é uma história antes da história inicial. Como explicar ao público que o protagonista arrumou um inimigo? Por que aquele personagem tão legal não aparece na história popularmente conhecida? E por que o cenário mudou tanto ao ponto que conhecemos?

As mentes por trás do projeto: o diretor Peter Jackson e o escritor J.R.R. Tolkien (o que será que tinha nesse cachimbo para ele escrever tão bem???)

As mentes por trás do projeto: o diretor Peter Jackson e o escritor J.R.R. Tolkien (o que será que tinha nesse cachimbo para ele escrever tão bem???)

É claro que no caso de O Hobbit, não estamos falando de uma história que foi escrita recentemente sem nenhuma base e que veio antes da obra principal. O filme pode ser de 2012, mas o livro em si foi escrito por Sir John Ronald Reuel Tolkien (vulgo J. R. R. Tolkien) em 1937 e a trilogia O Senhor dos Anéis, entre 1937 e 1949. Todavia a apresentação dos elementos da “história zero” são um caso a parte que merecem destaque e um cuidado. Tanto não só na parte financeira como na parte artística em dar detalhes e enfoque na trama, a Warner resolveu bancar 3 filmes de um só livro. Um projeto grandioso? Sim. Só que Tolkien merece.

Para quem não conhece, o livro e a trilogia (Uma Jornada Inesperada, A Desolação de Smaug e Lá e De Volta Outra Vez, previsto para o final de 2014) contam a história do tio de Frodo, Bilbo Bolseiro, em sua jornada para a Montanha Solitária na companhia de uma comitiva de anões liderada por Thorin Escudo de Carvalho, neto do rei deposto pelo dragão Smaug. Nessa história ficamos sabendo sobre como o Um Anel foi obtido por Bilbo bem como sua espada Ferroada. Itens futuramente passados para o seu sobrinho na famosíssima trilogia de livros e filmes A Sociedade do Anel (2001), As Duas Torres (2002) e O Retorno do Rei (2003).

Uma das capas do DVD

Uma das capas do DVD

Roteiro: como não li o livro, não sei dizer o que foi adaptação, o que foi dado mais enfoque (com certeza foi a ação) e quantas músicas foram cortadas. O que posso dizer é que com espaço para produzir, senti que os detalhes foram bem colocados e esse primeiro filme foi bem introdutório.

Atuações: apesar das boas atuações do ator que fez o Throrin, os méritos são todos de Martin Freeman, que conseguiu fazer um Bilbo Bolseiro com pequenos acessos de irritação, medo e que já no primeiro filme, é seduzido pelo poder do Um Anel. Foi um trabalho tão bom que chego até a lamentar saber o fim que leva o personagem.

Cenas de ação: a priori, achei meio esquisito um filme de aventura fantástica só com anões (sou um daqueles jogadores de RPG que gosta de ter o grupo bem completo e diferenciado de raças e classes). Ainda bem que a Warner investiu pesado em efeitos para diminuir os atores e as coreografias das lutas ficaram bem convincentes.

Trilha sonora: não foi de um todo ruim. Tenho o gosto particular de não curtir atores cantando (nem todos têm formação em canto. Então eu vejo muito Autotune nos efeitos), todavia o que me chamou a atenção foi ouvir a música tema do filme O Senhor dos Anéis quando Bilbo encontra o Um Anel.

Figurino: também não tenho do que reclamar. Só acho que como o filme se passa 10 anos depois da produção de A Sociedade do Anel e por sua vez é uma história anterior a este, podiam ao menos investir mais na iluminação e maquiagem para não mostrar as rugas de Ian “Gandalf” McKellen.

Cenário: são excelentes. Não sei o que é cenário digital, de estúdio ou real quando se trata de O Senhor dos Anéis dado o capricho que dão ao trabalho de Tolkien e nesse filme, também não ficam devendo.

 

Segundo conversas que tive com leitores do livro, a obra possui uma linguagem não muito complexa e pode ser quase indicado para crianças e adolescentes. E para que o filme rendesse o suficiente para bancar mais duas produções foi necessário um enfoque em ação. Tudo bem que essa é uma sacada típica de Hollywood, contudo nem todos param para pensar que esse é o resultado de uma adaptação e não de uma transcrição do livro para a linguagem cinematográfica.

