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Livro: O Velho e O Mar

Por Davi Paiva

 

Confesso que li este livro porque foi exigido pela faculdade. Contudo isso não o torna melhor ou pior. A experiência foi magnífica e daí a necessidade de fazer a resenha.

O autor da obra, Ernest Miller Hemingway (1899 – 1961), não poderia ser uma pessoa mais digna de nota: dono de um estilo seco com uso de sentenças curtas, teve vários relacionamentos, casou quatro vezes, foi jornalista cobrindo a Guerra Civil Espanhola e pertenceu a uma geração de escritores denominada Geração Perdida (escritores americanos que viveram na Europa. Principalmente em Paris na década de 20). E por último cometeu suicídio. Detalhe: seu pai, dois irmãos e uma neta também morreram da mesma forma.

Ernest Miller Hemingway (1899 - 1961)

Ernest Miller Hemingway (1899 – 1961)

Para quem não conhece, “O Velho e O Mar” narra a história do velho Santiago, que passa um dia inteiro tentando pescar um peixe-espada. A caçada ocorre em meio às dificuldades do pescador, monólogos e lembranças de de seu passado. Apesar de ser um romance, como ele é um texto de pouco espaços e curto tempo (todos os eventos ocorrem em três dias e três noites) eu o vejo mais como um conto.

O Velho e O Mar (ed. Bertrand Brasil)

O Velho e O Mar (ed. Bertrand Brasil)

Tudo bem que eu falando parece ser uma obra simples. Contudo um ano depois dela ser escrita em 1952, Hemingway ganhou o Pulitzer em 53 e em 54, o Nobel de Literatura (uau!!!).

Por que indico esta obra: é incrível ver como Hemingway conseguiu retratar o idoso. Eu mesmo quando li este livro, me senti o velho com as dores nas mãos e costas tentando puxar a linha e conseguia visualizar os seus fluxos de consciência lembrando do passado. Outra coisa que chama muito a atenção é o respeito de Santiago pelas pessoas como o garoto que trabalhava com ele ou de seres inanimados, como o mar:

O velho pensava sempre no mar como la mar, que é como lhe chamam em espanhol quando verdadeiramente o querem bem(…) [Os pescadores novos] ao falarem do mar dizem el mar, que é masculino. Falam do mar como um adversário, de um lugar ou mesmo de um inimigo. Entretanto o velho pescador sempre pensava no mar no feminino e como se fosse uma coisa que concedesse ou negasse grandes favores; mas se o mar praticasse selvagerias ou cruedades, era só porque não podia evitá-lo

Indicado para: quem quiser ver uma história simples e cativante de um velho pescador.

Obrigado e boa leitura!

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