Livro: série Artemis Fowl

Por Davi Paiva

 

Sou um leitor da “geração Harry Potter”, que acompanhou a grande explosão da literatura fantástica infanto juvenil (infelizmente de autores internacionais em maior parte) no Brasil. E é claro que nessa longa estrada da vida eu conheci muita gente que compartilhava do meu gosto literário e que por sua vez, me indicava obras similares. E sendo uma delas o outro autor do blog, JJ Posthumus, é claro que uma hora me indicaram a leitura da série Artemis Fowl (Eoin Colfer, publicado pela Galera Record). Na época os três primeiros livros da série já estavam impressos e agora que tudo acabou confesso que foi uma longa e divertida jornada de altos e baixos com uma surpresa aqui e uma risada ali.

Eoin Colfer, a mente (ardilosa) por trás da história

Eoin Colfer, a mente (ardilosa) por trás da história

Caso você não saiba do que estou falando, aqui vai um pequeno resumo: Artemis Fowl II é um garoto de doze anos e o último descendente da família Fowl, uma lendária família de criminosos da Irlanda. Um dia o seu pai resolve largar o mundo do crime e abrir uma indústria na Rússia. A máfia não gosta e explode o seu barco, deixando ao jovem a tarefa de gastar quase toda a fortuna da família procurando o pai enquanto a mãe está abalada. Com o dinheiro quase no fim o garoto tem a ideia de repor tudo com um sequestro. Mas não com uma pessoa qualquer e sim com uma fada (?). Ou se preferir, um leprechaun e exigir o seu pote de ouro como resgate (??). O que ele não contava é que a fada/leprechaun que ele sequestrou seria nada menos do que uma integrante de LEP, a Liga da Elite da Polícia do mundo das fadas, o que equivale a uma SWAT de lá (???). Dali em diante a vida de Artemis muda radicalmente e ele se vê em meio a conflitos com não-humanos e humanos às vezes como vilão, às vezes como herói e às vezes… como ele mesmo.

Aliados vão aparecendo na história além de seu mordomo Butler, um sujeito de mais de 2m de altura que quebra mão de batedores de carteira sem olhar para eles (!!!). Assim como inimigos e como eu disse, se até uma raça subterrânea aprende a temer o personagem principal… é claro que os humanos também aprendem mais cedo ou mais tarde que Artemis não pode ser subestimado.

Minha coleção dos oito volumes.

Minha coleção dos oito volumes.

Agora vamos a uma análise dos 8 livros (sei que a série possui um especial chamado Arquivo Artemis Fowl além de uma série de graphic novels. Contudo não os tenho e nem os li até o momento em que escrevo esse artigo):

 Livro 1: Artemis Fowl – O Menino Prodígio do Crime

Ano de publicação: 2001.

Resumo: no primeiro volume conhecemos o jovem, ardiloso e brilhante Artemis bem como acompanhamos o seu mirabolante crime de sequestrar a fada/leprechaun/elfo Holly Short e todos os contra-ataques da LEP rechaçados pelo seu planejamento ou a força bruta de Butler.

Avaliação pessoal: um primeiro livro excelente. Artemis não é um “escolhido” dotado de algum poder especial nem destinado a algo esplendoroso que vá salvar o mundo das forças do mal. Aqui Artemis É o mal em um ponto de vista maniqueísta e esse volume se destaca em meio a tantas obras infanto juvenis por ter tamanho diferencial.

 

            Livro 2: Artemis Fowl – Uma Aventura no Ártico

Ano de publicação: 2002.

Resumo: Artemis conseguiu o que tanto queria: confirmar que o seu pai está vivo. Mas para tirá-lo das garras da máfia, ele terá que lidar com uma rebelião no mundo das fadas.

Avaliação pessoal: depois do impacto do primeiro livro, confesso que fiquei um pouco decepcionado com esse por ser uma obra que retrata um Artemis que é obrigado a correr, pular e fugir de seus inimigos (uma prévia do que poderá ocorrer em outras obras). O que salva o livro é a lição de moral dele, bem como as situações engraçadas e os momentos que exigem o raciocínio rápido do personagem principal. Nesse livro temos a apresentação de Opala Koboi, uma duende/diabrete que será o que Voldemort foi para o pequeno bruxo de J.K. Rowling. Só que ainda mais letal.

 

Livro 3: Artemis Fowl  – O Código Eterno

Ano de publicação: 2003.

Resumo: Artemis criou um megacomputador Cubo V. E infelizmente ele caiu nas mãos de um empresário tão criminoso quanto ele. Agora ele precisa da ajuda do Povo das Fadas para recuperá-lo antes que a existência dos Elementos de Baixo (como são chamados o povo das fadas) seja revelado (algo que o computador é capaz de fazer).

Avaliação pessoal: esse livro uniu as qualidades dos dois primeiros livros e o trabalho ficou sensacional! Artemis sofre um grande golpe. Mas sua revanche é magnífica!

 

Livro 4: Artemis Fowl – A Vingança de Opala

Ano de publicação: 2006.

Resumo: Opala não só consegue escapar do presídio como também arma um plano que envolve mortes e intrigas! Cabe a Artemis & Cia. deterem os planos dela.