 

Obrigado a todos(as).

 

P.S.: por problemas técnicos não pudemos contar com a colaboração do Fernando “Oneiros”. Mas já conversamos e ele dará uma segunda visão dos filmes.

Circulo de Fogo: diversão garantida ou você tem muita mágoa no seu coração

Por @fernando_loiola

 

Quando Guilhermo Del Toro cancelou a adaptação de “Nas Montanhas da Loucura” baseado na obra de H.P. Lovecraft por causa de Prometheus (e não cumpriu), ele pensou, vou fazer uma parada mais light, o resultado foi Círculo de Fogo (Pacific Rim no original) um filme pipoca que vai levar muitos ao “nerdgasmo”.

Círculo de Fogo (Pacific Rim), de Guilhermo Del Toro. 2013

Círculo de Fogo (Pacific Rim), de Guilhermo Del Toro. 2013

Esqueça roteiros incríveis, viradas espetaculares, profundidade e dramaticidade, a palavra de ordem é diversão, acompanhada de coreografia, fotografia e efeitos especiais e sonoros.

No mundo de Pacific Rim, uma fenda no fundo do Pacífico se torna um portal para a chegada de monstros colossais apelidados de Kaijus (monstro gigante em japonês), a humanidade se mostra lenta e ineficaz contra os vários eventos de Kaijus que começam a ficar cada vez mais frequentes, através de uma série de esforços combinados e desavenças postas de lado, a melhor idéia da humanidade foi fabricar seus próprios monstros para se defender, feitos de metais e do mesmo tamanho dos Kaijus, foram chamados de Jaeger (caçador em alemão) para controlá-los é necessário dois pilotos, um para cada hemisfério do cérebro dividindo assim a poderosa carga neural. Infelizmente na época do filme, os gastos com os Jaegers se tornaram insustentáveis, e por isso burocratas decidiram por desativar o programa para tomar medidas mais eficazes (???), com pouco, tempo uma última estratégia é posta a prova.

O roteiro não é nenhum primor, mas é coerente com o universo e a proposta do filme, com poucas falhas, ele se sustenta bem até o fim do filme. As interpretações são condizentes, as motivações dos personagens são fortes o suficiente para se entender suas ações, mas são aprofundados apenas o necessário para conduzir a história, nada de gordura dramática ou sentimental, tudo no filme é um condutor para as cenas de batalhas, que são magníficas. Mas uma cena em particular, é de uma dramaticidade e tensão invejáveis.

Fiquei imaginando a cara do Michael Bay, diretor de Transformers, digo isso por que fui pro cinema com uma expectativa semelhante, “vou ver um filme com robôs gigantes se batendo, pra que roteiro?”, para o Transformers serviu e ainda serve muito bem, mas, para Pacific Rim vai um pouco além, o clima e o tom do filme são mais densos, as piadas são muito sutis. É como ver um filme de Evangelion junto com Godzilla e os próprios Transformers.

Particularmente, achei um dos melhores do ano, pipocão pra não botar defeito.

As lutas são incríveis, vibrantes, você torce e se choca como uma criança, o design dos Jaegers e dos Kaijus são evocativos e inspiradores, reconhecendo ou fazendo associações, como um Jaeger de modelo mais antigo que parece ser um mergulhador com um escafandro na cabeça, ou Kaijus que lembram gorilas e crocodilos.

Como se não bastece, o filme vêm sendo elogiado bastante, o que deixa minha empolgante experiência ainda mais satisfatória, afinal, que eu como nerd, que assistiu Evangelion e adorava séries japonesas de Monstros iria gostar isso é fato, mas os críticos gostarem acaba legitimando ainda mais minhas impressões.

Chega de papo, assistam logo ao filme que vocês vão saber do que estou falando, aliás, vejam em 3D, salas Imax ou XD ou coisa que o valha, muito bem feito e pelo menos na minha sala teve um plus todo especial, o trailer em 3D de Jurassic Park, um dos filmes que eu mais gosto ao lado de séries como Indiana Jones e De Volta para o Futuro, me convenceu a ir ver no cinema.

 

Bons sonhos!!

