Livro: Caninos Brancos (Jack London)

Por Davi Paiva

Quem leu O Herói Perdido de Rick Riordan e conhece Jack London deve ter achado graça quando Riordan alega que London era filho de Hermes. O autor de Caninos Brancos na verdade se chamava John Griffith e assim como seu pai fictício (será?), ele andou pelo mundo da maneira que pôde: foi trombadinha, jornaleiro, vendedor de sorvetes, trabalhou num boliche, numa fábrica de conservas, foi pirata, policial, marinheiro, contista e vencedor de um concurso onde sua primeira premiação foram 25 dólares, vagabundo, participou da corrida do ouro no Canadá, jornalista… além de ter passado pela Coréia, Japão, Sibéria, México, Caribe e África do Sul.

John Griffith Chaney (Jack London - 1876 -1916)

John Griffith Chaney (Jack London – 1876 -1916)

Por que falo tudo isto e ainda fico devendo? Porque sempre falam por aí que criaturas são reflexos de seus criadores. E em Caninos Brancos (White Fang), de 1910, temos a história de um mestiço entre uma loba e um cão, que não é considerado selvagem o bastante pra ser considerado por um inteiro um membro da raça da mãe nem domesticado o suficiente pra ser tão bem visto quanto o pai poderia. E com isto, ele aprende a viver no Wild (região da América do Norte, no Círculo Ártico, e vizinhanças, norte do Canadá e no Alasca), foi puxador de trenó, cão de briga e cão “domesticado”, trocando de donos índios viciados em bebidas até doentes que agrediam-no para torná-lo feroz. O livro é contado por um narrador em terceira pessoa, relatando a visão de Caninos Brancos dos fatos.

Caninos Brancos (capa)

Caninos Brancos (capa)

Minha opinião: é magnífico ver como London nos faz ver o mundo com olhos de um lobo, sem contar a surpresa de você ter como protagonista de uma história um cão (ok, mestiço de loba e cão). E é interessante ver como ele se adapta aos meios em que se encontra inserido

Grau de indicação: alta, tanto para se entreter quanto aprender sobre conhecer, se adaptar, procurar um lugar e pertencer ao mesmo.

Boa leitura, pessoal!!!

P.S.: só não falei nada daquele filme que passava direto no Cinema em Casa porque nunca o assisti. Desculpem, galera!

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Magic: Formatos

Por Rafael “Lionheart” N. S.

 

Bom, vamos falar hoje um pouco sobre os principais formatos de magic.

 

Standard (ou t2):

 

Esse é o formato mais jogado (principalmente em torneios).

O Standard é composto sempre pelos dois blocos mais recentes de Magic (no momento Innistrad e Retorno a Ravnica).

 

Extended:

 

Parecido com o Standard, mas com a dirença que abrange muito mais coleções. Para este formato são ultilizados os ultimos quatro blocos lançados.

 

Modern:

 

Esse formato foi lançando no ano passado e já esta atingindo muitos fãns. Trata-se de um formato do qual se pode usar qualquer coleção desde a 8ª Edição.

Diferente dos formatos acima, ele não perde coleção ao entrar uma nova, porem as novas vão entrando neste formato.

A lista de banidas pode ser vista em http://bit.ly/ILuaM8

 

Legacy:

 

Considerado o melhor formato, principalmente por quem gosta de usar as edições mais antigas do magic.

No Legacy pode se usar quase qualquer carta lançada.

Para um controle do formato, existe também a lista de banidas que pode ser encontrada em: http://bit.ly/gY9ePj

 

Vintage:

 

Esse formato é parecido com o Legacy, porém conta com uma lista menor de banida e uma lista adicional de restritas.

Apesar das banidas serem menor, esse formato é um dos menos jogados.

A lista de banidas e restritas podem ser encontradas neste link: http://bit.ly/cjKu96

 

Pauper:

 

Eu particularmente não considerado esse um formato, já que ele meio que se une com um dos formatosa acima, mas o Pauper esta ganhando seu terreno no Brasil.

Este formato consite no uso de apenas cartas comuns no deck.

 

Deck Selado:

 

O formato dos eventos de pré-lançamentos.

Este formato consiste em abrir seis booster (normalmente de uma determinada coleção ou bloco) e montar o deck com os cards tirados do booster, e fora os terrenos basicos, não se pode pegar nenhuma outra carta de outro lugar.

Diferente dos outros formatos onde o minimo é 60 cartas, esse formato permite um minimo de 40 cartas no deck.

