Magic the Gathering – Formato Cubo Draft

Por Rafael Lionheart

 

Hoje, vamos falar de um formato informal do Magic: O Cubo Draft.

Primeiramente, seria bom ser familiarizado com o formato Draft (para quem não conhece, tratamos do assunto aqui no blog, falando de formatos formais e casuais).

Vamos supor que você esteja jogando Draft de uma coleção qualquer (vou usar Theros com exemplo), e seu primeiro booster, você tira as seguintes cartas:

Booster Theros Aleatorio

Numa situação dessas, qual seria a primeira carta que você pegaria?

Para muitos jogadores, não é uma escolha difícil, afinal num booster convencional, poucas cartas são realmente boas para se confirmar no deck, deixando o resto para completar o “pick”.

Mas, digamos que ao invés das cartas acima, o seu booster tivesse as seguintes cartas:

Cube Draft

Perceba, que todas as cartas do draft são boas, o que torna difícil a escolha.

Mas muitos devem estar pensando “é impossível abrir um booster assim”.

Se formos comprar um booster, sim. É impossível. Porém, o Cubo não é com boosters lacrados.

Um Cubo é composto por boosters formados por cartas pré-selecionadas. E todas essas cartas são cartas que marcaram presença no Magic.

O dono do Cubo, separa as “top das top”, e as organiza em pacotes de 15 (como se fosse um booster), e distribui aos jogadores. Daí para frente o draft ocorre normalmente.

A diferença, é que normalmente, as cartas já são abertas em shields (não creio que o dono de um cubo, deixaria suas cartas num draft sem a devida proteção) e no final do jogo, todas as cartas são devolvidas (não. Diferente de um draft de booster convencional, você não fica com as cartas, com raras exceções).

O legal do Cubo Draft é ver a versatilidade de montar um deck no improviso (como num draft), mas a única diferença, é que você sabe que todas suas cartas (assim como as de seus oponentes) são as mais poderosas do Magic. Eu achei o formato bem divertido e inclusive estou montando os meus cubos.

No próprio site da Wizards (se usar a tag Cube) aparece uma lista com as cartas para se montar um cubo, e em discussões elas são sempre atualizadas. (você não precisa montar exatamente como esta no site, mas serve de ajuda para quem tem a ideia, mas não sabe quais cartas usarem).

Infelizmente, montar um cubo para draft, não é fácil, nem muito menos barato, afinal a maioria das cartas custam acima dos R$30,00 então para um bom e completo Cubo você deve desembolsar uma boa grana: Iona, Escudo de Emeria; Jace, Escultor de Mentes; Danação; Purpuros; Tarmogoyf; entre outras são caras e difíceis de encontrar.

No meu caso, como estou me tornando adepto ao formato estou montando um Pauper Cubo Draft. Além (do meu ponto de vista) eu achar mais desafiador montar bons decks Pauper, é uma opção bem mais barata de se montar.

cube pauper

É possível encontrar varias listas para vários formatos de Cubo Draft. Basta procurar, e ver se a lista o agrada. Depois, só juntar a galera e boa diversão a todos.

Anúncios

Livros: Percy Jackson e Os Olimpianos

Por Davi Paiva

 

Tanto como leitor assíduo quanto como escritor ou vivente da época, creio que tenho o direito de expressar a minha opinião que a saga de livros Harry Potter mudou muitas concepções que tínhamos de livros infanto juvenis. Eu não lembro de ter visto anteriormente uma história que englobasse o cenário fantástico no nosso mundo real. Saber que ali na Inglaterra havia uma estação de metrô com uma passagem oculta que levava um jovem sem destaque no nosso mundo para outro onde ele era altamente reconhecido era algo magnífico. Com os três primeiros livros publicados em 2000 e o quarto no ano seguinte, dali em diante aguardamos a cada dois anos um livro novo.

Infelizmente (ou felizmente para alguns), a saga acabou em 2007 e muitos se perguntavam “e agora que nos acostumamos a ler livros em série, qual será o seu sucessor?” e como certa vez eu disse em minha página do Recanto das Letras:

O que me entristece não são as histórias que se acabam nem as pessoas que já se foram. É que não apareceu nenhuma história e nenhuma pessoa que as substituíssem”.

Já havia algumas séries em livros de relativos sucessos no Brasil e no exterior. Só que nenhuma delas conseguiu ser tão próxima de sucesso pelo livro ou pelo filme. Para alguns, a saga Crepúsculo foi o mais próximo que chegaram. Contudo fãs discordam visto que a obra de Stephenie Meyer é mais direcionada ao público feminino do que a obra de J.K. Rowling.

Onde estava a solução? Em um homem: Rick Riordan.

Segundo depoimento presente no livro O Diário do Semideus, Riordan era professor em São Francisco e tinha uma vida normal até o seu filho Haley ser diagnosticado com TDAH, que é o transtorno de déficit de atenção. Para entreter o garoto ele contava histórias de mitologia grega até que um dia Haley pediu a ele que criasse a sua. E para que o filho pudesse se identificar, fez um garoto com o mesmo problema e também com 11 anos (idade de Haley na época) que parecia não ter um lugar no mundo, mas que tinha um destino especial reservado a ele.

Rick Riordan e seu filho, Haley

Rick Riordan e seu filho, Haley

E assim nasceu Percy Jackson.

Como também sou fã de mitologia, fiquei um pouco encabulado ao imaginar um filho de Poseidon como protagonista, visto que as histórias antigas narram feitos incríveis para os semideuses filhos de Zeus, como Perseu e Hércules. Contudo arrisquei a leitura de O Ladrão de Raios e devo confessar que fiquei fascinado.

Para ficar mais fácil, vamos fazer um raio X de todos os livros da fase Percy Jackson e Os Olimpianos de uma forma que eu possa dar a minha opinião livro por livro e depois um resumo da obra como um todo.