O Homem de Aço – Avaliação Crítica

Por Davi Paiva

 

Tudo bem que a DC e a Marvel estejam sempre tentando superar uma a outra. A DC cria super heróis e a Marvel, heróis no mundo real assim como a DC criou a primeira equipe (Liga em 1961) e a Marvel lançou suas equipes com revistas próprias (Avengers 1 e X-Men 1, ambas em 1963). A competição se estendeu por outras mídias: animações, seriados, games, filmes, etc.

Quem ganha ou perde com isto? Os fãs.

Só um problema: fãs envelhecem, mudam seus gostos e forma de pensar. Soluções: fazer a história evoluir com eles ou renovar a cada geração. Como a primeira opção não é muito viável já que muitos heróis são dos anos 30 a 60, o mercado americano fica com a segunda.

Cartaz do filme O Homem de Aço

Cartaz do filme O Homem de Aço

Aí temos reboots como O Homem de Aço, com direção de Zack “300” Snyder e Henry Cavill no papel principal. Assisti ao filme (para variar) no Shopping Metrô Tatuapé e agora, vamos ao que eu achei.

Roteiro: apesar dos bordões americanos (naves que pousam nos EUA sem ninguém ver), o filme teve outras coisas que ficaram meio apelativas:

— a repórter Lois Lane atirar tão bem contra guerreiros treinados (?!);

— como uma antiga nave podia ter um aplicativo onde bastava inserir aquele “pen drive” do Jor El que já criava o uniforme (?!?!);

— se o Clark acreditava que fazer o Zod respirar o ar da Terra faria mal a ele, por que não fez o mesmo com os outros?

— se viram que as naves foram até a fazenda dos Kent e Clark também deixou um rastro que Lois seguiu, como o governo não soube a identidade dele?

— tantos lugares no mundo e a luta destruiu Pequenópolis e Metrópolis. Mundo pequeno, não?

(para não falar do ponto fraco do Superman, que foi pouco convincente. Tragam a Kryptonita de volta!)

TODAVIA, confesso que foi uma boa forma de contar como Clark encontrou o seu lugar no mundo e conquistou a confiança de todos. Os tempos mudam e não dá mais para um sujeito ser um super herói só impedindo assaltos, por exemplo.

Atuações: que os deuses novos e os antigos abençoem Henry Cavill. Graças a ele o legado de Christopher Reeve teve um sucessor mais digno que Brandon Routh em Superman O Retorno (2006). O cara foi excelente!

As demais foram boas também. Não que eu seja contra o lance de colocar atores negros para interpretar personagens brancos, mas o Laurence Fishburne foi o mais fraquinho do time.

(nota: eu cresci vendo o Russell Crowe lutar em Gladiador e é engraçado vê-lo parecendo um mago dentro da nave, agora que ele está com 49 anos. A idade pesa)

Russell "Maximus" Crowe no papel de Jor El

Russell “Maximus” Crowe no papel de Jor El

Cenas de ação: sei não, mas destruir a cidade com tanta pancadaria foi uma tentativa de competir com Os Vingadores. De qualquer maneira as cenas foram boas tanto as que envolviam pancadaria como as que não envolviam (como quando o Superman teve que destruir o robô que estava destruindo a Terra).

Trilha sonora: um pouco de música country nas cenas no Kansas com a típica orquestra quando se passava nas cenas de luta deram um bom destaque para o filme.

Figurino: claro que a “cueca por cima da calça” fez toda a diferença na mudança de visual do Superman. Porém não muda o fato que o uniforme ficou bom.

Cenário: Krypton, Kansas, Pólo Norte, e Metrópolis estavam bem convincentes. Não tenho do que reclamar.

 

Para finalizar, estou acompanhando notícias de um próximo filme, de um encontro do Superman com o Batman (quero ver quem será o herói, já que o Bruce Wayne larga o cargo no terceiro filme) ou do filme da Liga da Justiça e torço para que as produções sejam cada vez melhores. Seria chato ver uma produção ruim.

E antes que alguém reclame de mimimi de idolatria americana, o cinema americano é isto mesmo, assim como qualquer outro. Na dúvida, por que não reclamam do filme Guarda Costas em Ação estrelado por Jet Li, que no final ele aparece com uma bandeira da China ao fundo?

Obrigado a todos(as).

