Magic – Novas regras

Por Rafael Lionheart

 

Bom pessoal, como a grande maioria já deve saber, a partir do dia 13/07/2013 o Magic passará por algumas mudanças nas regras básicas.

E para aqueles que não sabiam ou não entenderam bem como funcionará as coisas, aqui vai as explicações do que mudam.

 

REGRA DAS LENDAS

Atual (até 12/07/2013)

Quando uma (ou mais) permanente(s) lendária(s) entra(m) em jogo, caso já haja outra lenda com o mesmo nome todas são colocadas nos cemitérios de seus respectivos donos.

Esse efeito não usa pilha, e não é considera destruição de card (logo, indestrutível não salva a permanente)

 

Nova (a partir de 13/07/2013)

Com a mudança, cada jogador poderá controlar uma lenda de mesmo nome, desde que a permanente esteja em seu campo de batalha.

Thalia, Guardian of Thraben

Thalia, Guardian of Thraben

Ou seja, antigamente, se existisse uma Thalia, Guardian of Thraben em jogo, caso qualquer jogador colocasse outra em campo (conjurando, reanimando ou mesmo colocando uma cópia) ambas cairiam no cemitério. Agora, caso isso ocorra, se elas estiverem em campos diferentes permanecem.

E se estiverem sobre o mesmo campo? Bom, isso é outra alteração nas regras. Caso uma permanente lendária entre em jogo sob o controlador que já possua uma lenda de mesmo nome, ele escolhe uma para permanecer em campo, e as demais caem no cemitério.

Cabe ao seu controlador decidir se ele prefere manter a que já estava em campo ou que acabou de entrar (o que varia muito dependendo do andamento do jogo)

 

REGRA DOS PLANESWALKERS

Atual (até 12/07/2013)

As regras de planeswalker seguem a mesma linha de lendárias:

Quando um(ou mais) planeswalker(s) entra(m) em jogo, caso já haja outra permanente com o mesmo tipo todas são colocadas nos cemitérios de seus respectivos donos.

Esse efeito não usa pilha, e não é considera destruição de card (logo, indestrutível não salva a permanente)

Nova (a partir de 13/07/2013)

E assim como a regra das lendas, a regras dos planeswalkers segue as mesmas alterações. Cada jogador pode ter sua versão de um planeswalker, mas caso um mesmo jogador coloque dois planeswalkers do mesmo tipo, ele decide qual permanece em jogo, colocando os outros em seu cemitério.

 

Acredito que a principal diferença entre a regra das lendas e dos planeswalker, é:

Akroma, O Anjo da Ira e o Anjo da Fúria

Akroma, O Anjo da Ira e o Anjo da Fúria

Você pode ter em jogo(por exemplo) uma Akroma anjo da ira e Akroma anjo da fúria, pois apesar de ambas serem Akromas, o nome(ou titulo) são diferentes.

Jaces, o Escultor de Mentes e o Arquiteto do Pensamento

Jaces, o Escultor de Mentes e o Arquiteto do Pensamento

Já planeswalker, você não pode ter um Jace Adepto da Memória e um Jace, Arquiteto do Pensamento, pois apesar do nome (titulo) serem diferentes, ambos possuem o mesmo tipo de carta (ambos são Jace)

 

REGRA DO SIDEBOARD (Side Deck)

Atual (até 12/07/2013)

A regra diz que você tem que usar um Sideboard com exatamente ou 0 cards ou 15 cartas, nada mais ou menos que isso.

Além disso, caso haja alguma troca do side para o deck principal (main deck), o mesmo numero de cartas deve ser reposto no sidedeck.

 

Nova (a partir de 13/07/2013)

A primeira mudança diz que você pode iniciar uma partida com um side de no máximo 15 cartas, mas não estabelece um mínimo, ou seja, você pode ter um side com 0, 6, 11, 15…

Além dessa mudança, não será mais necessário a reposição do side para manter ele com o mesmo numero inicial, ou seja, não será necessário repor as cartas colocadas do Side no Maindeck.