Avaliação pessoal: só o fato de haver a perda de um personagem tão carismático (não vou dizer qual é) já é um grande choque para os fãs da série. Maior do que a resolução do conflito entre Artemis e Opala é como o garoto recupera a memória (ele e Butler tiveram suas lembranças apagadas pelo Povo).

 

Livro 5: Artemis Fowl – A Colônia Perdida

Ano de publicação: 2007.

Resumo: nem todas as criaturas foram para o subterrâneo. Nesse livro conhecemos os demônios que colocaram a sua ilha em um espaço atemporal quando a guerra entre os humanos e os não-humanos estava pendendo para o lado dos primeiros. Artemis nota que eles estão voltando a aparecer em nosso mundo e se lança em uma empreitada contra essas criaturas.

Avaliação pessoal: creio que o grande forte desse livro foi a inclusão de novos personagens e as mudanças que ocorrem com os que já constam na história. Não digo que ele é ruim e sim um preparativo para o que está por vir…

 

Livro 6: Artemis Fowl – O Paradoxo do Tempo

Ano de publicação: 2009.

Resumo: a mãe de Artemis está morrendo e para curá-la é necessário uma enzima produzida por uma raça de lêmures extinta pelo próprio Artemis. Para salvá-la, o garoto terá que voltar no tempo e enfrentar um oponente frio e muito calculista: ele mesmo aos 10 anos.

Avaliação pessoal: incrível! Colfer não só fez um trabalho excelente falando sobre viagens no tempo como também faz uso de todas as informações nos livros e sempre surpreendendo o leitor com planos de vilões e contra planos excelentes!

 

Livro 7: Artemis Fowl – O Complexo de Atlântida

Ano de publicação: 2011.

Resumo: Artemis manifesta sintomas do Complexo de Atlântida, uma doença causada em humanos pelo seu contato com a magia do Povo das Fadas. Ao mesmo tempo um vilão causa problemas aos Elementos de Baixo e cabe ao protagonista detê-lo… ainda que abalado psicologicamente.

Avaliação pessoal: em minha humilde opinião, achei livro o mais fraco da série toda. Tudo bem que as pessoas gostam de ver um herói se reerguer, o que quer dizer que ele precisa cair. Entretanto a queda sofrida por Artemis nesse volume é decepcionante e o desfecho um pouco desagradável.

 

Livro 8 (final): Artemis Fowl – O Último Guardião

Ano de publicação: 2013

Resumo: Artemis está de volta! Infelizmente sua grande inimiga Opala Koboi também deu o seu jeito de voltar a ativa com um plano que envolve toda a destruição da raça humana libertando as almas de antigos guerreiros élficos chamados de Furiosos e o extermínio da raça humana.

Avaliação pessoal: com o desfecho para Opala, a história acaba como sempre foi: ação, aventura, humor e estratégia. Creio que os fãs mais “xiitas” podem alegar que ela poderia continuar com novos inimigos. Mas oito volumes já está de ótimo tamanho e o tal encerramento é algo digno de Artemis.

 

Como eu disse em outro artigo, aos poucos quero deixar de lado a literatura infanto juvenil até o seu próximo boom literário e nesse meio tempo, me dedicar aos clássicos de J. Verne, A. C. Doyle e outros trabalhos de autores nacionais que não escrevam no estilo que quero me ausentar. Mas assim como em A Mão Esquerda de Deus, vejo um diferencial nessa obra de um personagem que não nasce com dos extraordinários e nem é um escolhido pelo destino ou deuses a combater o mal. Ele muda o seu caráter e amadurece ao ponto de reconhecer o que é o certo, o errado e as ações do anão Palha Escavator, personagem também bastante divertido.

 

Obrigado pela leitura e espero que gostem dos livros!

Pré release – Nascidos dos Deuses

Por Rafael “Lionheart” N. S.

 

A guerra em Theros está apenas no meio, e sua saga continua em Nascidos dos Deuses (Born of the Gods), com pré release 1º e 2 de fevereiro de 2014.

 

pré release de "Born of the Gods" nos dias 01/02 e 02/02. Não percam!

pré release de “Born of the Gods” nos dias 01/02 e 02/02. Não percam!

Além da continuação da história (para quem a acompanha), temos também o lançamento da nova coleção. E para quem não quer esperar até o lançamento das novas cartas e o tão esperando evento de lançamento e pré release.

 

Em um evento de pré release, você tem a oportunidade de jogar com os cards mais novos nos seguintes formatos:

 

Deck Escalado — cada jogador recebe um Pacote de pré release de Nascidos dos Deuses para construir um deck.

 

Gigante de Duas Cabeças Selado — cada equipe de dois jogadores recebe dois Pacotes de pré release de Nascidos dos Deuses para construir seus decks (um Pacote de pré release por jogador. Os jogadores não precisam escolher a mesma cor.)

 

Cada Pacote de pré release de contém itens criados especificamente para o Caminho do Herói escolhido.

 

2 boosters de Nascidos dos Deuses;

3 boosters de Theros;

1 booster escalado;

1 card promocional;

1 cartão de atividade Domine seu Destino;

1 marcador de pontos de vida Spindown;

1 carta de boas vindas ao Caminho do Herói;

1 Card de Herói;

Para este evento, os jogadores podem utilizar no deck do torneio os cards promocionais incluídos em seus Pacotes de pré release.

