Cisne Negro – Surpreendente

Por, @fernando_loiola

 

Quando ouvi falar a primeira vez em Cisne Negro isso lá na virada de 2010 para 2011 no site Ambrosia não tive o menor interesse, deixei de lado a obra de Darren Aranofsky com 5 indicações ao Oscar de 2011 e 4 indicações ao Globo de Ouro do mesmo ano, junto com a nossa Princesa Amidala, Natalie Portman que faturou melhor atriz e melhor atriz – drama nos prêmios citados acima. Só fui me interessar quando li uma matéria no excelente Mundo Tentacular foi que me senti atraído.

 

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O Cisne Branco

 

Oras e por que isso? Simples, o Mundo Tentacular é um ótimo blog com temática de terror/horror + RPG e outras noticias interessantes, o maior foco do blog é a obra de HP Lovecraft, indico fortemente esse blog para qualquer interessado nesses temas é muito bom. Então um filme com a linda Natalie Portman no Mundo Tentacular deve ser interessante, fui atrás, assisti, e posso dizer que foi muito pertinente o post desse filme no blog.

 

O filme trata de obseção, loucura, desejo e ambição. Com um clima pesado e às vezes claustrofóbico. A fotografia (também indicada ao Oscar) e o figurino estão muito bons e as interpretações estão ótimas. Tecnicamente não vejo criticas nesse filme.

 

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O Cisne Negro

 

Nele conhecemos Nina Sayers (Natalie Portman), uma bailarina inocente, tímida, frigida e introspectiva, mas extremamente talentosa que vê a oportunidade de representar o papel principal do Lago dos Cisnes, o problema é que esse papel requer duas personalidades, o cisne branco que é basicamente sua própria personalidade, e também o cisne negro, que é sua antítese. Incentivada pela mãe, que é uma bailarina aposentada ela começa a se dedicar intensamente quando surge Lily (Mila Kunis) tão talentosa quanto Nina mas sem sua limitações sociais, uma estranha amizade tem inicio, com Nina e Lily duelando pelo papel.

 

Com essa sinopse talvez seja estranho entender como esse filme pode ter uma impressão tão boa em um blog de HP Lovecraft, acontece que Nina vai descendo cada vez mais em uma escadaria psicodélica e insana. Conforme o filme se desenrola a obseção dela alimentada pela obseção e superproteção da mãe vão destruindo sua mente conforme o próprio cisne negro vai surgindo e esmagando o cisne branco na sua personalidade.

 

A construção do roteiro é tão boa que depois da metade do filme você passa a questionar a realidade de alguns elementos, caminhado para uma tensão excruciante que termina tragicamente. A condução do filme é tão boa que às vezes entramos na paranoia da personagem e ficamos impressionados com as ações e consequências, a imersão é ótima.

 

Eu recomendo esse filme tanto pela história quanto pelo tema, a ideia da loucura e da paranoia muito difícil de ser conduzida a contento como aconteceu em Cisne Negro. Outro fator importante para que eu tenha gostado tanto desse filme, é a questão da doença social apresentada no filme. A loucura representada pelo cisne negro já estava lá, escondido pela timidez, pela frustração, pela frigidez, pela superproteção da mãe, peça ambição reprimida. Todos esses fatores são importantes para o desenvolvimento da loucura da personagem, essa pressão por todos os lados somadas a vontade de mudar e a vergonha das próprias fraquezas são muito comuns em nossa sociedade de forma que algumas pessoas podem se sentir mais ligadas a personagem por ter frustrações e traumas semelhantes (isso não significa que as pessoas vão desenvolver distúrbios psicológicos semelhantes ao filme, afinal cada pessoa lida com esses problemas de uma forma diferente).

 

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Poster do filme

 

De qualquer forma, é um ótimo exercício de reflexão sobre a própria sociedade que nos exige e nos descarta com a mesma facilidade, e quem não estiver interessado nessas questões pode saborear a angustiante perda de estabilidade mental da personagem rumo a loucura. Recomendo.

Abraços e bons sonhos!!

 

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Amor, Ódio e Daemon

Por Fernando “oneiros_fe”

Para quem gosta de RPG e conhece alguma coisa do cenario de RPG nacional conhece o sistema Daemon, criado por Marcelo Del Débio teve muita coisa produzida na década de 1990 até sofrer um déficit de materiais produzidos e hoje em dia é praticamente mantido por fãs.

Foi o meu primeiro sistema e proporcionou momentos hilários e dramaticos. Com o tempo minha vontade de conhecer outros jogos me distânciou ainda mais desse sistema, mas numca completamente, com incursões casuais aquie ali. Mas depois de jogar e mestrar Daemon, minha relação com esse sistema é de amor e ódio, tal qual é ilustrado no título do post. O sistema mudou muito pouco desde sua criação (vale ressaltar as discuções das “incriveis” semelhanças entre o sistema tupiniquim com o carro chefe da Chaosioum, Call of Cthulhu de renome mundial e que está caminhando para sua 7° edição), ele possui uma dinamica própria e inegavel, mas as vezes truncada. Aventuras em níveis autos são muito complicadas de rolar sem apelações e desequilibrios (principalmente se você tiver jogadores como os meus :p).