Guerra Mundial Z – Avaliação Crítica

Por Fernando Loiola

 

Um filme que já teve 4 roteiros diferentes, em períodos diferentes de sua produção, e de roteiristas diferentes. Que estava pronto em 2011, mas que teve que voltar para refilmagens em 2012 e que só tem um único nome de peso em todo o elenco. Isso é um filme que tem muito pra dar errado. Pois bem, não só se saiu muito bem como foi uma agradável surpresa.

Guerra Mundial Z, “inspirado” no livro de mesmo nome de Max Brooks, vêm para as telas com direção de Marc Foster e com Brad Pitt como grande astro. Nesse filme temos o ex-agente da ONU Gerry Lane presenciando de surpresa a queda da civilização como nós a conhecemos e se convertendo no famigerado “Apocalipse Zumbi”, aos poucos ele se da conta de que a humanidade está em guerra. Uma guerra mundial, contra zumbis!!! Aqui temos duas agradáveis surpresas, o termo zumbi é utilizado amplamente, é como se tudo estivesse acontecendo no nosso próprio mundo onde as pessoas, mesmo aquelas que não são nerds sabem o que é um zumbi. A segunda surpresa é que os zumbis são muito diferentes daqueles disseminados em nossa cultura por George Romero, eles são beeem mais perigosos e aterrorizantes, são muito mais fortes, rápidos e violentos. Além do que se transformam em menos tempo do que em outras histórias. Esses zumbis em uma nova roupagem acabam criando uma tensão absurda na maioria das cenas.

Uma das cenas mais impressionantes do filme

Uma das cenas mais impressionantes do filme

Outro detalhe interessante, para passar na classificação não há cenas explícitas de sangue ou de violência típica de filmes de zumbi, elas estão lá, apesar de não serem mostradas para o telespectador, como quando o pé de cabra fica preso no crânio de um zumbi morto (?) e o protagonista tenta desesperadamente retira-lo para se livrar de outro zumbi em seu encalço, a cena não mostra o pé de cabra na cabeça do defunto, mas não se sente falta disso. Outro momento: uma mão decepada. Não se vê o ferimento. Não precisa. Você sabe que está lá, a atuação é boa o suficiente para ficarmos aturdidos.

São esses detalhes que tornam o filme diferente do convencional, essas liberdades em relação ao mito que não descaracterizam o que conhecemos e os tornam ainda mais perigosos (diferente dos vampiros brilhantes).

O filme tem problemas? Sim, mas não são gritantes o suficiente para prejudicar a imersão. Talvez um pouco da falta de ritmo entre um ato e outro, porém não se torna cansativo. O filme corre quando precisa, se torna tenso quando precisa, torna a correr e ficar tenso para então ficar muito tenso e então acabar, tudo quando precisa.

As cenas dos zumbis são uma delícia à parte. No começo são de um jeito, depois de outro, e lá pro final vemos uma coisa mais parecida com o que conhecemos, os próprios zumbis revelam fases diferentes da produção do filme, da forma como estão concebidos e transpostos na tela, e isso pode ser paralelizado com a progressão do vírus que os criou.

É um filme empolgante que vale como uma alternativa ao “gore” convencional, não é o melhor filme do ano, nem o melhor filme de zumbi, mas está entre os melhores.

Mais uma coisa: o livro e o filme contam histórias diferentes, por isso que o filme é inspirado no livro e não adaptado, o livro tem uma pegada jornalística pois a guerra já acabou, e o personagem viaja o mundo para coletar os relatos dos sobreviventes, e de como se adaptaram as diferentes fases da guerra, está bem claro que são obras diferentes, quem leu o livro não vai encontrar a mesma coisa, e quem viu o filme e correr atrás do livro (como eu) vai perceber um certo complemento, são simbióticos entre sí.

Vale a pena tanto um como o outro, lembrando, essa é a minha opinião nada profissional de uma obra que deliciou-me e de outra que ainda estou no começo (apenas 9% ainda, e sou bem lento pra essas coisas).

Brad Pitt. Protagonista do filme e o cara cuja foto está aqui para ver se mais leitoras procuram o blog...

Brad Pitt. Protagonista do filme e o cara cuja foto está aqui para ver se mais leitoras procuram o blog…

Bons sonhos!!