Cards promos de Nascidos dos Deuses

Cards promos de Nascidos dos Deuses

Prêmios: cada Torneio de pré release de Nascidos dos Deuses incluirá boosters de Nascidos dos Deuses. Entre em contato com o organizador do torneio de pré release local para obter informações específicas sobre o evento, a taxa de inscrição e a distribuição de prêmios.

 

Além do evento principal do Torneio de pré release, algumas lojas também podem oferecer duelos abertos.

 

Duelo Aberto — Cada jogador de Duelo Aberto recebe:

1 Première Pack de Nascidos dos Deuses

 

Os participantes do Duelo Aberto usam o Première Pack para jogarem uns contra os outros, assim como contra os jogadores do torneio de pré release que estiverem esperando pela próxima partida. Todos os jogadores devem ser incentivados a ajudar os participantes do Duelo Aberto a aprender a jogar Magic.

 

Para conferir as cartas da nova coleção, basta conferir o seguinte link aqui.

Obrigado a todos(as).

Livro: O Velho e O Mar

Por Davi Paiva

 

Confesso que li este livro porque foi exigido pela faculdade. Contudo isso não o torna melhor ou pior. A experiência foi magnífica e daí a necessidade de fazer a resenha.

O autor da obra, Ernest Miller Hemingway (1899 – 1961), não poderia ser uma pessoa mais digna de nota: dono de um estilo seco com uso de sentenças curtas, teve vários relacionamentos, casou quatro vezes, foi jornalista cobrindo a Guerra Civil Espanhola e pertenceu a uma geração de escritores denominada Geração Perdida (escritores americanos que viveram na Europa. Principalmente em Paris na década de 20). E por último cometeu suicídio. Detalhe: seu pai, dois irmãos e uma neta também morreram da mesma forma.

Ernest Miller Hemingway (1899 - 1961)

Ernest Miller Hemingway (1899 – 1961)

Para quem não conhece, “O Velho e O Mar” narra a história do velho Santiago, que passa um dia inteiro tentando pescar um peixe-espada. A caçada ocorre em meio às dificuldades do pescador, monólogos e lembranças de de seu passado. Apesar de ser um romance, como ele é um texto de pouco espaços e curto tempo (todos os eventos ocorrem em três dias e três noites) eu o vejo mais como um conto.

O Velho e O Mar (ed. Bertrand Brasil)

O Velho e O Mar (ed. Bertrand Brasil)

Tudo bem que eu falando parece ser uma obra simples. Contudo um ano depois dela ser escrita em 1952, Hemingway ganhou o Pulitzer em 53 e em 54, o Nobel de Literatura (uau!!!).

Por que indico esta obra: é incrível ver como Hemingway conseguiu retratar o idoso. Eu mesmo quando li este livro, me senti o velho com as dores nas mãos e costas tentando puxar a linha e conseguia visualizar os seus fluxos de consciência lembrando do passado. Outra coisa que chama muito a atenção é o respeito de Santiago pelas pessoas como o garoto que trabalhava com ele ou de seres inanimados, como o mar:

O velho pensava sempre no mar como la mar, que é como lhe chamam em espanhol quando verdadeiramente o querem bem(…) [Os pescadores novos] ao falarem do mar dizem el mar, que é masculino. Falam do mar como um adversário, de um lugar ou mesmo de um inimigo. Entretanto o velho pescador sempre pensava no mar no feminino e como se fosse uma coisa que concedesse ou negasse grandes favores; mas se o mar praticasse selvagerias ou cruedades, era só porque não podia evitá-lo

Indicado para: quem quiser ver uma história simples e cativante de um velho pescador.

Obrigado e boa leitura!

Filme: O Hobbit – A Desolação de Smaug (avaliação crítica)

Por Davi Paiva

 

O que se esperar do segundo filme de uma trilogia norte americana?

Que ele seja melhor que o primeiro!

E se ele for baseado em um livro?

Que seja melhor que o primeiro e que seja fiel ao livro!

Cartaz do filme O Hobbit - A Desolação de Smaug

Cartaz do filme O Hobbit – A Desolação de Smaug

Sejamos francos. Essa minha linha de raciocínio não está errada. E é mais ou menos com ela que o povo foi aos cinemas assistir ao segundo filme baseada na trilogia de J.R.R. Tolkien, O Hobbit – A Desolação de Smaug (2013).

Não vou mentir: não li o livro embora conheça a sua história graças a uma graphic novel emprestada pelo outro autor deste blog, o Fernando “Oneiros”. Mas já tinha uma grande expectativa por ele graças a amigos que comentavam muito bem dele em redes sociais (mais tarde quando fui assistir ao filme Frozen, aprendi a não confiar tanto em certas opiniões…) e não me arrependi de ter ido sozinho ao Mooca Plaza Shopping assistir ao filme do jeito que mais gosto: legendado e não sendo em 3D.