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Para tudo acontecer sem surpresas desagradaveis cabe ao narrador notar muito bem as escolhas dos jogadores, as vezes até podando-os. Infelizmente isso é muito desagradavel para mestres e jogadores, quebra o clima e as vezes mata boas idéias. Claro que pode-se ignorar tudo e mandar o equilibrio as favas (as vezes eu penso em fazer isso) e deixar o jogo rolar, pode ser bom ou não depende da maturidade de todos na mesa.

Por outro lado o sistema é sólido e campanhas de baixo poder são muito satisfatórias, e ele é um sistema genérico (tem quase tudo adapatado para ele na net), é relativamente fácil mexer nele sem quebrar o sistema. Não podemos esquecer que o sistema completo está a um download de distância junto com uma porrada de adaptações. Os livros (que hoje em dia são mais dificeis de encontrar pois estão esgotados) contam com o sistema básico e as regras para um cenario, como é o caso de Vampiros Mitologicos, Anjos a Cidade de Prata e Demonios a Divina Comédia o que ajuda bastante a jogadores novos ou aqueles que estão procurando cenarios especificos.

Em resumo, é um bom sistema mas requer alguns ajustes para correr tudo bem. Acontece que com a correria do dia a dia é cada vez mais dificil separar tempo para preparar uma seção, e Daemon precisa desse tempo. Depois de conhecer outros sistemas (principalmente os indies que pretendo falar em breve) que reduzem esse tempo ou permitem uma maior facilidade para improvisar o Daemon ficou cada vez mais distante da minha zona de interesse.

No final o que conta é a diversão e o sistema escolhido precisa trazer a diversão se todos no grupo estão se divertindo com o sistema escolbido então não tem problema.

Quem quiser testar ou conhecer o sistema Daemon segue links.

Duel Decks: Izzet vs Golgari

Aproveitando o embalo do Retorno a Ravnica, um duelo em particular esta movendo o plano. A guerra entre a guilda Izzet e a guilda Golgari, as duas guildas mais populares do plano.

O Duel Deck contém cards da antiga e da nova Ravnica, e mais alguns de outras coleções, deixando ambos os lados bem equilibrados.

Duel Decks: Izzet vs Golgari já esta disponivel a venda, embora no Brasil seja um pouco mais dificil de encontra-lo.

Fonte: http://www.wizards.com/magic/magazine/article.aspx?x=mtg/daily/feature/210

Abraham Lincoln – Caçador de Vampiros

            Não é preciso ser um gênio para saber o quanto os americanos exaltam seus presidentes. Notas de dólar, monumentos e filmes estão aí para provar. E para quem estuda história americana, sabe que Abraham Lincoln fez por merecer o seu rosto esculpido no Monte Rushmore.

            O livro de Seth Grahame-Smith (Ed. Intrínseca, 2010) refaz a vida do décimo sexto presidente dos Estados Unidos introduzindo nele um fato curioso: de que ele era um caçador de vampiros e todos os fatos reais (da presidência ao seu assassinato) tinha algo a ver com sua “identidade secreta”.

            Sobre o livro: é divertido, ousado e fascinante. Em suas mais de 300 páginas Grahame-Smith conseguiu sintetizar a vida de Lincoln e no intervalo de um período e outro, colocou o desejo dele de exterminá-los. Com as fotos e as notas de rodapé, você perde a noção do real e ilusório e passa a crer que realmente o Honest Abe como era chamado poderia exterminar a família Cullen (para a nossa alegria…).

            Sobre o filme: para variar, quem leu o livro não deve ter gostado muito do filme. Mas pensando na produção de Tim Burton individualmente, ela não é ruim. Nele vemos um Abraham mais artista marcial (outro que saiu da escola Matrix, até onde vi, o primeiro filme americano que colocou atores pra lutar algo mais próximo das artes orientais cujos sobrenomes não fossem Norris, Van Damme ou Seagal) que lida com vampiros vulneráveis à prata e que podem ficar invisíveis, mas não ficou explicado por quanto tempo eles podem fazer isto nem como cancelar. Às vezes bastava arremessar um chapéu neles para voltarem a ficarem visíveis… como vi o filme legendado, reconheço que os atores e suas vozes, bem como as maquiagens e figurinos ficaram muito bons. Porém as inclusões dos poderes dos vampiros bem como a falta de detalhes do livro e mais enfoque nas ações (porque cinema é porrada! Ou vai me dizer que você não comprou o seu DVD de Os Vingadores e pulou direto pra batalha em Nova York ?) deixou um pouco a desejar. Destaque para a cena da mudança de fase na vida de Lincoln deixando de ser caçador para se tornar presidente. Fotografia nota 10.

            Segue o trailer do filme, pra quem ainda não viu:

            http://www.youtube.com/watch?v=fp46Hvzflxo

            E pra quem não leu o livro, ele sai por R$ 30 reais em média em livrarias.

            Boa leitura e bom filme, galera!

