The Big Bang Theory – Avaliação Crítica da 6ª Temporada

Por Davi Paiva

ATENÇÃO: SPOILERS!

Olá, pessoal. Tudo bem? Espero que sim.

Quem diria que o movimento nerd chegaria tão longe ao ponto de ser considerado um movimento. Não é mesmo? Eu não sei por que raios uma pessoa quer ser nerd. Nerds apanham, são alvos de chacotas, só são populares nas épocas das provas, etc. Hoje as garotas dizem que gostam de nerds, temos sites e podcasts (sendo o mais popular o Nerdcast) e até coisas tendenciais ao ponto de um cara dizer “como você pode ser um nerd se não leu O Guia do Mochileiro das Galáxias?”.

Eu não vou dizer que eu não seja um nerd como também não digo que eu não sou. Gosto de estudar, de ter conhecimento, de argumentar, debater, aprender e ler bastante. Se deixo de ver uma determinada coisa tenho os meus motivos: não comecei a assistir Fringe por não ter me interessado, não assisti ao filme O Hobbit por falta de dinheiro, não leio As Crônicas de Fogo e Gelo porque já leio muitos livros em série, não jogo Assassins Creed por não ter play 3 (e nem querer me matar pra comprar um), etc. Logo, gosto do movimento nerd só que não sou um seguidor fiel.

E entre uma das coisas que gosto neste movimento, está este seriado.

Elenco da série

Elenco da série

Eu o conheci por intermédio de um amigo quando a segunda temporada estava em produção e achei bem engraçado. Desde então, passei a acompanhar. Pra quem não conhece, é uma série sobre dois físicos, Leonard e Sheldon, que moram em um apartamento e tem como companhia dois amigos, Raj e Howard. A vida deles muda já no primeiro episódio com a chegada da nova vizinha, Penny. Mais personagens são introduzidos na história como Bernadette (futura namorada e esposa de Howard), Amy (futura namorada de Sheldon), Lucy (que não sei se vai pra sétima temporada, mas entrou como par romântico de Raj) e outros que aparecem esporadicamente.

O que posso dizer desta sexta temporada? Vamos por partes:

Roteiro: bom como sempre. Gosto dos fins de temporada de TBBT. O fim da primeira foi o primeiro encontro de Leonard e Penny; o fim da segunda foi com os quatro no pólo norte (sendo que antes disto, Penny deixou claro ao público que gostava de Leonard); no fim da terceira o desastroso relacionamento de Penny e Leonard foi eclipsiado pela entrada de Amy; a quarta temporada teve como destaque o relacionamento de Leonard com a irmã de Raj e a “ficada” de Penny com Raj; a quinta pela odisseia de Howard rumo ao espaço depois de casar e agora na sexta temos algo similar ao fim da segunda, que foi somente Leonard indo para uma expedição. Mas do início que foi a vida de Howard no espaço, passando pelo retorno e readaptação e as mudanças no relacionamento de Penny e Leonard (que admitiram que amam um ao outro) passando pela hilária tentativa de Amy de mudar o Sheldon (ainda bem que ele não muda), me diverti bastante.

Uma coisa que eu não gostei: a entrada da Lucy ficou meio sem nexo. Do nada o Raj perde a timidez? Ainda bem que ela sumiu e tomara que ela não volte mais. Mais um pouco e a série fica igual a Eu, A Patroa e As Crianças, já que todo mundo tinha um par.

Atuações: Sheldon é foda e é o que há. Não sei se isto foi da personagem ou dos roteiristas, mas isto é até algo que o Rafael Lionheart se queixa, que é a mudança de personalidade da Amy que de nerd extrema ela passou a uma mulher louca pra transar com o Sheldon, que é engraçado por ser assexuado. O que eu tinha que falar sobre a “Lucy-lixo” eu falei no parágrafo anterior.

Trilha sonora: não tivemos nenhuma cena como o o Raj cantando Red Hot ou o Howard fazendo Beatbox. Uma pena.

Bom, seja como for a série pode ir pra sétima temporada (digo “pode” porque nunca sei quando os caras podem cancelar algo sem mais nem menos) que eu ainda vou acompanhá-la com prazer. Diferente de outras séries que quero voltar a assistir apenas para fins críticos como Dr. House (não assisti a oitava temporada) ou Supernatural (também não vi a oitava). As surpresas desta temporada de TBBT como a vida de casado do Howard ou a entrada da Lucy fazem parte das mudanças, por outro lado nem toda mudança fica boa. Não assisto Two and Half Men só que acho estranho um cara como o Charlie Sheen sair e colocarem outro personagem no lugar pra ainda manter o “Two”.

O que espero da sétima temporada? Penny e Leonard casarem tudo bem… mas Raj ter perdido sua timidez de uma hora pra outra é algo tão inacreditável que só falta o Sheldon ter relacionamento físico com a Amy. Aí é demais!