Star Trek: Além da Escuridão – Avaliação Crítica

Por Davi Paiva e Fernando Loiola (sim! Ele voltou!!!)

 

“O espaço, a fronteira final… estas são as viagens da nave estelar Enterprise, em sua missão de cinco anos para a exploração de novos mundos, para pesquisar novas vidas, novas civilizações, audaciosamente indo onde nenhum homem jamais esteve!”

Esta frase é o ponto chave de da série Star Trek, criada em 1966 por Gene Roddenberry (1921-1991). Livros, jogos, seriados e mais recentemente, o filme lançado este ano fazem parte desta megafranquia que acompanha gerações e as influencia.

 

Gene Roddenberry, a mente por trás de tudo

Gene Roddenberry, a mente por trás de tudo

Assisti a sessão (para variar) no Tatuapé. Pouco mais de 20 pessoas em uma sessão das 12h. A meu ver, perfeito. Pude ficar isolado do povão que não calava a boca e apreciar o filme.

Comentários:

Roteiro: com esta moda dos remakes e contar as histórias a partir de trechos anteriores, imagino que deve ter sido grandioso para os fãs encontrar o Khan no filme. Eu mesmo já tinha ouvido falar muito dele.

Atuações: creio que o ator Benedict Cumberbatch ficou com um peso muito enorme nas costas. O elenco anterior foi bem no filme de 2009. E agora, ele ficou como um dos protagonistas de uma continuação. A meu ver, para um ator que ficou tão marcante no seriado britânico Sherlock, ele conseguiu ter atuações convincentes no quesito cenas de ação e expressão. Realmente era outra pessoa.

 

Benedict "Sherlock" Cumberbatch (versão Khan)

Benedict “Sherlock” Cumberbatch (versão Khan)

Cenas de ação: até o Spock que eu sempre vejo como o mais racional do grupo saiu numa porrada monstruosa com Khan! O que mais esperar? Para não falar que nem toda a cena de ação se resume em porrada. Kirk e Khan invadem uma nave pelo espaço de uma forma espetacular. Vale a pena conferir!

Trilha sonora: não notei nada. Logo não tenho do que reclamar.

Figurino: como a roupa dos personagens tem cortes e cores características, gostei da ideia de dar a cor preta ao Khan.

Cenário: comparado com o filme de 2009, eles podiam ter explorado mais locais. Eu achei poucos e aparições curtas em certos lugares. O núcleo do filme foi a cena de guerra no espaço sideral.

 

Cartaz do filme

Cartaz do filme

Em suma o que eu, Davi Paiva, posso dizer é que apreciei muito o filme. O mercado americano tem hábito de refazer do zero muitas de suas franquias para conquistar a nova geração (enquanto o japonês prefere chegar ao episódio 1000 e fazer o filho assistir ao anime com o pai). Todavia tal estratégia tem as suas vantagens: novos atores que podem um não dar certo em certos papéis (vou morrer esperando um remake de Highlander com umas cenas de ação melhores desde que mantenham a mesma pegada de trilha sonora), aproveitar melhor os recursos tecnológicos, roteiros mais elaborados pensando nas críticas de público pela internet, etc. O que não tira o legado das primeiras versões. Só nos dá a oportunidade de viver o que não pudemos (como quando saiu O Dia em Que a Terra Parou).

 

E para fechar com chave de ouro, o depoimento de Fernando Loiola:

Remakes são complicados, você tem geralmente um público fiel e, não raras vezes, shiita, que espera que todos os cânones disso ou aquilo seja religiosamente respeitados, por outro lado, existe o estúdio e os executivos que querem GANHAR DINHEIRO, muito dinheiro, e as vezes tem uma galera ali no meio que tenta aliar os dois lados. Geralmente isso dá merda, mas no caso de Star Trek de JJ Abrahams deu certo.

O filme de 2009 foi para mim perfeito em muitos aspectos, figurino, roteiro, atualização para um público diferente respeitando o antigo, trilha sonora magnífica, ainda me pego cantarolando a trilha na minha cabeça, frases de efeito e talvez o mais importante, mudar sem ser desrespeitoso, ele deixou bem claro que esse filme não vai substituir e nem mudar as obras anteriores, mas que não estamos no mesmo “universo”. Hoje em dia, as pessoas estão acostumadas a efeitos especiais de tirar o fôlego, histórias incríveis aliadas a viradas de roteiro, ação e coreografias para te grudar na cadeira e tudo mais, bom, nada disso tem a ver com Star Trek, mas isso não significa que não possa ser incorporado, é como aquela roupa que ficou fora de moda e depois de alguns anos volta as prateleiras com  um ar mais moderno e ousado.