 

P.S.: gostei tanto do último capítulo do livro que já perdi a conta de quantas vezes o li. Fodástico!

Retorno a Ravnica

Retorno a Ravnica está prometendo bastante.
O bloco Ravnica – pacto das guildas foi um dos mais falados, sendo o primeiro bloco a esplorar por completo todas as combinações de duas cores. E agora o plano de Ravnica esta de volta.
Esta coleção apresenta 274 cards com borda preta, incluindo versões premium de todos os cards da coleção distribuídas aleatoriamente.

Nome da Coleção: Retorno a Ravnica
Número de cards: 274

Equipe de Projeto: Ken Nagle (chefe), Zac Hill, Alexis Janson, Mark Rosewater, Ken Troop
Equipe de Desenvolvimento: Erik Lauer (chefe), Zac Hill, Dave Humpherys, Tom LaPille, Adam Lee, Billy Moreno, Shawn Main

Pré-lançamentos: 29 e 30 de setembro de 2012
Data de lançamento: 5 de outubro de 2012
Fim de semana de lançamento: 5 a 7 de outubro de 2012
Lançamento do Magic Online: 15 de outubro de 2012
Game Day: 27 e 28 de outubro de 2012

O evento de pré-lançamento será um pouco diferente do que ocorre normalmente.
Ao inves de receber 6 booster aleatorios, os participantes receberam o seguinte:
5 boosters de Retorno a Ravnica
1 booster de Guilda
1 card promocional
1 card de Conquistas
1 marcador de pontos de vida Spindown
1 carta do Mestre da Guilda
1 adesivo com o símbolo da guilda
Para este evento, os jogadores podem utilizar no deck do torneio os cards promocionais incluídos em seus Pacotes de Guilda do Pré-lançamento.

Além do evento principal do Torneio de Pré-lançamento, algumas lojas também podem oferecer duelos abertos.
Cada participante do Duelo Aberto recebe:
1 Première Pack de Retorno a Ravnica ou Pacote de Batalha se os Première Packs não estiverem disponíveis no idioma de rua região.

Os participantes do Duelo Aberto usam o Première Pack ou Pacote de Batalha para jogarem uns contra os outros, assim como contra os jogadores do torneio de Pré-lançamento que estiverem esperando pela próxima partida. Todos os jogadores devem ser incentivados a ajudar os participantes do Duelo Aberto a aprender a jogar Magic.

Fonte: http://www.wizards.com/Magic/TCG/products.aspx?x=mtg/tcg/products/returntoravnica

Quem Somos

Rafael “Lionheart” N. S.

Um nerd otaku desde que se entende por gente. Gamer, Rpgista, escritor (amador), entre outras coisas…
Areas de influencia esta mais voltada para rpg, e card games (magic principalmente).
Se lembrar de mais alguma coisa relevante eu posto depois… Por hoje é isso pessoal…

Davi Paiva da Silva.

Nasci em 22/03/1987 (um dia depois do Ayrton Senna. O que me deixa muito feliz) em São Miguel Paulista, zona leste da cidade de São Paulo. Me mudei para o Itaim Paulista em 1992 e vivo aqui desde então.
Depois de concluir a escola sem problemas (salvo o bullying), fiz curso técnico do SENAI e hoje faço o curso de Letras na Unicsul. Quero ser professor e/ou escritor. Mas o que vier é lucro.
Me u contato com o mundo nerd foi precoce e precário. Li enciclopédias velhas da minha avó na infância ao mesmo tempo em que jogava um Super Nintendo na casa de um vizinho ou lia os gibis da DC e Marvel do meu tio. A minha adolescência foi nos fliperamas e comprando revistas da Superinteressante ao mesmo tempo em que montava minha própria coleção de HQs. Com o meu primeiro emprego, comecei uma coleção de livros que a cada dia cresce mais. Mas como não fiz cursos de informática, meus conhecimentos de tecnologia deixam a desejar. Pra não falar que o meu primeiro videogame foi um Playstation 1 aos 22 anos de idade (risos). Hoje não tenho tudo o que quis nem o que ainda quero. Mas me sinto bem satisfeito com o que leio, assisto, jogo, ouço e escrevo.
Contatos:
E-mail: davi_paiv@hotmail.com
Facebook: http://www.facebook.com/davi.paiva.14
Twitter (usado apenas para publicar microcontos todos os finais de semana): https://twitter.com/DaviTweetcontos
Página no site Recanto das Letras, onde publico meu livro: http://www.recantodasletras.com.br/autores/davipaiva

Fernando “oneiros_fe”

Atrasado mas não esquecido sou professor de história e nerd (entenda isso como quiser), pai de família e estou travando uma difícil jornada para comprar a casa própria. Sempre gostei de games, HQ, cinema, séries e RPG além de boa música (não aquilo que o pessoal anda ouvindo ultimamente) e considero essas características fundamentais para a minha formação de caráter.
Contatos pelo Facebook e pelo Twitter são: http://www.facebook.com/fernando.loiola.37
@fernando_loiola
Por hoje é só pessoal!!