O que posso dizer? Vamos ao meu velho jeito de comentar:

Roteiro: como sempre falo, criar uma história zero não é fácil. Em conversa com o Fernando ele alega que há uma gafe de que o Gandalf em O Senhor dos Anéis – A Sociedade do Anel não sabia que Sauron havia retornado. E agora nesse filme, ele descobre. Logo… como ele pôde não saber? Será que ele terá uma amnésia no próximo filme (Lá e De Volta Outra Vez, previsto para o fim de 2014)? Além disso, o ponto em que discordamos é do ligeiro affair entre o anão Kili e a elfa Tauriel. Eu achei legal e o meu amigo não (o que rendeu uma hilária disputa de queda de braço para ver quem estava certo…).

No resto, posso dizer que esses roteiros estão cada vez mais voltados para ação e que tudo que ali ocorre é mais voltado para cativar e impressionar o público. Nada contra: fiquei impressionado mesmo…

 

Atuações: não gosto do Orlando “Legolas” Bloom e vê-lo voltando a atuar em um papel como esse é algo que deixa a desejar (podiam ter escolhido um ator melhor). Todavia a “sorte” desse ator é que ele sempre é eclipsado por outros melhores (é só assistir aos filmes Troia e Piratas do Caribe que entenderão do que estou falando…) e todos salvam a produção.

 

A atriz Evangeline Lilly, que interpreta a elfa Tauriel (inclusão de personagem não existente no livro que a meu ver, deu certo)

A atriz Evangeline Lilly, que interpreta a elfa Tauriel (inclusão de personagem não existente no livro que a meu ver, deu certo)

Cenas de ação: Legolas radical (não gosto dele atuando. Lutando é outra conversa…)! Anão em barril com atropelar! Smaug apelão! E muitos orcs matando ou sendo mortos! Nesse quesito, O Hobbit – A Desolação de Smaug merece o título de “o segundo filme é sempre bom!”

 

Trilha sonora: é uma típica orquestra ou um pouco cantiga medieval. Tudo o que é esperado de um filme norte americano sobre um mundo fantasia. O que não quer dizer que seja ruim.

 

Figurino: também não tive do que reclamar. Tudo ali pareceu dentro do cabível para um cenário de Tolkien e com qualidade.

 

Cenário: também foi bem criado e variado: campos abertos, florestas, cidades e a montanha com as suas riquezas.

 

Agora aqui abro um espaço para avaliar o personagem mais rico da ficção (por enquanto! Tenho planos de escrever um mais rico ainda…). O dragão Smaug.

Benedict Cumberbatch na produção de Smaug. Que versatilidade!!!

Benedict Cumberbatch na produção de Smaug. Que versatilidade!!!

Eu já sabia que ele havia sido dublado e interpretado graças aos sistemas de sensores pelo ator Benedict Cumberbatch, que cada vez mais se destaca pela sua versatilidade. E como eu disse antes, assistindo ao filme legendado pude apreciar melhor o tom de voz empregado.

O dragão Smaug. Mítico!!!

O dragão Smaug. Mítico!!!

Por mais que o meu primo que é dono do blog Detonerds (quem quiser conhecer, clique aqui. O garoto é novo. Vamos dar uma força a ele) não tenha gostado, dou apoio ao meu amigo Fernando que alega que aquele foi o melhor dragão já criado no cinema. E isso não ter a ver somente com tecnologia: a presença, as falas e as atitudes de Smaug fizeram dele um monstro temido pela sua inteligência e capacidade de se impor.

Concluindo: assim como em Homem Aranha 2, A Hora do Rush 2 e O Retorno da Múmia, O Hobbit – A Desolação de Smaug é um filme que eu apreciei bastante e espero que o terceiro filme seja bom (ao contrário do que a continuação de qualquer um dos que citei…). Acredito que será, pois é uma produção que a New Line Cinema tem investido pesado em elenco e em efeitos.

Vou ficar a postos para assistir ao terceiro filme. E espero que vocês que estejam lendo voltem para ver a minha resenha de Lá e De Volta Outra Vez.

 

Obrigado a todos(as).

Espada, Arco e Machado apresenta seu novo integrante – José Joaquim Valério Neto

Por Davi Paiva

 

Quando criamos o blog, já tínhamos em mente a ideia de chamarmos mais pessoas para escreverem conosco. Tivemos alguns voluntários que infelizmente nunca corresponderam às nossas expectativas por serem pouco ligados ao nosso projeto de escreveremos não só sobre coisas do mundo nerd como também coisas das quais gostamos. Alguns blogueiros queriam gerar receita com propaganda e outras coisas mais voltadas para área comercial enquanto nós temos mais interesse em criar um blog conhecido e que as pessoas gostem de ler. Depois pensamos em lucros (e isso será com bastante calma. Eu particularmente já trabalho com escrita e ter um espaço onde eu escrevo do que eu quiser e quando eu puder me dá uma sensação de liberdade).

José Joaquim Valério Neto - JJ Posthumus

José Joaquim Valério Neto – JJ Posthumus

Conhecemos o JJ já faz um bom tempo. Frequentávamos o CEU Pq. Veredas (zona leste de São Paulo) em 2004 onde o grupo dele de amigos jogava bastante o RPG Vampiro – A Máscara e simpaticamente eles tinham o apelido de “Vampiros do CEU” e recentemente tivemos uma conversa sobre a proposta de incluí-lo como autor e foi de bom grado que ele recebeu a proposta. A seguir uma entrevista que fiz com ele para vocês conhecerem-no melhor:

EAM: como se deu o seu contato com as coisas do “mundo nerd”?