Star Trek ajudou técnicos da NASA, foi inspiração para o celular, e inspirou muitos físicos e astrofísicos. Ninguém pode tirar isso dessa franquia.

Agora, no seu retorno, temos mais ação, mais viradas de roteiro, mais respeito a obra original, e mais da bela e empolgante trilha sonora.

Sem entregar spoilers, a trama coloca a Enterprise e seus tripulantes, já bem mais entrosados, em uma missão que bem sucedida… “só que não”. Um racha de confiança e de relacionamentos. Uma morte e uma descida ascendente de vingança e suas conseqüências.

O filme tem um bom roteiro que te deixa ligado, preferencialmente se você já tiver assistido o anterior. Não é imprescindível, mas ajuda no clima. Tem escorregões de roteiros que é preciso abstrair, nada que atrapalhe, mas não custa avisar.

Na minha humilde opinião, o filme segue o anterior, sem qualquer perca de qualidade. JJ Abraham conseguiu manter e corresponder expectativas e criar um problema para si próprio no quesito qualidade para um eventual 3° filme.

PS: aparecem klingons, e eles são fod@s!!

Homem de Ferro 3 – Avaliação Crítica

Por Davi Paiva

 

            ATENÇÃO: SPOILERS!!!

Oi, pessoal. Tudo bem? Espero que sim.

Novamente saio da minha especialidade (livros). Mas podem deixar que volto a eles sem problemas. E conto com a opinião de vocês.

Dia 27/04 fui assistir ao terceiro filme do Homem de Ferro no Cinemark do Tatuapé (meu cinema preferido). Não foi uma sessão ruim. Ao contrário de quando eu fui ver Os Vingadores, não tinha nenhum garoto comentando o filme com o pai que me obrigou a dar um soco na cadeira dele (risos). Então vamos para os comentários.

Roteiro: uma coisa que aprendi é que filme de livros e HQs não existem. O que existem são ADAPTAÇÕES das obras para o cinema. E nesta conversão, muita coisa se altera ou se perde. Fui colecionador de HQs de 1997 a 2004 e pelo que lembro de uma das poucas revistas que vi dele, o Mandarim não é aquele panaca que colocaram no filme. Esta pra mim foi a falha principal.

Agora do roteiro como um todo: dizer que os eventos de Nova York afetaram o Tony Stark soou estranho. Só porque ele foi o único integrante do grupo a ir para a outra dimensão? A meu ver não serve de justificativa. O Capitão América pode ter o soro ajudando-o a superar o medo, Thor vive de lutas contra seres esquisitos e o Hulk nem se importa. Mas se for assim, coloquem a Viúva Negra e o Gavião traumatizados nos próximos filmes.

Outras coisas que eu notei é que o filme foi muito tão mais voltado a mostrar o Tony que as armaduras ficaram muito fácil de serem tiradas ou retiradas. E que eu lembre, o estilo de lutar do Homem de Ferro é mais voltado pro “bater e usar os recursos da armadura”. Aquela luta contra aquela mulher sem a armadura ou invadir a mansão soaram muito “James Bond”.

Por último sobre o roteiro, uma cena tosca, uma marcante e outra “modafóca”: a tosca foi a Pepper usar a armadura (quer dizer que ela tem exatamente as mesmas medidas que o Tony? Como assim??). A marcante foi a cena que ela acha que Tony está morto e eles imitam o funeral do Ayrton Senna e por último, o resgate no ar das 13 pessoas (segundo os meus conhecimentos de Medicina, eles morreriam antes mesmo de caírem, mas a gente perdoa…).

Homem de Ferro 3 homenageia Ayrton Senna

Homem de Ferro 3 homenageia Ayrton Senna

Atuações: todas ficaram muito boas. Até o Bem Kingsley pareceu um babaca por causa do roteirista (antes da revelação, ele estava um Mandarim convincente apesar do vilão original ser chinês).