Bom, é só isso. Espero que tenham gostado.

Abraços e obrigado pela leitura!

Anúncios

Homem de Ferro 3 – Avaliação Crítica

Por Davi Paiva

 

            ATENÇÃO: SPOILERS!!!

Oi, pessoal. Tudo bem? Espero que sim.

Novamente saio da minha especialidade (livros). Mas podem deixar que volto a eles sem problemas. E conto com a opinião de vocês.

Dia 27/04 fui assistir ao terceiro filme do Homem de Ferro no Cinemark do Tatuapé (meu cinema preferido). Não foi uma sessão ruim. Ao contrário de quando eu fui ver Os Vingadores, não tinha nenhum garoto comentando o filme com o pai que me obrigou a dar um soco na cadeira dele (risos). Então vamos para os comentários.

Roteiro: uma coisa que aprendi é que filme de livros e HQs não existem. O que existem são ADAPTAÇÕES das obras para o cinema. E nesta conversão, muita coisa se altera ou se perde. Fui colecionador de HQs de 1997 a 2004 e pelo que lembro de uma das poucas revistas que vi dele, o Mandarim não é aquele panaca que colocaram no filme. Esta pra mim foi a falha principal.

Agora do roteiro como um todo: dizer que os eventos de Nova York afetaram o Tony Stark soou estranho. Só porque ele foi o único integrante do grupo a ir para a outra dimensão? A meu ver não serve de justificativa. O Capitão América pode ter o soro ajudando-o a superar o medo, Thor vive de lutas contra seres esquisitos e o Hulk nem se importa. Mas se for assim, coloquem a Viúva Negra e o Gavião traumatizados nos próximos filmes.

Outras coisas que eu notei é que o filme foi muito tão mais voltado a mostrar o Tony que as armaduras ficaram muito fácil de serem tiradas ou retiradas. E que eu lembre, o estilo de lutar do Homem de Ferro é mais voltado pro “bater e usar os recursos da armadura”. Aquela luta contra aquela mulher sem a armadura ou invadir a mansão soaram muito “James Bond”.

Por último sobre o roteiro, uma cena tosca, uma marcante e outra “modafóca”: a tosca foi a Pepper usar a armadura (quer dizer que ela tem exatamente as mesmas medidas que o Tony? Como assim??). A marcante foi a cena que ela acha que Tony está morto e eles imitam o funeral do Ayrton Senna e por último, o resgate no ar das 13 pessoas (segundo os meus conhecimentos de Medicina, eles morreriam antes mesmo de caírem, mas a gente perdoa…).

Homem de Ferro 3 homenageia Ayrton Senna

Homem de Ferro 3 homenageia Ayrton Senna

Atuações: todas ficaram muito boas. Até o Bem Kingsley pareceu um babaca por causa do roteirista (antes da revelação, ele estava um Mandarim convincente apesar do vilão original ser chinês).

Trilha sonora: não reparei muita coisa nela. Então creio que ficou na camada rasa da coisa.

Cenas de ação: a meu ver, a armadura perdeu muito poder de fogo se comparada com a dos Vingadores. Como falei antes, tornaram o Tony um artista marcial e quando não era isto, um raio repulsor das mãos ou do peito dele faziam a diferença. Cadê os lasers cortadores de robôs de Homem de Ferro 2? E os mísseis dos ombros e joelhos de Os Vingadores? Mais de 40 armaduras e nenhuma fez tanto assim? WTF!

Final: se era pra se livrar do imã que impedia os fragmentos de matarem-no, por que o Tony não fez isto antes? Até mesmo em Os Vingadores ele disse que aquilo era parte dele. E eu não imagino uma pessoa cicatrizando um buraco no peito. Por outro lado foi uma desculpa mais convincente pra dar um final ao herói que o terceiro filme do Batman.

 

Tony Stark e sua coleção de armaduras (não me perguntem o motivo, mas gosto da primeira)

Tony Stark e sua coleção de armaduras (não me perguntem o motivo, mas gosto da primeira)

Apesar do que deixo parecer escrevendo este texto, gostei do filme. Porém uma coisa que creio é que toda obra deve tomar como base a anterior e se aperfeiçoar. O Espetacular Homem Aranha, por exemplo, é melhor que o primeiro filme e (principalmente) o terceiro. Mas não ganha de Homem Aranha 2 nem ferrando. Homem de Ferro 3 não superou o 2 e muito menos Os Vingadores.

Infelizmente a cena bônus depois dos créditos não era lá grande coisa. Eu esperava assistir ao trailer de algum próximo lançamento, mas o que passou foi… não vou contar! (risos)

Obrigado a todos pela leitura.