 

Livro um: Percy Jackson e O Ladrão de Raios

Ano de lançamento no Brasil: 2008.

Sinopse: Percy Jackson é um garoto de 11 anos que vive em Nova York com em um colégio para crianças problemáticas. Ele nunca conheceu o seu pai e sua mãe vive com um padrasto com o qual ele não se dá bem. Sua vida muda quando ele é atacado por uma criatura mitológica durante uma excursão e de lá, Percy parte para o Acampamento Meio Sangue, lar de semideuses gregos onde ele saberá mais sobre o seu pai e sua missão de salvar o mundo.

O que achei: como sou estudioso da saga do herói de Joseph Campbell e leitor de Harry Potter, vi muitas coisas tanto conceituais quanto em termos de criação de história. Um protagonista que não conhece muito bem o mundo no qual é inserido ajuda o leitor a entender melhor a história e ter uma amiga inteligente como Annabeth (tal qual Hermione) e um colega engraçado como Grover (tal qual Rony) ajuda o leitor a entender a história. E tal qual a obra britânica, já vemos quem serão o “Malfoy” e o “Voldemort” da história.

 

Livro dois: Percy Jackson e O Mar de Monstros

            Ano de lançamento no Brasil: 2009.

            Sinopse: a árvore que mantém a magia protetora ao redor do Acampamento Meio Sangue é envenenada e cabe a Percy e seus amigos (incluindo um novo colega, Tyson) encontrarem o Velocino de Ouro que possa salvar o pinheiro.

            O que achei: neste volume Riordan trabalhou mais a aceitação de diferenças entre pessoas. Percy cuida de Tyson e depois que descobre algumas coisas sobre ele, passa a desgostar do sujeito. Na história são reveladas mais coisas entre os dois que culminam em um final carismático.

 

Livro três: Percy Jackson e A Maldição do Titã

            Ano de lançamento no Brasil: 2009.

            Sinopse: Grover perde ajuda a Percy e seus amigos na busca por dois novos semideuses. Infelizmente Annabeth é seqüestrada na luta decorrente e cabe a Percy com novos aliados ir em busca de sua amiga e ainda enfrentar os planos de seus inimigos. Inclusive um que foi libertado de um cárcere bem conhecido na mitologia grega.

            O que achei: um dos motivos pelos quais o Rafael Lionheart menos gosta deste volume é pelo seqüestro de Annabeth, o que a tira de boa parte da história. Entretanto a meu ver, vale a pena ver como a relação entre os dois se fortalece. Destaque para a entrada do meu personagem preferido: Nico Di Angelo.

 

Livro quatro: Percy Jackson e A Batalha do Labirinto

            Ano de lançamento no Brasil: 2010

            Sinopse: Percy e Annabeth descobrem uma passagem do Labirinto de Dédalo dentro do Acampamento. Missão: encontrar o criador e dar um jeito de selar a entrada para que os inimigos não invadam o local.

            O que achei: é um dos meus preferidos. Ação, comédia, romance, heróis tendo que se decidir em que lado vão ficar (Nico e Quintus) foi um prato cheio neste livro.

 

Livro final: Percy Jackson e O Último Olimpiano

            Ano de lançamento no Brasil: 2010.

            Sinopse: a guerra de semideuses e monstros toma Nova York. Percy e muitos outros ficam com a missão de proteger a cidade.

            O que achei: acho este livro a maior “porradaria” da história em termos de literatura infanto juvenil. Não que a Batalha de Hogwarts não tenha sido grande também. Mas esta tem como cenário um lugar real, o que torna a história mais palpável.

 

Livro extra: Os Arquivos do Semideus

            Ano de lançamento no Brasil: 2010.

            Sinopse: nele há ilustrações dos personagens, entrevistas e contos que se passam entre o quarto e o quinto livro.

            O que achei: que a editora poderia ter publicado o livro antes! Nem todos os fãs leem esta obra antes do quinto livro. E algumas coisas aqui são legais de se saber.

 

Os cinco livros da série Percy Jackson e Os Olimpianos (e também o especial)

Os cinco livros da série Percy Jackson e Os Olimpianos (e também o especial)

Avaliação como um todo: Percy Jackson é um legítimo sucessor de Harry Potter sem tirar nem por. Apresenta os conceitos da saga do herói de Campbell e as fórmulas de sucesso dos livros britânicos (amigas inteligentes, amigos engraçados, rivais, inimigos poderosos, fantasia em cenário moderno e o conceito que o Fernando Loiola mais odeia nas histórias infanto juvenis: o conceito do Escolhido/Chosen one) em parceria com algo mais antigo que as histórias de bruxos: as histórias dos deuses gregos.

 

Indicado para quem: gostou de Harry Potter, aprecie mitologia ou histórias do gênero fantasia em cenário real ou curtam histórias de garotos se tornando verdadeiros heróis.

 

Obrigado a todos(as).

 

P.S.: sobre os filmes dos livros, O Ladrão de Raios em 2010 e O Mar de Monstros em 2013, eu confesso que só não vi o segundo por achar o primeiro ruim pra c*****! E não ligo para aqueles que dizem “ah, mas agora está melhor” porque eu acho que o colocar atores quase adultos e um ator negro “para preencher cota (sou negro antes que alguém reclame, ok?)” foi um tiro no pé! Sem contar que a adaptação ficou ruim. Mudaram a história, a forma dos poderes e toda a dinâmica foi pro brejo #ProntoFalei

Percy Jackson e O Ladrão de Raios (2010). Como se não bastasse o filme do Eragon ser ruim...

Percy Jackson e O Ladrão de Raios (2010). Como se não bastasse o filme do Eragon ser ruim…