Trilha sonora: não reparei muita coisa nela. Então creio que ficou na camada rasa da coisa.

Cenas de ação: a meu ver, a armadura perdeu muito poder de fogo se comparada com a dos Vingadores. Como falei antes, tornaram o Tony um artista marcial e quando não era isto, um raio repulsor das mãos ou do peito dele faziam a diferença. Cadê os lasers cortadores de robôs de Homem de Ferro 2? E os mísseis dos ombros e joelhos de Os Vingadores? Mais de 40 armaduras e nenhuma fez tanto assim? WTF!

Final: se era pra se livrar do imã que impedia os fragmentos de matarem-no, por que o Tony não fez isto antes? Até mesmo em Os Vingadores ele disse que aquilo era parte dele. E eu não imagino uma pessoa cicatrizando um buraco no peito. Por outro lado foi uma desculpa mais convincente pra dar um final ao herói que o terceiro filme do Batman.

 

Tony Stark e sua coleção de armaduras (não me perguntem o motivo, mas gosto da primeira)

Tony Stark e sua coleção de armaduras (não me perguntem o motivo, mas gosto da primeira)

Apesar do que deixo parecer escrevendo este texto, gostei do filme. Porém uma coisa que creio é que toda obra deve tomar como base a anterior e se aperfeiçoar. O Espetacular Homem Aranha, por exemplo, é melhor que o primeiro filme e (principalmente) o terceiro. Mas não ganha de Homem Aranha 2 nem ferrando. Homem de Ferro 3 não superou o 2 e muito menos Os Vingadores.

Infelizmente a cena bônus depois dos créditos não era lá grande coisa. Eu esperava assistir ao trailer de algum próximo lançamento, mas o que passou foi… não vou contar! (risos)

Obrigado a todos pela leitura.

Samurai X – O filme

Por Davi Paiva

 

Quem me conhece, sabe que considero três animes como os maiores da história: Cavaleiros do Zodíaco, Dragon Ball Z e Yuyu Hakusho. Abaixo destes três “titãs”, está Samurai X.

Muitas vezes procuro refletir sobre os fatores que levaram estes três a fazer tanto sucesso. E o que vejo é que eles tinham muitas lutas com efeitos devastadores. Marcou a época ver isto. Contudo a meu ver, a saga de Kenshin foi além disto: mostrou em termos explícitos por que cada personagem lutava. Muita gente por aí filosofa sobre o caráter motivacional que o Goku nos traz. A vantagem da obra de Nobuhiro Watsuki é que você não precisa se esforçar muito. E diferente de muito anime de ninja espalhafatoso, a história fluía bem.

E como era de se esperar no mundo capitalista em que vivemos o filme com atores reais foi produzido pela Warner Bros. Eu o vi tanto com olhar crítico quanto com olhar de fã. Acreditava que seria ou algo extremamente ruim como foi o filme do Dragon Ball ou algo que eu sempre falo que é um filme que dá pau a pique com o livro, como em O Conde de Monte Cristo ou O Senhor dos Anéis. Agora digo o que achei dele:

Samurai X - o filme

Samurai X – o filme

Roteiro: o filme engloba as edições 1 a 8 do mangá na edição brasileira e dá uma pequena mescla de como Kenshin ganhou a sua cicatriz. Portanto cortaram muitos capítulos do mangá e fizeram alterações que surpreendem o público, como Jin-E ser um contratado do Takeda Kanryuu, Aoshi não estar no filme e outros. Confesso que se não fosse pelo fato de eu ser fã do mangá e saber que o filme veio de uma história adaptada, eu o acharia bem ruim.

Atuações: eu considerei as atuações boas. Nenhum pareceu fugir muito de seus personagens.

Trilha sonora: boa, mas um pouco repetitiva no que se refere às aparições do Takeda.

Cenas de ação: foi uma boa sacada mudarem o Kenshin de mestre no uso da espada para um lutador que soubesse se virar também com as mãos vazias. Sem contar que os efeitos de velocidade que deram a ele traduziram muito bem em linguagem cinematográfica a velocidade do estilo Hiten Mitsurugi Ryuu. Até mesmo algumas técnicas do protagonista são exibidas. Só não considero as cenas de ações perfeitas pelo fato do Hajime Saitou não ser o usuário freqüente da sua técnica de perfuração Gatotsu e por Sanosuke não arrebentar tudo com sua Zanbatou.