 

Booster Draft:

 

Parecido com o Deck Selado, a diferença é que usando-se menos booster (normalmente apenas três) cada jogar retira apenas uma carta a sua escolha do booster, então a passa para outro jogador (e recebe de outro jogador). Isso vai se repetindo até acabar todas as cartas e todos os booster. Então monta-se os decks com o que foi tirado dos booster.

 

Bom pessoal é isso.

Esses são os formatos do magic.

Agora só escolher os seus preferidos e ir a festa.

Livro: O Meu Pé de Laranja Lima, o Tom Sawyer tupiniquim

Por Davi Paiva

 

Confesso que ouvi falar muito deste livro e pela minha obrigação no blog de postar sobre livros, resolvi dar uma chance para a obra. E me sinto muito feliz por realmente ter gostado da obra.

Livro O Meu Pé de Laranja Lima

Livro O Meu Pé de Laranja Lima

Segundo pesquisas, ele foi escrito em 1968 por José Mauro de Vasconcelos (1920-1984) e teve até um filme (eu não vi, mas deixo aqui pra quem tiver curiosidade), além de telenovelas e adaptações para o teatro. Narra a história de Zezé, um garoto de sete anos que se muda para uma nova casa e adota o pé de laranja lima como amigo. Ele passa pela primeira ida à escola e outras coisas, como a briga com o pai quando começou a trabalhar vendendo letras de músicas e a briga com o seu inimigo, Portuga.

José Mauro de Vasconcelos (1920-1984)

José Mauro de Vasconcelos (1920-1984)

Minha opinião: num mundo onde crianças de sete anos querem tablets no Dia das Crianças, este livro mostra a simplicidade de ver e viver o mundo que infelizmente a atualidade carece. Embora eu só li o início de As Aventuras de Tom Sawyer, de Mark Twain, Zezé pode ser muito bem comparado com o protagonista da obra americana pelo cenário e jeito de agir. É uma leitura carismática e comovente.

Grau de indicação: alto. Ainda mais se você é do tipo que lê as coisas com o coração.

Abraços e boa leitura!

Final Fantasy – 1, 2, 3

Bom, já que esse blog é para falar do que gostamos, nada mais justo do que eu falar da serie Final Fantasy.

Neste post, vamos falar sobre os FFs do nitendinho.

FINAL FANTASY

Reza a lenda, que nesta epoca a Square estava sofrendo dificuldades financeiras. Então, gastando todo seu recurso criaram um jogo usando todo o potencial dos 8bits do nitendo. Isso (pra epoca) mais um enredo muito bem elaborado foram as ultimas esperanças da empresa de se reerguer. Dai o nome “Final Fantasy”, a ultima fantasia da Square de voltar a ativa.

E conseguiram. Final Fantasy foi um sucesso maior do que o esperado.

Quatro guerreiros (sem personalidade, vindos de sabe-se la onde) chegam para restaurar os quatro cristais elementais.

Após uma pequena missão, a de resgatar a princesa das mãos do antigo espadachim do reino, o grupo anda pelo mundo ajundando quem pode, e tentando encontrar os cristais. A trama se torna mais e mais interessante e aprofundada a cada novo lugar, mostrando que até mesmo(e principalmente) a primeira missão estava interligada a tudo que esta acontecendo no mundo.

Ao iniciar o jogo, você pode escolher o nome para cada um dos personagens. Existem três classes guerreiras (Fighter, Black Belt, Thief) e três magicas (Black Mage, White Mage e Red Mage). Que podem ser evoluidas numa determinada parte do jogo.

O sistema era composto por quatro modos de gameplay: mapa mundi, onde você viaja pelos continentes e oceanos do jogo; cidades ou dungeons, onde você poderia conversar com pessoas e encontrar itens em baús; batalha, cenário onde você combate com monstros e seus inimigos; e tela de menu, onde você poderia acessar o estado de cada personagem e seus itens por exemplo.

As batalhas costumam ser aleatorias, no sistema LBS (Lateral Battles System) onde você pode encarar até nove inimigos ao mesmo tempo.

FICHA TECNICA:

Lançamento Original : 18 dezembro de 1987

Plataforma             : Famicom(Nitendinho)

FINAL FANTASY II

Após o sucesso de Final Fantasy, a Square lança Final Fantasy II. Apesar do nome, o jogo não é uma continuidade do anterior.

Este jogo, vem com um sistema completamente diferenciado de evolução, sem experiencia. Os personagem evouluem de acordo com o uso das armas e/ou habilidades, e golpes que levam.

Outra inovação, é que neste jogo, aparece um personagem que ficara marcado para sempre na história da serie, o personagem CID, normalmente ligado de alguma forma as Airships. Além dos classicos chocobos.

Dessa vez, apesar de você poder escolher o nome dos personagens, cada um tem uma personalidade mais definida.