Para explicar melhor, segue uma tabela do que é permitido a partir de agora

 

Jogo 1            Jogos 2 e 3

Permitido

60/15  60/15

60/15  61/14

60/15  75/0

75/0    60/15

60/10  63/7

 

Não permitido

250/15 60/205 (sideboard com mais de 15 cards)

60/15  50/25 (maindeck com menos de 60 cards)

 

INDESTRUTÍVEL

Atual (até 12/07/2013)

Até o presente momento, Indestrutível não é uma habilidade. Quando algo diz que uma carta é indestrutível, ela simplesmente é e pronto. Nem dano letal nem efeitos que a destroem podem destruir a permanente em questão.

Nova (a partir de 13/07/2013)

A partir de agora, Indestrutível passar a ser uma “Keyword” e será considerada uma habilidade (assim como atropelar, impeto, voar, etc.)

 

Basicamente, não haverá muitas mudanças visíveis com estas para a maioria dos jogadores. Mas segue dois exemplos que demonstram a diferença da mudança:

Ex1: Quando uma carta ganha indestrutível por uma magia ou habilidade e uma outra mágica ou habilidade (como turn/burn por exemplo) faz ela perder todas as habilidades, antigamente ela continuaria indestrutível pois ser indestrutível era uma característica e não uma habilidade. Mas a partir de agora, isso muda, já que agora indestrutível é uma habilidade.

Ex2: Quando suas permanente se tornam indestrutíveis até o final do turno (por um boros charm ou uma elspeth por exemplo).

Boros Charm

Boros Charm

Antigamente se uma permanente entrasse em jogo depois do efeito resolver, ela também seria indestrutível, pois isso não mudava características de nenhuma permanente em si. Entretanto, como isso agora é uma habilidade, criaturas que entrem depois, não recebem a habilidade em questão.

 

TERRENOS ADICIONAIS

A ultima e mais difícil de entender das mudanças.

Atual (até 12/07/2013)

Cada jogador pode baixar um terreno por turno. Porém se você jogar algo que permite você jogar mais de um terreno, você simplesmente o baixa e pronto.

 

Nova (a partir de 13/07/2013)

Agora o número de terrenos extras que você pode jogar se limita ao numero de efeitos que o que permitem a jogada de terrenos extras.

Confuso? Nem tanto. Vamos exemplificar para entender melhor.

Oracle of Mul Daya

Oracle of Mul Daya

Ex: Antigamente: você controla Oracle of Mul Daya e joga seu terreno extra, em seguida o devolve para a mão e o joga novamente, podendo assim jogar outro terreno extra no turno (totalizando 3 terrenos com o seu de direito)

Porém com a mudança, por mais vezes que você remova e devolva o druida para o jogo, como você só possui uma permanente que o permite jogar terreno extra, você só pode jogar um único terreno extra no turno.

Resumindo, se uma permanente que dá direito a um terreno extra deixa o jogo, você perde o direito ao terreno extra.

 

Bom, espero ter ajudado a esclarecer as duvidas de alguns jogadores. Até a próxima pessoal.

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Game of Thrones – Avaliação Crítica da 3ª Temporada

Por Davi Paiva

 

Oi, pessoal. Tudo bem? Espero que sim.

Por muito tempo esta semana eu fiquei pensando como começar um artigo sobre a terceira temporada de Game of Thrones. Sou obrigado a repetir o que eu disse sobre o seriado The Waking Dead: não tenho nada contra quem leia os livros. Eu mesmo só não leio porque não gosto de obras incompletas, além de ter uma jornada árdua como estudante/estagiário/escritor/membro de uma família que me impede de ter tempo e capital para investir nas obras. E uma vez que vivemos em um país livre para eu escolher se leio os livros ou assisto aos seriados, onde vejo tons de voz e atuações dos atores, fico com a segunda opção.