Figurino: quando você começa assistindo ao filme você vê o Kenshin com uma roupa diferente da original e mais pra frente, Kaoru lhe dá umas vestes que disse serem de seu pai. Quando você vê o protagonista com o quimono magenta, dá até vontade de dizer “aí sim”. Entretanto foi legal passarem a ideia dele ser um andarilho de vestes surradas. Tudo bem que alguns personagens como Hannya e Shikijou fugiram completamente do que conhecemos e outros ficaram no meio termo, como Sanosuke que não teve o ideograma em suas costas mais trabalhado e o cabelo do Saitou faltava umas pontas soltas… mas deu pra perdoar.

Cenário: tanto a guerra no início quanto a invasão da mansão e a luta contra Jin-E tiveram cenários tal qual o do mangá. A única coisa que não consigo entender é por que não fizeram a luta contra o Sanosuke no campo aberto tal qual na versão original?

Estas foram as impressões que tirei ao assistir ao filme. Em suma não é algo vergonhoso de se ver como a cara de bolacha do ator que faz o Kira no filme do Death Note e nem chega a ser a coisa magnífica que vi no filme O Conde de Monte Cristo na versão de 2002. Todavia é algo que vale a curiosidade.

Pra quem não viu o filme, vale a pena procurar. E pra quem quiser ler o mangá, aproveitem que a editora JBC está relançando-o.

Bom filme, pessoal!

Abraham Lincoln – Caçador de Vampiros

            Não é preciso ser um gênio para saber o quanto os americanos exaltam seus presidentes. Notas de dólar, monumentos e filmes estão aí para provar. E para quem estuda história americana, sabe que Abraham Lincoln fez por merecer o seu rosto esculpido no Monte Rushmore.

            O livro de Seth Grahame-Smith (Ed. Intrínseca, 2010) refaz a vida do décimo sexto presidente dos Estados Unidos introduzindo nele um fato curioso: de que ele era um caçador de vampiros e todos os fatos reais (da presidência ao seu assassinato) tinha algo a ver com sua “identidade secreta”.

            Sobre o livro: é divertido, ousado e fascinante. Em suas mais de 300 páginas Grahame-Smith conseguiu sintetizar a vida de Lincoln e no intervalo de um período e outro, colocou o desejo dele de exterminá-los. Com as fotos e as notas de rodapé, você perde a noção do real e ilusório e passa a crer que realmente o Honest Abe como era chamado poderia exterminar a família Cullen (para a nossa alegria…).

            Sobre o filme: para variar, quem leu o livro não deve ter gostado muito do filme. Mas pensando na produção de Tim Burton individualmente, ela não é ruim. Nele vemos um Abraham mais artista marcial (outro que saiu da escola Matrix, até onde vi, o primeiro filme americano que colocou atores pra lutar algo mais próximo das artes orientais cujos sobrenomes não fossem Norris, Van Damme ou Seagal) que lida com vampiros vulneráveis à prata e que podem ficar invisíveis, mas não ficou explicado por quanto tempo eles podem fazer isto nem como cancelar. Às vezes bastava arremessar um chapéu neles para voltarem a ficarem visíveis… como vi o filme legendado, reconheço que os atores e suas vozes, bem como as maquiagens e figurinos ficaram muito bons. Porém as inclusões dos poderes dos vampiros bem como a falta de detalhes do livro e mais enfoque nas ações (porque cinema é porrada! Ou vai me dizer que você não comprou o seu DVD de Os Vingadores e pulou direto pra batalha em Nova York ?) deixou um pouco a desejar. Destaque para a cena da mudança de fase na vida de Lincoln deixando de ser caçador para se tornar presidente. Fotografia nota 10.

            Segue o trailer do filme, pra quem ainda não viu:

            http://www.youtube.com/watch?v=fp46Hvzflxo

            E pra quem não leu o livro, ele sai por R$ 30 reais em média em livrarias.

            Boa leitura e bom filme, galera!

 

P.S.: gostei tanto do último capítulo do livro que já perdi a conta de quantas vezes o li. Fodástico!