Outro ponto do jogo, é a implantação de “palavras-chaves”, que o jogador tem que decorar e depois usa-las em determinados pontos do jogo para conseguir finalizar as missões.

Após terem seus pais mortos e sua sua vila destruida pelo imperio de Palamecia, os quatros jovens fogem mas são pegos pelos soldados. Após serem derrotados, eles acordam no reino de Algair, porém um deles está desaparecido.

O grupo então parte pelo mundo numa luta contra o imperio e na busca pelo companheiro desaparecido.

FICHA TECNICA:

Lançamento Original : 17 dezembro de 1988

Plataforma             : Famicom(Nitendinho)

FINAL FANTASY III

Um dos Final Fantasy mais conceituados no oriente. Essa versão conta com o sistem de Jobs avançando no qual é possivel mudar de classe durante o jogo quase a vontade.

Fora isso ele iniciou outra marca sempre presente como os Summons(invocações) e os Moogles.

Durante uma brincadeiras, quatro orfãos caem numa caverna, e acabam encontrando o cristal do vento, e recebendo habilidades dele. Junto com esse poder, eles recebem a responsabilidade de viajar pelo mundo e reestabelecer o equilibrio entre o bem e o mal.

E acabam por descobrir que existem muito mais do que eles achavam, e que o mundo é muito, mas muito maior do que imginavam.

FICHA TECNICA:

Lançamento Original : 27 abril de 1990

Plataforma             : Famicom(Nitendinho)

O Um Anel: Aventuras Além do Limiar do Ermo

Por, @fernando_loiola

Adquiri recentemente o mais novo RPG da Devir (a custa de troca e um bom espaço no meu guarda roupa), originalmente publicado pela Cubicle 7, O Um Anel: Aventuras Além do Limiar do Ermo, foi muito elogiado lá fora inclusive com alguns prêmios, com isso e novo filme Peter Jackson a Devir fez uma boa escolha. Na verdade a Devir já lançou O Senhor dos Anéis RPG alguns anos atrás (na época dos filmes) e provavelmente já tinha os direitos para publicações desse universo no Brasil (mas isso meramente especulativo e estou com muita preguiça de procurar essa informação agora). O Senhor dos Anéis RPG usava o sistema CODA e contava com um numero razoável de títulos (algumas boas outras nem tanto), mas apesar disso não pegou no Brasil, o motivo do sistema CODA não ter vingado no Brasil não cabe nesse artigo.

O Um Anel chega ao Brasil com uma caixa de boa qualidade, dois livros capa mole, brochura, papel especial e completamente ilustrado. Dois mapas das terras ermas e mais 7 dados especiais para o jogo (1d12 que vai de 1 á 10 e mais a runa de Gandalf e o olho de Sauron, além de 6d6 especiais para o jogo). Tudo isso pelo polêmico preço de R$164,90 (esse preço foi maior alvo de debate do que o próprio lançamento). Caro? Não sei dizer, me lembro de que a Jambo foi bem criticada quando trouxe Mutantes & Malfeitores para o Brasil com um preço competitivo (R$40,00 se não me engano) sacrificando papel tipo sulfite, P&B e capa mole, ou seja, menor qualidade para maiores vendas. Enfim.

Está não é uma resenha visto que só li o primeiro capitulo “Introdução”, mas sim as primeiras impressões, e o que posso dizer por enquanto é o seguinte.

O sistema é interessante pelo pouco que pude ler, você usa o dado de proeza (d12 modificado) mais um número de dados de sucesso (os d6) igual a o número de pericias a ser utilizadas, some tudo e compare com o número alvo determinado pelo mestre, igual ou maior você é bem sucedido, a runa de Gandalf é sempre acerto, enquanto o olho de Sauron é sempre falha (a não ser que você seja um personagem da sombra onde essa situação se inverte), obviamente tem muito mais envolvido como regras para viagens, corrupção pela sombra e outras mais, o sistema parece ser bem coeso, mas a ficha de personagens me parece meio “suja” com muitas informações ao mesmo, tempo, essa pode ser uma reclamação meio cri cri da minha parte mas é uma tendência pessoal aderir a modas mais “clean”, claro que isso se justifique conforme as informações ali sejam melhor resolvidas na minha mente.

O cenário se dá cerca de 5 anos após a batalha dos 5 exércitos narrada no fim de O Hobbit (se você só sabe o que isso por causa dos filme é melhor estar preparado para spoilers, ou então tomar vergonha e ler o livro) e conta com as aventuras dos povos das regiões ermas e das aventuras para livrar essas terras do mal que ainda está enraizado na região mesmo após a derrota de Smaug. A ideia é interessante, pois O Hobbit nunca foi explorado nos RPGs que contavam com o período do Silmarilion e do próprio SdA. O Um Anel pretende atualizar a linha de tempo com futuros lançamentos, isso também é interessante mas esperar futuras edições para jogar na totalidade do Universo de Tolkiem é um pouco frustrante.