Game of Thrones: a versão com menos magia e mais violência e pornografia de O Senhor dos Anéis..?

Game of Thrones: a versão com menos magia e mais violência e pornografia de O Senhor dos Anéis..?

Roteiro: não teve nada dentro do esperado, salvo o lendário nono episódio “The Rains of Castemare”. Game of Thrones é um seriado que nos faz pensar sobre os quesitos de sobrevivência que algumas pessoas precisam se sujeitar para viver: mentiras, traições, alianças formadas ou destruídas.

Atuações e personagens: como são muitos, alguns eu não sei se entraram nesta temporada ou na anterior, como os irmãos que ajudam o Bram. Mas as inclusões desta temporada foram legais, como Daario Naaharis (para alegria do público feminino), Olenna Tyrell ou Shireen Baratheon. Uma coisa que creio é que os atores de seriados estão tão bons quanto os de filmes.

E sobre as atuações, não tenho nada a reclamar. Dos mais novos aos veteranos, a coisa está cada vez melhor (melhor cena para mim: Daenerys e seu “dracarys” ou Tyrion Lannister ameaçando o sobrinho no próprio casamento).

Trilha sonora: por ser uma série de era medieval, não dá para esperar nada além das cantigas medievais e trilhas de ópera como fundo. Todavia, até nisto o “The Rains of Castemare” prevalece.

Cenas de ação:The Rains of Castemare”. PRECISO MESMO FALAR MAIS ALGUMA COISA??? Ok… Dracarys!!!

Falando sério agora, pessoal. O que acho que tornou este episódio chocante foi justamente que a chacina começou por uma gestante com facadas na barriga (!!!). Os fãs piraram. E quando digo piraram, eu digo piraram MESMO!!! Nem a Maise Williams (vulga Arya Stark) deixou escapar!!!

É claro que houve muitas cenas boas: o “dracarys” o Kingslayer perdendo a mão, o ataque dos Imaculados, etc. Mas “The Rains of Castemare” sacudiu as redes sociais.

Cenários: como sempre, bem variados entre a região onde Daenerys está ganhando cada vez mais poder, o norte e a cidade.

 

Por último, só posso acrescentar que Game of Thrones tem se destacado cada vez mais por não ter favoritismos, pela crueldade (vide as torturas sofridas por Theon Greyjoy) e pela sagacidade dos personagens. Eu torço para que os livros terminem logo e que os seriados continuem sendo bem produzidos.

Obrigado a todos(as).

Arrow – Avaliação crítica do fim da 1ª Temporada

Por Davi Paiva

Oi pessoal, tudo bem? Espero que sim.

Lá vou novamente dando pitacos em coisas que não sejam livros, mas é que a série me chamou tanto a atenção que não pude resistir. Espero que gostem.

ATENÇÃO PÚBLICO FEMININO: ele usa um uniforme e esta é só uma foto. Não adianta assistir ao seriado achando que ele combate o crime sem camisa...

ATENÇÃO, PÚBLICO FEMININO: ele usa um uniforme e esta é só uma foto. Não adianta assistir ao seriado achando que ele combate o crime sem camisa…

Uma das coisas que mais converso com meus amigos é que nas histórias atuais (jogos, seriados, desenhos americanos ou mangá/anime) está cada vez mais raro encontrar aquele personagem que veste uma camiseta branca, uma calça jeans azul e é amigável com todos. A moda é você ser fodão, ter um poder do mal ou ser uma pessoa que destrata os outros.

Na série Arrow temos algo que não ocorre desde Smallville: vemos uma pessoa determinada a fazer justiça e ajudar uma cidade mesmo que isto coloque a sua vida em perigo.

Uma breve sinopse: Oliver Queen é um rapaz bilionário que vive como um típico playboy até sobreviver a um naufrágio onde seu pai e a irmã de sua namorada morrem. Ele vai parar em uma ilha onde vive por 5 anos e depois é resgatado. De volta à sua cidade, Star City, Oliver adota uma identidade secreta e combate o crime e a corrupção. No decorrer da série são dados mais detalhes sobre o naufrágio, como ele viveu por 5 anos (e como aprendeu a lutar) e porque combater o crime.