JJ: Não lembro muito bem quando, mas a ascendência foi decorrente do clássico game Final Fantasy VII, no final dos anos 90. Na época não conhecia RPG nem muita nerdice, mas gostava tanto do game que quando peguei uma revista com o detonado do jogo, eu não a usava para descobrir os passos da trama, mas sim a trama em si…

Uma vez folheando a tal revista, vi que falava de vampiros. No início estava receoso com o caso, mas resolvi ler e me apaixonei pelo tema vampiro, com seus clãs, seitas e que nenhum vampiro na verdade é bom.

Meses depois eu e mais um amigo estávamos sendo voluntários em uma escola próximo a minha casa, quando fiquei sabendo que tinha um grupo de RPG que jogava lá. Conhecemos o pessoal, montamos ficha, jogamos vampiro e daí em diante as nerdices foram crescendo a cada dia e 12 anos depois estou aqui!

 

EAM: como você o mercado nos dias de hoje em todas as mídias (livros, filmes, seriados, cardgame, videogame, RPG Online, etc.)?

JJ: É um pouco complicado falar de mercado nerd, mas está cada vez mais acessível para quem quer ter acesso, falo por opinião de anos de xerox…

Mas de modo geral está indo muito bem, apesar de ainda fraco e poucas lojas especializadas…

 

            EAM: “ser nerd” até um tempo atrás era uma coisa ruim. Eu tenho a tese pessoal de que como o capitalismo tem a tendência de abraçar as massas rejeitadas para que elas adquiram produtos, ser um passou a ser uma coisa boa. Temos filmes sobre nerds, seriados, eventos e hoje temos até gente famosa que se diz ser nerd. Seja ela uma pessoa mais inserida no meio como a Mega Fox ou até um jogador de futebol como o Neymar Jr., que coloca um óculos de aro grosso com uma camisa xadrez e se diz um. O que acha dessa mudança?

JJ: No meu conceito “nerd”, não é ter um visual diferente, mas ter certo conhecimento que nós buscamos por prazer em saber.

No caso dessa nova geração, não sei nem o que falar… acho que eles querem dizer ser nerd para chamar atenção, pois agora, ser nerd “é ser descolado” (acho que é isso que se passa na cabeça oca deles…).

Não mesmo!

 

            EAM: “nerdismo” é uma coisa bem ocidental a meu ver. O que pensa sobre o primo nipônico desse movimento, que são os otakus?

JJ: considero como “nossos parentes distantes”…

Eu mesmo gosto muito de Animes e Mangás, claro em conjunto com meus nerdismo.

 

            EAM: e dentro desse universo japonês, o que acha de suas produções (animes, mangás, jogos, OVAs, filmes, etc.)?

JJ: Parte de um movimento nerd que se propaga pelo mundo.

            EAM: com o que espera contribuir no blog e como acha que ele pode retornar para você?

JJ: Não sei se posso muito, mas o meu melhor o farei. Já o que espero do blog, só o EAM pode dizer.

 

EAM: gostaria de deixar algum recado para os nossos leitores?

JJ: Mas é claro!

Espero que gostem do que está por vir, não só da minha parte, mas também dos meus amigos de longa data e donos do blog.

Espero vocês nos comentários…

 

RAIO X

Nome: José Joaquim Valério Neto

Apelido: JJ Posthumus; Dragão; Vampiro do céu…

Data de nascimento: 07/12/1986

Profissão: Desgastante agente de suporte ao site de vendas Tam.

Filmes: No geral, filmes bons, de todos os gêneros…

Seriados: Atualmente, sem tempo pra séries, mas tento acompanhar True Blood.

Livros: Fantasia, SteamPunk, RPG entre uns outros.

Jogos: Medievais, lutas, final fantasy, etc…

RPG: Não importa o sistema, mas sim a diversão. Gosto de temas medievais e vampiro, mas arrisco tudo em uma boa diversão.

Cardgame: Claaaaro que Magic the Gathering!

Mangás: Neon Genesis Evangelion, Samurai X, etc…

Animes / OVAs: Aaahh.. também não dá pra definir tudo…

Ser nerd pra você é: não tem definição pra mim como Nerd, apenas que eu sempre fui assim, e gosto de ser assim.

Livro: Trilogia A Mão Esquerda de Deus

Por Davi Paiva

 

Olá, pessoal. Tudo bem? Espero que sim.

Não vou mentir para vocês: títulos pomposos, capas “modafócas” e um pouco de “rádio leitor” vendem livros. E foram esses três fatores que me levaram a adquirir o primeiro livro da série, A Mão Esquerda de Deus (The Left Hand of the God, 2010, Paul Hoffman, Ed. Suma de Letras). Quando o adquiri, pensei três coisas a respeito dele:

  1. “Que capa animal!”
  2. “Que título bom!”
  3. “Ouvi falar que tem algo a ver com Harry Potter! Será?”

Dos três pensamentos só o primeiro provou estar errado. Eu não sei até hoje onde vi a comparação do trabalho de Hoffman com o da J.K. Rowling, mas repito: uma coisa não tem nada a ver com a outra.