Outra coisa interessante é a aparente inexistência da possibilidade de se jogar com feiticeiros. A obra de Tolkiem só aborda 6 magos (que eu me lembre de cabeça) sendo os 5 Istari e o próprio Sauron, em SdA RPG existia a possibilidade de se jogar com feiticeiros, pessoas que não eram os grandes magos mas que conheciam alguma coisa a respeito de magia. Não sei como era tratado no Título anterior, mas a aparente falta de opção de se jogar dessa forma em o Um Anel me agradou, afinal isso não existe nos livros, e nada mais justo do que ser da mesma forma no RPG.

Bom, é isso, conforme a leitura progredir eu publico informações a mais aqui no blog, quando eu terminar a leitura eu posto um review descente, ou mesmo um diário de campanha caso as aventuras pela Terra Média vinguem.

Fique ai com as fotos que eu fiz do produto para vocês terem uma ideia e para mais informações acessem o site da Devir.

Bons sonhos!!

2013-01-09 17.39.51

Comparação com um pacote de baralho comum.

Comparação com um pacote de baralho comum.

Outra comparação

Outra comparação

O Conjunto completo

O Conjunto completo

Os dados e a Runa de Gandalf

Os dados e a Runa de Gandalf

E o Olho de Sauron

E o Olho de Sauron

O Livro do Aventureiro e o Livro do Mestre

O Livro do Aventureiro e o Livro do Mestre

A ficha

A ficha

"Onde está o Passolargo?"

“Onde está o Passolargo?”

As imagens são muito belas, a maioria delas feita por especialistas na obra de Tolkiem

As imagens são muito belas, a maioria delas feita por especialistas na obra de Tolkiem

As aberturas de cada capitulo sempre traz cenas como essa

As aberturas de cada capitulo sempre traz cenas como essa

Achei que o livro conta com poucos monstros, mas todos característicos da obra de Tolkiem

Achei que o livro conta com poucos monstros, mas todos característicos da obra de Tolkiem

E as Armas para vence-los

E as Armas para vence-los

Uma das imagens mais bacanas do livro

Uma das imagens mais bacanas do livro

Para quem já viu O Hobbit Uma Jornada Inesperada, essa imagem vai parecer bem familiar.

Para quem já viu O Hobbit Uma Jornada Inesperada, essa imagem vai parecer bem familiar.

Livro: O Juízo Final de Sidney Sheldon (Também Conhecido como Livro de Cabeceira de Jason Bourne)

por Davi Paiva

 

Confesso que não sou muito fã do escritor Sidney Sheldon (1917-2007), embora sempre ouvi falar muito bem de suas obras. Foi por indicação e pressão do meu amigo Raphael Sousa (também conhecido como Anderson Silva ou André Ramiro… risos) que li a obra Juízo Final (The Doomsday Conspiracy) escrita pelo autor americano em 1991.

O Autor

O Autor

A obra fala de Robert Bellamy, um agente secreto recém divorciado, completamente arrasado pela perda da esposa Susan para o milionário Monte Banks (que ele simpaticamente apelida de Monte de Grana…) e encarregado de uma das missões mais enfadonhas e difíceis da história da espionagem: procurar as pessoas que estavam em um passeio turístico pela Suíça e viram um balão meteorológico cair com equipamentos militares e avisar às autoridades pras quais presta serviço qual o paradeiro de cada uma. Ele não tem o nome de nenhuma e nem sabem de onde são. Com o passar da obra, ele e o leitor vão sabendo que não foi bem um balão que caiu, que as autoridades não vão ter exatamente uma conversa com as pessoas, que nem todos são exatamente pessoas e que as coisas não serão fáceis pra ele…

Minha opinião: é uma obra eletrizante! No decorrer dela, você descobre o passado de Robert, vê por que ele perdeu a esposa (e concorda com ele que foi a maior mancada da vida dele!), vai desvendando os fatos por trás da Operação Juízo Final e torce pelo protagonista em suas buscas. Quando a li, desci várias vezes nas estações de trem erradas por perder a noção do tempo e acreditem: é normal se isto ocorrer com você! O Juízo Final não é do tipo que agrega valores na sua vida. Mas é porreta!

Capa do Livro

Capa do Livro

Grau de indicação: alto. Faixa preta. Level Rússia. Modafóca. Entendam como quiserem!

Boa leitura!