Recentemente a primeira temporada dela acabou composta por 23 episódios. Agora vamos a uma ficha do que achei:

Roteiro: filmes e séries estão adaptando cada vez mais seus personagens ao mundo moderno. O Batman teve que aprender Ninjutsu, o Homem Aranha fez a sua roupa com malha esportiva, etc. Então não bastava enfiar um cara em uma ilha por 5 anos e esperar que ele saísse de lá como um grande guerreiro. Gostei da forma como ele aprendeu a lutar mais ainda a necessidade dele em praticar (olha eu quase dando spoiler…). Claro que muitas pessoas podem reclamar que ele é bom também com informática (não tão bom quanto uma aliada que ganha no decorrer da série, porém ainda é bom) sem mais nem menos, mas a essência do que é a história ofusca este pequeno detalhe: infiltração, combate e uso do arco.

A série também ganhou ares modernos e não muito exagerados. Diferente do Arqueiro Verde de Smallville, o ator Stephen Amell dá ao Oliver uma expressão mais dura e sua aparência contribui para que ele possa ser considerado mais intimidador. Além disto, ele não conta com várias bestas tal qual o parceiro de Clark Kent. Com ele é um arco muito bem usado.

Só um pequeno detalhe: o Oliver ter aprendido a lutar é uma coisa e a Helena também, já que são ricos e podem pagar instrutores… mas quem ensinou o Roy???

Atuações: como eu disse antes, o protagonista faz um bom trabalho e o resto do elenco não fica atrás. Você pode rir com as trapalhadas de fala da personagem Felicity Smoak, ficar surpreso com a determinação e o jeito “cavaleiro errante” do Detetive Quentin ou torcer pra que a Laurel (interpretada pela Katie “Ruby” Cassidy) encontre o seu par ideal. Diferente da série The Walking Dead ou Dexter, onde respectivamente eu torcia pelas mortes da Andrea e da LaGuerta, não achei nenhum personagem ruim ao ponto de eu torcer pra ele sair.

A atriz Katie Cassidy. Quem disse que ela estava gata em Supernatural, não a viu neste seriado

A atriz Katie Cassidy. Quem disse que ela estava gata em Supernatural, não a viu neste seriado

Trilha sonora: não teve algo digno de nota. Oliver adota o disfarce de dono de boate então quando não se ouve um som mais eletrônico, são coisas mais instrumentais de típicas trilhas sonoras. Mas até aí, normal. Nem toda série neste quesito precisar ser a Supernatural.

Fotografia e cenários: contribuiu para o ar de espião de Oliver. Star City é apresentada como um lugar de pouca iluminação natural e sem muitas cores vivas, o que torna até mesmo o verde de seu uniforme algo mais sombrio.

Cenas de ação: muito boas! Sem a adição dos efeitos especiais de Smallville, o uso do arco parece mais convincente e as lutas são bem adequadas ao porte físico dos personagens. Gostei mesmo!

É claro que é covardia comparar o Arqueiro Verde de Smallville ao Arqueiro da série Arrow (que é sempre chamado de Hood, ou capuz em português), porém uma coisa que eu penso é que quando se tem uma obra boa, a próxima deve ser melhor. Gostei muito do Arqueiro que atuava como parceiro do Superman, só que esta é uma série que terminou em 2011. Quem viu teve a oportunidade de ver os erros e corrigir pra manter os acertos e no final, produzir uma série muito boa.

Gostaram? Então não deixem de assistir ao seriado. Fiz algumas pesquisas e até o momento não há previsão se a segunda temporada começa em junho, julho ou outubro. Todavia é certeza que ela volta já que a produtora assinou o contrato.

Obrigado pela leitura!

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