O autor, Paull Hoffman

O autor, Paull Hoffman

A história do livro se passa na Terra em uma realidade alternativa onde o filho de Deus foi enforcado e não crucificado, assim como terras bem mescladas (uma hora eles estão no Mississipi, importante rio dos EUA. E em outra, na Suíça) e conta a história de Thomas Cale, um garoto que nem sabe a própria idade (14 ou 15 anos) e vive no Santuário do Redentor Enforcado onde é treinado nas artes de combate e estratégia militar com vários outros garotos. Cale é considerado um prodígio e não possui muitos amigos, mantendo diálogos com só outros dois garotos no Santuário: Kleist e Henri Embromador. Um dia Cale presenciará um fato que vai mudar a sua vida e vai obrigá-lo a sair do Santuário, onde passa a viver diversas situações.

Agora vamos a um raio X do três livros.

Livro 1: A Mão Esquerda de Deus (The Letf Hand of the God).

Ano de publicação: 2010.

Comentário pessoal: gostei. Tudo bem que comprei esse livro inicialmente pelos seus atrativos comerciais. Contudo não só é uma obra que serve como um divisor de águas para pessoas como eu que estão cansadas de ler sobre adolescentes lutando guerras contra adultos e criaturas enfrentadas originalmente por homens (pois mesmo Cale e seus amigos sendo extremamente habilidosos, lidam com os podres do mundo acumulando ganhos e perdas) como também ajuda a preparar um leitor para obras mais adultas e complexas.

 

Livro 2: As Últimas Quatro Coisas (The Last Four Things).

Ano de publicação: 2011.

Comentário pessoal: as andanças de cada personagem mostram uma grande evolução na vida de cada um e principalmente pela complexidade da personalidade de Thomas, você fica sem saber se o rumo que ele toma será aquele que o levará ao fim da história. Uma hora você crê que ele vai comandar um mega exército, outra hora ele é obrigado a montar um e bem mais para frente pega um segundo grupo, mescla com o primeiro e passa a lutar contra aqueles que o criaram! Incrível…

 

Livro 3: O Bater de Suas Asas (The Beating of His Wings)

Ano de publicação: 2013.

Comentário pessoal: gostei muito desse livro, pois nele há mais um parecer de que é preciso duas coisas para se criar uma lenda: fatos e pessoas que acreditem neles de um modo mitificado. Thomas Cale ganha um status ainda maior do que tinha em As Últimas Quatro Coisas e tudo isso sem um poder extraordinário como um Eragon ou um Percy Jackson. Apesar de suas perícias, Cale se mostra um humano perturbado e fragilizado não só pela sua criação como os atos que sofreu desde que saiu no Santuário. Os desfechos são satisfatórios e a única coisa que eu particularmente não gostei foram as notas iniciais e de encerramento como se quisessem dizer que o livro tem base em uma realidade existente.

 

Os livros da série A Mão Esquerda de Deus em ordem de lançamento e leitura.

Os livros da série A Mão Esquerda de Deus em ordem de lançamento e leitura.

Os outros autores deste blog, Fernando “Oneiros” Loiola e Rafael “Lionheart”, têm uma certa pré disposição a não ler obras de Escolhidos (os famosos “chosen one”) porque acreditam que a vida deles é sempre mais fácil, com pistas caindo do céu e que eles possuem habilidades extraordinárias que os equiparam aos seus inimigos, mais velhos e veteranos de guerra. Tudo bem que Cale possui um certo “poder” muito bacana para combates (não vou dizer qual. Mas aviso que não é nada que envolva magia). Só que diferente de muitos bruxos e semideuses por aí, ele não é uma pessoa que tem momentos de felicidade e se pode ver sorrindo em qualquer uma das três obras. O Anjo Exterminador (uma de suas alcunhas) sofre tanto fisicamente quanto psicologicamente pelo treinamento que passou e pelos traumas adquiridos em envolvimentos sociais e amorosos. Vendido pelos pais por seis centavos, treinado em combate desde criança, presenciando cenas horrendas e sendo traído pela única pessoa que amou sem em momento algum ser convencido de que era A Mão Esquerda de Deus deixou seqüelas graves em sua psique que repercutem em seu estado de saúde.

Indicado para quem: gosta de histórias sobre religião, Terras alternativas, guerras e queira fazer uma divisão do infanto juvenil para o adulto (a obra mescla as duas coisas, entre garotos e violência ou sexo não explícito).

Obrigado a todos.

Filme: O Hobbit – Uma Jornada Inesperada (avaliação crítica)

Por Davi Paiva

 

Como escritor, considero complicado criar uma “história zero”, que é uma história antes da história inicial. Como explicar ao público que o protagonista arrumou um inimigo? Por que aquele personagem tão legal não aparece na história popularmente conhecida? E por que o cenário mudou tanto ao ponto que conhecemos?

As mentes por trás do projeto: o diretor Peter Jackson e o escritor J.R.R. Tolkien (o que será que tinha nesse cachimbo para ele escrever tão bem???)

As mentes por trás do projeto: o diretor Peter Jackson e o escritor J.R.R. Tolkien (o que será que tinha nesse cachimbo para ele escrever tão bem???)

É claro que no caso de O Hobbit, não estamos falando de uma história que foi escrita recentemente sem nenhuma base e que veio antes da obra principal. O filme pode ser de 2012, mas o livro em si foi escrito por Sir John Ronald Reuel Tolkien (vulgo J. R. R. Tolkien) em 1937 e a trilogia O Senhor dos Anéis, entre 1937 e 1949. Todavia a apresentação dos elementos da “história zero” são um caso a parte que merecem destaque e um cuidado. Tanto não só na parte financeira como na parte artística em dar detalhes e enfoque na trama, a Warner resolveu bancar 3 filmes de um só livro. Um projeto grandioso? Sim. Só que Tolkien merece.

Para quem não conhece, o livro e a trilogia (Uma Jornada Inesperada, A Desolação de Smaug e Lá e De Volta Outra Vez, previsto para o final de 2014) contam a história do tio de Frodo, Bilbo Bolseiro, em sua jornada para a Montanha Solitária na companhia de uma comitiva de anões liderada por Thorin Escudo de Carvalho, neto do rei deposto pelo dragão Smaug. Nessa história ficamos sabendo sobre como o Um Anel foi obtido por Bilbo bem como sua espada Ferroada. Itens futuramente passados para o seu sobrinho na famosíssima trilogia de livros e filmes A Sociedade do Anel (2001), As Duas Torres (2002) e O Retorno do Rei (2003).

Uma das capas do DVD

Uma das capas do DVD

Roteiro: como não li o livro, não sei dizer o que foi adaptação, o que foi dado mais enfoque (com certeza foi a ação) e quantas músicas foram cortadas. O que posso dizer é que com espaço para produzir, senti que os detalhes foram bem colocados e esse primeiro filme foi bem introdutório.

Atuações: apesar das boas atuações do ator que fez o Throrin, os méritos são todos de Martin Freeman, que conseguiu fazer um Bilbo Bolseiro com pequenos acessos de irritação, medo e que já no primeiro filme, é seduzido pelo poder do Um Anel. Foi um trabalho tão bom que chego até a lamentar saber o fim que leva o personagem.

Cenas de ação: a priori, achei meio esquisito um filme de aventura fantástica só com anões (sou um daqueles jogadores de RPG que gosta de ter o grupo bem completo e diferenciado de raças e classes). Ainda bem que a Warner investiu pesado em efeitos para diminuir os atores e as coreografias das lutas ficaram bem convincentes.

Trilha sonora: não foi de um todo ruim. Tenho o gosto particular de não curtir atores cantando (nem todos têm formação em canto. Então eu vejo muito Autotune nos efeitos), todavia o que me chamou a atenção foi ouvir a música tema do filme O Senhor dos Anéis quando Bilbo encontra o Um Anel.

Figurino: também não tenho do que reclamar. Só acho que como o filme se passa 10 anos depois da produção de A Sociedade do Anel e por sua vez é uma história anterior a este, podiam ao menos investir mais na iluminação e maquiagem para não mostrar as rugas de Ian “Gandalf” McKellen.

Cenário: são excelentes. Não sei o que é cenário digital, de estúdio ou real quando se trata de O Senhor dos Anéis dado o capricho que dão ao trabalho de Tolkien e nesse filme, também não ficam devendo.

 

Segundo conversas que tive com leitores do livro, a obra possui uma linguagem não muito complexa e pode ser quase indicado para crianças e adolescentes. E para que o filme rendesse o suficiente para bancar mais duas produções foi necessário um enfoque em ação. Tudo bem que essa é uma sacada típica de Hollywood, contudo nem todos param para pensar que esse é o resultado de uma adaptação e não de uma transcrição do livro para a linguagem cinematográfica.

 

Obrigado a todos(as).

 

P.S.: por problemas técnicos não pudemos contar com a colaboração do Fernando “Oneiros”. Mas já conversamos e ele dará uma segunda visão dos filmes.

Livro: A Casa de Hades

Por Davi Paiva

 

Oi, pessoal. Tudo bem? Espero que sim.

Creio que todos os fãs têm ficado apreensivos com o final de cada livro da série Os Heróis do Olimpo e meu palpite pessoal é que o choque foi ainda maior com o terceiro livro, A Maldição de Atena. Logo, a expectativa pela continuação A Casa de Hades (2013, Rick Riordan. Editora Intrínseca) foi tão alta que não é a toa que alguns spoilers foram amplamente divulgados (o tema de um deles será discutido neste artigo, mais para frente).

O livro narra as aventuras do semideus filho de Júpiter Jason Grace e seus amigos também semideuses Leo (filho de Volcano), Piper (filha de Afrodite), Hazel (filha de Plutão), Nico di Angelo (filho de Hades), Frank (filho de Marte) além do sátiro Hedge em sua jornada no navio voador Argo II não só na luta contra o despertar de Gaia como também no resgate de Percy e Annabeth (respectivamente filhos de Poseidon e Atena) que caíram no Tártaro.

A Casa de Hades

A Casa de Hades

O que achei do livro: impressionante. Pela parte dos tripulantes da Argo II, eles retratam bem a falta dos amigos e dão grandes momentos para os supostos coadjuvantes brilharem (Leo, Frank e Nico. Calma que o spoiler está chegando…) bem como o clima tenso entre os dois acampamentos. Já no caso dos perdidos no Tártaro é um caso complicado. Tudo bem que não era plano deles irem para lá e logo não dava para esperar que eles contassem com comida, remédios e armas. Mas sendo um grupo já com situações complicadas, nada pior do que um deles perder a sua arma e ainda ter que lidar com N monstros. Só que por ser um livro infanto juvenil, o autor logo dá um jeito. Deus ex machina, como diz a expressão latina? Sim. Só que para a faixa etária, tudo fica mais bonito.

 

O autor, Richard Russell ''Rick'' Riordan, Jr.

O autor, Richard Russell ”Rick” Riordan, Jr.

E AGORA… O GRANDE SPOILER!!!

Eu não sei quantos spoilers foram divulgados a respeito da obra, porém um deles chamou a atenção dos leitores: quando Jason e Nico encontram o Cupido e há a revelação do motivo pelo qual o filho de Hades se afastou do Acampamento Meio-Sangue. O trecho é exatamente assim (p. 239):

“— Tive uma queda por Percy — disse Nico. — Essa é a verdade. Esse é o grande segredo”

Bom… o que dizer ou o que pensar?

A priori eu pensei que era algo a ver com o fato de Nico ter perdido a irmã cedo e ter Percy como um irmão que sem intenção, o “abandona” para ter o seu namoro com Annabeth e daí os ciúmes do filho de Hades (o mesmo alega isso na mesma página). Depois eu pensei que isso é reflexo da “modinha” de se ter uma certa gama de personagens homossexuais em histórias como uma forma de se combater a homofobia e mais tarde desisti da ideia. O que muitos tentam colocar do modo pejorativo de “modinha” na verdade é apenas reflexo da nossa sociedade que aceita cada vez mais a inclusão de personagens com variedades étnicas/religiosas/opção sexual. E por último até pensei que de todos os personagens… tinha que ser logo o Nico???

Daí, parei para pensar em diversas outras artes: música, filmes e seriados… e em pelo menos uma de cada, há personagens ou até atores homossexuais e nem por isso a obra se torna mais ruim ou menos ruim. Logo isso não desmerece o autor e nem um personagem que FOI PARA O TÁRTARO E SAIU DE LÁ SOZINHO, bem como ajudou a defender o acampamento grego no livro A Batalha do Labirinto e teve participação importantíssima em O Último Olimpiano. Conclusão: ainda que o autor não coloque com todas as letras, Nico di Angelo pode ser considerado gay. Só que ainda é o gay mais durão que já vi em um livro.

Indico esse livro em especial para: quem não liga para as preferências dos outros.

Obrigado a todos(as).

Livro: A Marca de Atena

Por Davi Paiva

Eis que finalmente os acampamentos se reúnem!

É chegada a hora em que os dois semideuses considerados os mais fortes de cada lar vão unir forças na luta contra o mal!

E cara… que capa f***!!!

É com esses pensamentos que o fã começa a ler o terceiro livro da série Os Heróis do Olimpo, A Marca de Atena (2013, Intrínseca, de Rick Riordan). Nele, o grande herói Percy Jackson, filho de Poseidon, encontra Jason Grace, filho de Júpiter. Esse encontro marca a união dos dois acampamentos (Meio-Sangue, dos semideuses gregos e Júpiter, dos semideuses romanos) na luta contra Gaia e seus gigantes e a viagem que eles fazem até Roma.

Capa (modafóca) do livro A Casa de Hades

Capa (modafóca) do livro A Casa de Hades

O que posso dizer desse livro: pela parte inicial da profecia dizer que SETE meio-sangues responderão ao chamado, dava para esperar quem iria viajar. Tudo bem que dependendo da situação, o autor poderia criar uma esquadra liderada pela Argo II, contudo creio que a grande batalha como TODO MUNDO está reservada para o final assim como ele fez com Percy Jackson e Os Olimpianos. O que posso dizer é que gostei da jogada dele para impedir que qualquer acampamento os deixassem e ainda desse algo a fazer para os grupos grego e romano.

Creio que ter dois personagens de liderança (Percy e Jason) também foi tão trabalhoso quanto mostrar um cenário novo. O pessoal que mora em Nova York deve gostar muito do livro por causa disso. Só que quando vê a mudança de cenário, devem se sentir lendo algo da mesma forma como qualquer pessoa que não é de lá: são apresentados a um lugar novo, com casas, paisagens e climas diferentes. O que é muito legal nos livros, já que eles nos fazem viajar sem sair do espaço físico em que nos encontramos.

E mais uma vez a estrela de Riordan que não aceita que os leitores de Percy Jackson estão crescendo e ainda quer vender para o público infanto juvenil brilha. E quando a Annabeth encontra Aracne, o que poderia ser alguma coisa bem legal de se criar vira só uma embromação, embora o final seja o prelúdio de algo que deixa os leitores ansiosos para o próximo livro.

O autor, Richard Russell ''Rick'' Riordan, Jr.

O autor, Richard Russell ”Rick” Riordan, Jr.

Obrigado pela leitura , pessoal!